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HONDA HR-V - HÍBRIDO PARA QUEM PRIVILEGIA A EFICIÊNCIA

Público

2025-10-13 21:05:44

Entre um mar de concorrentes, o SUV vale-se de uma e ciência que impressiona, sem virar costas à versatilidade. a Quando o HR-V surgiu, em 1999, era uma espécie de carta fora do baralho, a ponto de, em 2005, a Honda ter decidido parar com a produção do seu SUV compacto, um veículo pensado para o Japão, mas com muitos traços europeus, onde conseguiu vingar. Depois, os sport utility vehicles conquistaram o coração (e as carteiras) dos europeus. E, uma década depois de ter ditado a sua morte, a marca nipónica decidiu ressuscitar o modelo, adaptando-o aos desejos do mercado. Nesta terceira geração, de 2021, que foi actualizada recentemente, a aposta assenta na mecânica híbrida. E é precisamente a mecânica que mais se destaca neste SUV compac-to, que integra um motor a gasolina 1.5 i-VTEC de ciclo Atkinson e dois motores eléctricos, resultando numa potência combinada de 131cv e 253 Nm de binário. O conjunto trabalha em conjunto com uma transmissão automática CVT, de variação contínua, optimizando consumos e emissões. O valor homologado médio para circuitos mistos é de 5,4 l/100 km, mas, com muitos percursos citadinos e umas incursões em auto-estrada, foram mais as vezes em que observámos um número inferior do que em linha ou superior. Para tirar melhor proveito do sistema híbrido, mas também da capacidade dinâmica deste automóvel, há três modos de condução ? Econ, Normal e Sport que alternam o perfil do sistema híbrido entre efi# ciência e rapidez de resposta. O arranque faz-se sempre em modo eléctrico, ou seja, em silêncio, mas a passagem para a mecânica térmica não se faz de forma bruta, mesmo que seja algo ruidosa. O facto pode explicar-se pela existência de uma transmissão de variação contínua, que pode ser estranha (e barulhenta) para quem não está habituado, embora se notem grandes melhorias face à geração anterior, também fruto do reforço realizado na insonorização do habitáculo, que ganha destaque quando nos movemos pela malha urbana. Em termos de prestações, o HR-V não será aquele que sai disparado (acelera de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos), mas também não nos deixa pendurados numa ultrapassagem, sendo capaz de dar respostas animadas. A velocidade máxima é de 170 km/h. E, ao nível dinâmico, é o conforto que dá cartas, já que a suspensão absorve com competência as irregularidades do asfalto, e o comportamento em curva transmite segurança, a não ser que se opte por enfrentá-las de forma rápida, o que resultará na oscilação da carroçaria mas,parasermoshonestos, raramente se tem vontade de o fazer, já que é a condução relaxada que mais se destaca. Design em (r)evolução Quem se lembrar do Honda HR-V lançado ainda no século passado mal reconhecerá o modelo homónimo dos dias de hoje. As linhas quadradas deram lugar a traços flui-dos e a abordagem que nos parecia queres convidar a incursões fora do asfalto revela agora uma vontade de se manter dentro do perímetro urbano. Por outro lado, o HR-V parece ter ganhado maturidade, exibindo uma grelha larga e curvilínea, faróis LED e acabamentos que se importam com a qualidade e o detalhe, algo que se destaca ainda mais no interior. O tablier, redesenhado, exibe um painel de instrumentos digital de sete polegadas e um sistema de infotainment de 9 polegadas no topo da consola central, compatível com Android Auto e Apple CarPlay. Mas nem tudo se concentra no ecrã: os comandos do ar condicionado ainda são físicos e ainda bem. Os bancos dianteiros oferecem uma boa posição de condução e na segunda fila é de enaltecer a manutenção dos Magic Seats da Honda, que facilitam o transporte de objectos volumosos e são pontos extra no capítulo da versatilidade. Se for o caso de os bancos traseiros receberem passageiros, estes só terão motivos de queixa se forem três, com a pessoa que se senta ao meio a se sentir apertada. De resto, há espaço de sobra para joelhos e mes-mo pessoas com mais de 1,90m conseguirão um bom nível de conforto, não obstante a linha descendente do tejadilho, como pudemos confirmar. A arrumação, no entanto, está longe de ser uma referência: arruma até 319 litros; 971l, com a segunda fila rebatida. Equipamento e segurança O HR-V oferece, desde o nível de entrada Elegance, que conduzimos, uma lista de equipamento robusta: bancos dianteiros aquecidos, sensores de estacionamento, chave inteligente, espelhos retrovisores aquecidos e câmara de visão traseira. O pacote de segurança Honda Sensing, que se destacou nos testes Euro NCAP na protecção de utilizadores vulneráveis da estrada, como ciclistas ou pedestres, é transversal à gama, incluindo alerta de colisão, assistente de faixa, cruise control adaptativo, monitor de ângulo morto e reconhecimento de sinais de trânsito. Apesar da boa avaliação do Honda Sensing e da boa protecção de adultos, o modelo obteve quatro estrelas na classificação do organismo independente que avalia a segurança dos automóveis comercializados na Europa, contra as cinco conquistadas pela geração anterior, penalizado por problemas com a protecção dos ocupantes infantis. Veredicto OHR-Vdestaca-sepelaeficiênciado sistema híbrido e pela qualidade de construção, sendo um concorrente de respeito entre os SUV urbanos e utilitários, sobretudo para quem privilegia a racionalidade na hora de decidir, mas menos para quem ainda dá valor às emoções de condução. O volume da bagageira e a posição do lugar do meio da segunda fila poderão ser aspectos a melhorar. i Honda HR-V 1.5 HEV Elegance Motor: HEV Tracção: Dianteira Potência: 96 kW (131cv) Binário: 253 Nm Ac. de 0 a 100 km/h: 10,6s Vel. máxima: 170 km/h Consumo: 5,4 l/100km* Lugares: 5 Bagageira: 319 litros Preço: 37.000EUR (desde) * valores WLTP O tablier, redesenhado, exibe um painel de instrumentos digital de sete polegadas e um sistema de infotainment de nove polegadas no topo da consola central Carla B. Ribeiro