O FUTURO (PRÓXIMO) DO AUTOMÓVEL - TYPE C DE 1936 INSPIRA CONCEPT C
2025-10-16 21:02:53

A indústria automóvel europeia encontra-se sob ataque e necessita de reação para sobreviver! Em Munique, Alemanha, durante o IAA Mobility, com os alemães à frente do pelotão, “responderam” quer às marcas chinesas, que estão a ganhar quota de mercado cada vez maior, “à boleia” das tecnologias da eletrificação, quer às imposições da Comissão Europeia (CE). Capacidade, tem! E provou-o, com geração nova de carros na “linha do horizonte”, sobretudo elétricos e híbridos. E-AUTO apresenta-lhe o futuro (próximo). AAudi é a marca "premium” mais representativa do Grupo Volkswagen, que conta com fabricantes de automóveis muito mais elitistas no portefólio, nomeadamente a Bentley e a Lamborghini. A companhia tem origens complexas, por não ser mais do que o construtor resultante da fusão das quatro empresas na origem, em 1932, da predecessora Auto Union (Audi, DKW, Horch e Wanderer) , e os quatro anéis no logotipo da concorrente da BMW e Mercedes-Benz significam, precisamente, esse processo! A companhia (quase...) desapareceu do mapa no fim da Il Guerra Mundial, mas os esforços de reconstrução realizados na década de 1950, em Ingolstad, Alemanha, recompensaram: em 1965, a Volkswagen decidiu comprar a Auto Union à Daimler-Benz proprietária da Mercedes e, em 1969, fundiu-a com a NSU e montou marca a que atribuiu o nome original de 1909. Confirmando-se os rumores, ainda este ano, anúncio de plano estratégico novo. O objetivo é vendas anuais de dois milhões de automóveis por ano, registo muito acima dos 1,6 milhões de 2024 (menos 12% do que em 2023) e superior aos 1,7 a 1,8 milhões projetados para 2025. Gernot Dõllner, em 2023, assumiu o comando de fabricante que tem representado “dores de cabeça” para o Grupo Volkswagen, devido aos contratempos técnicos e tecnológicos que obrigaram ao adiamento do arranque da produção de mão cheia de automóveis novos. E, assim, Audi cada vez mais atrás das concorrentes diretas BMW e Mercedes-Benz. â lista de problemas soma-se, igualmente, o facto de não dispor de fábrica nos EUA, ao contrário das rivais, o que a torna mais vulnerável às tarifas aduaneiras da Administração Trump. Recuperada a confiança, açãol Em junho do ano passado, e depois de mais de 10 anos de trabalho na Jaguar Land Rover, o “designer” italiano Massimo Frascella assumiu o comando do desenho da Audi, substituindo o alemão Marc Lichte. Nas mãos, entregue por Dõllner, caderno de encargos superexigente: na era da digitalização e da eletrificação, criar carros à imagem e com a imagem do lema da marca “Vorsprung durch Techick” (Progresso pela Tecnologia, traduzindo, livremente, do alemão para o português!). O Concept c apresenta-nos e antecipa em “87%" automóvel de produção em série planeado para 2027 , e a ideia é posicioná-lo a meio caminho entre o TT fabricado de 1998 a 2023 e o R8 produzido de 2006 a 2024. O primeiro teve três gerações e representou mais de 660.000 vendas, enquanto o segundo contou com duas e significou cerca de 46.000, e ambos tinham dois lugares e descapotáveis baseados nos coupés. Desportivo quase pronto a produzir Dõllner disse-o, e taxativamente, na estreia do Concept c, estudo que apresenta o desenho novo da Audi. “A imagem dos nossos carros é a imagem da nossa marca”. Frascella & Cia. criaram a “simplicidade radical” como bússola capaz de orientar a recuperação e a reorganização do construtor de Ingolstad. ? este estudo exprime a ambição de privilegiar apenas o essencial no automóvel neste caso, o “design” e a qualidade. O interior é minimalista e tem formas geométricas bem definidas, e o exterior surpreendente pela identidade e personalidade diferenciadas: assinaturas luminosas (muito!) expressivas, grelha com moldura vertical reminiscente do Auto Union Type C de 1936 (e no A6 de 2004). De acordo com o “designer”, o automóvel deve proporcionar-nos mais do que experiência racional também na condução , tem de apresentar imagem capaz de emocionar-nos e ter impacto cultural. A Audi não anunciou especificações técnicas para o Concept c, nem confirmou a arquitetura técnica, mas este estudo com “ombros” muito musculados e desenho influenciado pelo posicionamento da bateria entre os eixos distingue-se, também, pelo “cockpit” muito recuado. A motorização é elétrica, como nos sucessores dos Porsche 718 Boxster e Cayman, mas a marca dos quatro anéis, como a parceira de consórcio com que divide muitos recursos técnicos e tecnológicos para reduzir os custos de desenvolvimento e produção partilham, nomeadamente, a plataforma PPE com arquitetura elétrica de 800 V =, também confirma a utilização de motores de combustão interna. O Concept c tem capota rígida retrátil (a primeira na história da Audi, uma vez que as três gerações do TT Roadster tiveram capotas têxteis acionadas eletricamente), equipamento que os responsáveis da marca dos quatro anéis também confirmam para a variante descapotável do desportivo. No painel de bordo, comandos físicos em alumínio anodizado reagem ao toque de forma háptica e, ao centro, encontra-se o monitor escamoteável de 10,4" do sistema multimédia , ergue-se após toque em botão. Q3 e Q3 Sportback novos No imediato, a Audi conta gerações novas do Q3 e do Q3 Sportback. O Sport Utility Vehicle (SUV) é determinante para a marca alemã, que tem o Q5 como automóvel mais vendido globalmente, por posicionar-se (quase) na base da gama. O modelo foi apresentado no mercado europeu em 2011 e substituído em 2018, e a variante mais desportiva, que surgiu apenas em 2019, representa, atualmente, metade das vendas no Velho Continente. Q3 e Q3 Sportback têm imagens muito modernas e apresentam-se com interiores que estreiam uma unidade de comandos fixa na coluna da direção, recurso que os alemães garantem contribuir para experiência de condução mais fácil e segura (no primeiro contato dinâmico, que decorreu na região de Glasgow, Escócia, a fórmula convenceu, mesmo obrigando a período de adaptação), e painel de bordo digital monitores para a instrumentação (11,9") e o sistema multimédia (12,8"). Comparado com o antecessor, Q3 novo maior em comprimento e entre eixos, com o aumento das dimensões exteriores a representar mais liberdade de movimentos no habitáculo, sobretudo nos lugares posteriores, e maior capacidade de carga a bagageira, com os encostos dos bancos traseiros na vertical, conta com 488 litros, volume que diminuiu para “apenas” 375 nas versões híbridas Plug-In (PHEV). Na gama nova, motorizações 1.5 TFSI (150 cv), 2.0 TDI (150 cv) e e-hybrid (272 cv) percorre até 119 km de forma elétrica, por beneficiar de bateria que tem 25,7 kWh de capacidade (até 143 km em cidade). No mercado nacional, Q3 desde 45.617 EUR e Q3 Sportback a partir de 47.267 EUR. José Caetano