pressmedia logo

TRANSPARÊNCIA AUTÁRQUICA É A APOSTA DO ADN EM VISEU

Diário de Viseu

2025-10-13 21:05:44

“Precisamos de devolver a dignidade e segurança a cada um dos viseenses” Autárquicas Paulo Quintão, candidato apoiado pelo ADN à Câmara de Viseu, apresenta-se como um “cidadão comum” que quer devolver a qualidade de vida às famílias, reforçar a segurança e apostar na transparência autárquica Diário de Viseu: Porque é que se candidata à Câmara Municipal de Viseu? Paulo Quintão: Por questões de melhoria de qualidade de vida, eu, a minha esposa e os meus filhos decidimos mudarnos cá para cima há 5 anos. Eu cresci em Santa Comba Dão, mas nos últimos tempos morei sempre no Barreiro, zona de Lisboa, portanto ali uma proximidade aos grandes centros urbanos e as questões de segurança e distância para os locais de trabalho já era um peso adicional. E decidimos mudarnos para Viseu pois consideramos que o interior é onde está a paz, não é? Mas, no entanto, temos visto, com uma intensidade muito grande, a degradação da qualidade de vida. Viseu tem aumentado a população, na sua maior parte de população imigrante, que procura Portugal, e em Viseu, refazer a sua vida, tal como eu já fui imigrante no passado e procurei, de facto, uma melhor qualidade de vida, primeiro em Toronto e depois em Oxford. E, de facto, tudo isto deu-me uma bagagem um bocadinho também nesse aspeto do que é que os nossos imigrantes têm e necessitam. Mas também há muita população que tem vindo dos grandes centros urbanos de Portugal. Portanto, há um fluxo migratório que está, digamos, em contraciclo com aquilo que era antigamente, que ia tudo do interior para as grandes cidades e agora estáse a verificar exatamente o inverso. E nós trazemos também um bocadinho essa bagagem do que é viver nesses grandes centros urbanos, temos um bocadinho a consciência das necessidades diárias da população, e isso foi o que me levou a abraçar este desafio. Apesar de ter o apoio do ADN, as políticas e propostas que defendo no meu programa são muito específicas aqui para Viseu, para a população, para os comerciantes e empresários. As minhas propostas não são a cair nesse ridículo dos planos a 12 anos, a 20 anos, porque eu gostava que Viseu, em 12 anos, se tornasse mais cosmopolita, não é? Temos que avançar e Viseu estagnou bastante em algumas estruturas. Claro que, para mim, faria todo o sentido termos uma linha de metro à superfície a rodear a cidade, mas isso já é especular. Em que se baseia a sua proposta política? Primeiro, a minha proposta política é para retornar aquilo que o Governo Central não faz, a qualidade de vida e dinheiro ao final do mês a cada família. Sabemos que não podemos ir contra aquilo que vem do poder central mas, a nível autárquico, temos essa capacidade, nomeadamente com propostas reais, centradas nas necessidades do dia-a-dia da popu-lação, seja a nível de apoio para a educação, fixar aqui novas famílias, o agregado familiar completo. Porque nós não podemos entrar na demagogia de querermos captar investimentos estrangeiros, ou grandes investimentos, se não tivermos um lastro. E o lastro é a população, e a população não pode estar em visão de passagem, porque vêm, a cidade não corresponde às expectativas e partem. Portanto, nós queremos fixar as pessoas de vez. Que elas venham, que se sintam bem acolhidas, e que sintam que vão ter essa qualidade de vida a médio ou longo prazo. Porque a curto prazo, em qualquer lado, nós fazemos. E como se muda esse paradigma? Mudar este paradigma passa, primeiro, por um apoio muito assertivo às famílias, para, a partir daí, começarmos a dar a ideia aos investidores e aos grandes empresários que Viseu realmente vai ter capacidade de resposta para as empresas deles.Acho que isso é o cúmulo da idiotice. Nós temos oito grandes empresas, num município. Mas se nós formos aos municípios