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MAIS DE 40 MULHERES VÃO LIDERAR CÂMARAS. AÇORES, PORTO, FARO, SETÚBAL E VILA REAL TÊM MAIS “PRESIDENTAS”

Público Online

2025-10-13 16:47:06

PS e PSD terão cada um 20 câmaras municipais lideradas por mulheres. Em 2021 tinham sido eleitas 29 presidentes. São agora 47. É um salto desde 2021, mas o número de mulheres à frente do poder local ainda fica a quilómetros da paridade. Quarenta e sete mulheres deverão ser presidentes de câmara, depois das eleições autárquicas deste domingo, 12 de Outubro, que sondaram 308 autarquias - o que corresponde a aproximadamente 15% do total, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna. Entre as grandes cidades que serão governadas por mulheres estão Matosinhos e Almada, onde o PS mantém as presidentes de câmara Luísa Salgueiro e Inês de Medeiros. Três mulheres vão liderar capitais de distrito: Isabel Ferreira vai ficar à frente de Bragança (PS), Ana Abrunhosa de Coimbra (PS-L-PAN) e Fermelinda Carvalho de Portalegre (pelo PPD/PSD.CDS-PP). Os Açores terão oito (de um total de 19) concelhos dirigidos por mulheres - Vila do Porto, Vila Franca do Campo, Angra do Heroísmo, Vila da Praia da Vitória, Velas, Lajes do Pico, Madalena e Santa Cruz das Flores. Faro, Porto, Vila Real e Setúbal terão quatro. Olhando de perto para Faro, Filomena Pascoal Sintra (PPD/PSD) venceu em Castro Marim, Marlene de Sousa Guerreiro (PS) em São Brás de Alportel, Ana Paula Martins (PS) em Tavira e Paula Freitas (PPS/PSD) em Vila do Bispo. No concelho do Porto, Ana Raquel Azevedo (PPD/PSD.CDS-PP) governará Baião, Cristina Vieira (PS) Marco de Canaveses, Luísa Salgueiro (PS) Matosinhos e Andrea Silva (PPD/PSD) Póvoa de Varzim. Em Setúbal, Clarisse Campos (PS) ficará à frente da câmara de Alcácer do Sal, Inês de Medeiros (PS) da de Almada, Ana Teresa Vicente (PCP-PEV) da de Palmela e Dores Meira (SET-V 25) da de Setúbal. Por fim, em Vila Real, Fátima Fernandes (PS) venceu em Montalegre, Helena Lapa (PS) em Sabrosa, Sílvia Silva (PS) em Santa Marta de Penaguião e Ana Rita Dias (PPD/PSD) em Vila Pouca de Aguiar. PS e PSD empatados Sem surpresas, e num espelho dos resultados nacionais, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata (PPD/PSD) foram os partidos que conseguiram eleger mais mulheres presidentes, com um empate no número de mulheres eleitas: 20 cada um. Em 2021, nas eleições locais anteriores, tinham sido eleitas 29 “presidentas” - um retrocesso em relação a anos anteriores e aproximadamente 9% do total dos líderes locais. Foi o primeiro ano em que vigorou a nova lei das quotas, que estabelece que as listas de candidaturas são obrigadas a assegurar uma representação mínima de 40% de cada um dos sexos, não podendo “ser colocados mais de dois candidatos do mesmo sexo, consecutivamente, na ordenação da lista”. Esta lei tem sido criticada por não conseguir cumprir aquilo a que se propõe. "O recrutamento local é dominado por redes masculinas. Os partidos, os sindicatos, até as associações locais são pouco abertas à renovação, e tudo funciona muito numa lógica de redes informais de amizade", explicava há um mês Eva Macedo, professora de Direito Administrativo na Universidade Portucalense. "Não basta legislarmos e termos mais pessoas, neste caso, mais mulheres, para que elas tenham efectivamente a legitimidade e o capital." As mulheres representaram apenas 21% das candidaturas aos 20 municípios mais populosos do país, mostrou um levantamento feito pelo PÚBLICO, em Agosto. tp.ocilbup@orietnom.ataner tp.ocilbup@seven.aifos Renata Monteiro