periféricos, as empresas grandes foram todas para lá. E nós, diariamente, vemos um fluxo muito grande de viseenses a irem trabalhar para fora, para essas e outras empresas, quando deveria ser exatamente o contrário. Era conseguirmos captar, e temos, de facto, espaços muito mal aproveitados, para não dizer desertos, onde aí podem aparecer políticas autárquicas, de captação de investimento, nomeadamente através da isenção de algu-mas taxas, em benefício a quem venha cá investir. Que tipo de investimento tem em mente? Por exemplo, um dos projetos, e agora com o investimento que vai existir da União Europeia para a área da defesa, vai haver essa necessidade. De um investimento de empresários privados, do Estado, o que seja, nessa área da defesa. E porque é que nós vamos deixar fugir esse investimento para outros concelhos? Nós temos a fábrica da Embraer no Alentejo, e a sua parceria com o Brasil, que faz grande parte da montagem dos aviões. E isso é possível fazer aqui em Viseu, temos espaço suficiente para isso, temos a proximidade com a Linha da Beira Alta, portanto há capacidade de resposta. O que o diferencia dos outros candidatos? O que eu vejo é que é muito fácil nós chegarmos ao final, a cada quatro anos, e irmos nos cumprimentar depois na rua, e irmos ter reuniões com todas as associações e entidades, quando depois andamos os outros três anos escondidos. E eu aqui, considero, não sendo gabarolas, mas considero que tenho esse benefício porque eu sou incógnito. Sou um cidadão como qualquer outro, sou um viseense como qualquer outro. Portanto, apercebo-me da realidade no dia-a-dia, não preciso que alguém me venha dizer. Eu constato e gravo. A segurança é também um aspeto a considerar Claro! Vemos uma sociedade em Viseu cada vez mais multicultural, com várias vertentes religiosas, e isso tudo tem que ser respeitado. Mas tem que ser respeitado com regras. Vemos o Parque Aquilino de Ribeiro com algumas situações menos agradáveis, e ali com a proximidade do liceu, temos um centro histórico, porque é onde eu moro, e sei bem o que é que se passa lá. Temos também a parte de Jugueiros. Portanto, nestes pontos nevrálgicos, a segurança é cada vez menor. Não basta abanarem bandeirinhas de Paradinha ou do BlocoAdo Bairro da Balsa, porque isso é uma falsa questão. As pessoas para investirem num negócio têm de ter segurança, e isso cada vez se está a perder mais. E não há interesse em mudar isso. A habitação é também uma prioridade? Certo. Por exemplo, quantos imóveis foram herdados por pessoas que depois não têm capacidade financeira para os restaurar? Isso é uma das medidas do tal orçamento participativo que defendo e que ele pode comparticipar. Devemos dar essas respostas às pessoas que não têm, mas a Câmara diz que estamos aqui, estamos presen-“Investirmos milhões num CAE acho que é gozar com a população de Viseu” Qual é a sua posição relativamente ao Centro de Artes e Espetáculos? Relativamente ao CAE, acho que é uma obra cujo ponto de situação também está à vista. Prometeu-se, fez-se projetos para aqui e para lá, e parou. Mais um parto que foi nascer a outro lado. Além do valor de investimento que é, a meu ver, no atual cenário do país e do município, um absurdo. O Dr. Almeida Henriques tinha um projeto, eu apoio essa re conversão do Pavilhão Multiu-sos, tal como outras candidaturas, porque o pavilhão tem condições para. Tem de ser intervencionado. Claro que sim, por uma questão de acústica, por uma questão de espaço, mas está num local perfeito. Tem estacionamento q.b. à volta e estruturalmente já está feito. Portanto, não há um investimento a criar algo de novo. Há em remodelar e dar condições. Agora, investirmos os milhões que iam para o CAE, por 1.700 lugares, acho que é gozar com a população de Viseu. “O município deve servir os viseenses, não se servir deles” Em que aspetos acha que o município está a falhar? Transparência. Tem de haver uma relação de transparência do município para com os viseenses. O município existe para servir os visitantes, não para se servir. A preocupação é trazer hoje a população novamente para o poder. Nada deve ser feito sem uma consulta ou pelo menos uma exposição pública prévia, para dar oportunidade às pessoas de saber para onde é que vai ser ca-nalizado o dinheiro. E não é fazermos aqui uma maternidade , aqui nasce, aqui nasce e não nasce nada, porque as obras ficam todas ali paradas. É preciso uma plataforma gratuita, uma aplicação, como já acontece noutros municípios, para o cidadão normal registar alguma anomalia e haver uma rápida intervenção do município, seja um buraco na estrada, no passeio, portanto, puxar as pessoas para essa responsa-bilidade, as pessoas comunicam e nós agimos. Eu tenho três e-mails enviados de pedidos de informação à Câmara há mais de um ano, e ainda não deram resposta. Isto não pode acontecer. Depois, é criar também, e à semelhança do que existe noutros municípios, um orçamento participativo. Uma verba de 10% do orçamento anual da Câmara ser destinada a projetos que sejam expostos e apresentados para o cidadão. tes, vamos fazer. Portanto, essa questão da transparência tem de ser aqui muito limpinha. E a questão dos transportes? A questão dos transportes é uma grande batalha. Não vale a pena virmos com as psicoses da Linha de Alta Velocidade, que isso é uma bandeira que nem pauzinho tem para abanar, é um flyer que o Governo decidiu e o atual presidente se quer agarrar, mas que não dá resposta à cidade. O IP3 está a decorrer, como já deveria ter decorrido há vários anos, mas são os transportes coletivos da cidade a nossa prioridade. Não temos uma rede de transportes coletivos públicos eficiente, que dê resposta às necessidades. Mesmo com o complemento, e bem, agora do Mobi, Viseu não tem. Não temos transportes às horas adequadas para as pessoas irem para os trabalhos, para os centros de saúde terem consultas, para os jovens irem para a escola. Não há uma oferta adequada. Os transportes acabam demasiado cedo, quando temos um hospital que labora 24 horas por dia e um Palácio do Jardim que encerra às 23. E obrigamos, ou sobrecarregamos, as famílias com a despesa de combustível, com a despesa de estacionamento. O que falta então a Viseu? Falta uma visão estratégica, falta termos a capacidade de reconhecer onde é que podemos melhorar, não nos penduramos nas bengalas das dores de crescimento e criarmos estabilidade na população e no comerciante. Não vamos fazer um telhado quando os alicerces estão podres. Como se apresenta esta candidatura? A minha candidatura tem um compromisso para com Viseu para os próximos 3 anos. Porque a minha perspetiva e aquilo que está no meu plano é, em 3 anos, criar essa estabilidade às famílias, reduzirmos ainda mais o desemprego, reduzirmos a falta de mão de obra qualificada, que muitas entidades patronais sentem, e melhorar as condições na educação. Depois, no quarto ano, deixar as pessoas ao seu livre critério. Perguntar depois se estes três anos anteriores funcionaram ou não? Não queremos ter aquele aproveitamento político do quarto ano, onde aparece dinheiro para todas as obras, para tudo e mais alguma coisa. Isto não pode funcionar desta forma, Viseu funciona 365 dias por ano, não 365 dias a cada quatro anos. Viseu é um dos concelhos no país que mais cresceu em termos de população. O que é que na sua visão contribuiu para isso? Não vou dizer que “a melhor cidade para viver”é 100% mentira. Não o é, mas está muito acima de outros municípios que também se esforçam para melhorar. E há de facto aqui um fluxo migratório, as grandes cidades do litoral já estão sobrelotadas e as pessoas começam a procurar soluções no interior. Mas Portalegre também cresceu, Castelo Branco também cresceu. Viseu não é o único. Em 4 anos, cresceu pouco mais de 3.400 pessoas a nível da população. Portanto, não é um crescimento exponencial. Os nascimentos quase que estão ali equiparados aos óbitos. Mas tem muito a ver com este fluxo migratório, que vem tanto de emigrantes estrangeiros como de portugueses que moram na zona litoral e procuram uma acalmia financeira e familiar no interior. No entanto, este crescimento também veio alertar para algumas questões... Exato. Não estamos a dar toda a resposta necessária. Vemos, obviamente, o absurdo trânsito em algumas horas do dia, porque não dá essa resposta; e a habitação social. “Vamos ver como é que vamos fazer”. Não, não é vamos ver, temos que fazer. Há soluções. Nós temos é que ter a coragem de as ir lá buscar, e não cairmos no facilitismo do é só para um ou é só para o outro. A construção de habitações está parada, a realização privada de imóveis está parada, porque o licenciamento demora demasiado tempo para alguns e é agilizado para outros. Temos de eliminar a parte da burocracia, que nesta cidade é absurda. A adesão do município às Águas do Douro e Paiva foi um processo muito falado. O que pensa desta questão? A parte das águas, o tribunal já deliberou, não é? Houve aqui um endeusamento por parte do atual Presidente em que aquilo era a caverna doAlibabá e os 50 ladrões, em que aquilo estava minado de ouro. No entanto, agora o processo está suspenso. Porque fazem-se as coisas, coloca-se a bandeira ao alto por puro protagonismo. Será que a solução está mesmo aí? Vamos ter a água com melhor qualidade e mais barata do país? Isso é uma falsa promessa que se junta a muitas outras deste Executivo. Será que é só Viseu dizer que quer e a água vai aparecer mais barata? E as despesas operativas? Como é que nós podemos alegar alguma coisa sem termos a certeza ainda? Não é só dizer que vamos, é comprovar, e esta Câmara não comprova nada. Aliás, muita falta de transparência é mesmo as negociatas que são feitas e ficam lá bem guardadinhas, e quem quiser que perca um dia de trabalho para ir à Assembleia. Viseu é, há 36 anos, um concelho politicamente ligado ao PSD. A sua candidatura pode ajudar ou até mesmo quebrar este ciclo? Esperemos. Obviamente, nós temos de ser realistas, jamais, em tempo algum, eu esperava agora o milagre de ser eleito para Presidente da Câmara. Mas, gostaria que a minha candidatura mudasse um bocadinho esta pseudo-democracia que se vive em Viseu, esta ditadurazinha há 36 anos, onde existe uma ignorância do município para com os viseenses. O que significa o voto no candidato Paulo Quintão? Primeiro, significa devolver a dignidade e a segurança a cada um dos viseenses. É retornar a qualidade de vida e diferenciarnos de todos os outros municípios do país pela positiva, e eles virem cá absorver estas mudanças estruturais de base, o apoio à vida do dia-a-dia de cada viseense. É terem a confiança de que o meu compromisso é para três anos para que, no quarto, sejam eles a dar a opinião. Não ter que andar, daqui a quatro anos, a bater às portas, como as outras candidaturas, à procura de apoio. É a experiência do dia-a-dia das pessoas lhes dar a resposta. As propostas que defendo no meu programa são muito específcas para Viseu, para a população, para os comerciantes e para os empresários Não basta abanarem bandeirinhas de Paradinha ou do Bairro da Balsa. As pessoas para investirem num negócio têm de ter segurança, e isso cada vez se está a perder mais “Queremos fxar as pessoas de vez. Que elas venham, se sintam bem, que sintam que vão ter essa qualidade de vida a médio ou longo prazo” Não podemos fazer de Viseu uma maternidade , onde aqui nasce, aqui nasce, e depois não nasce nada, porque as obras fcam todas ali paradas Diariamente, vemos um fuxo muito grande de viseenses a irem trabalhar para fora, quando deveria ser exatamente o contrário André Soares