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REPORTAGEM - BMW "CONTRA" MERCEDES

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2025-10-16 21:03:14

BMW e Mercedes-Benz têm automóveis novos importantes e ambos são elétricos, partilham o formato da moda (SUV) e competem na faixa “premium” do segmento médio (D). Também nos dois, potências próximas dos 500 CV, quatro rodas motrizes e tecnologias para carregamento rápido das baterias. Pela primeira vez, frente a frente, iX3 e GLC com Tecnologia EQ. abrandamento no ritmo da procura de carros elétricos no mercado europeu não fez com que BMW e Mercedes-Benz reequacionassem as estratégias para o futuro. E, assim, proximamente, mais dois automóveis com baterias em vez de depósitos de combustível nas gamas dos dois fabricantes, ambos concorrentes entre a elite do segmento D e atrás do estatuto de referência nova da categoria! ? BMW iX3 e Mercedes-Benz GLC com Tecnologia EQ são mais do que automóveis elétricos novos. O primeiro, com 4,782 m de comprimento e 2,897 m entre eixos, é o primeiro elemento da Neue Klasse da marca de Munique, apresentando-nos, por isso, muito do que o fabricante tem na manga para o futuro. A segunda geração do Sport Activity Vehicle (SAV), ao contrário do que sucedeu com a primeira, de 2020, que assentava na mesma arquitetura técnica do x3 de 2017 e produzida na China, estreia plataforma e até fábrica em Debrecen, na Hungria. O segundo tem 4,845 m de comprimento e 2,972 m entre eixos, apresenta-se em variante muito otimizada da base do Sport Utility Vehicle (SUV) no mercado desde 2022 e introduz o “rosto” mais moderno do construtor de Estugarda (na versão de topo, existem 942 pontos de luz no interior da grelha com moldura cromada, que admitem até a hipótese de animaçãol). O iX3 estreia, também, o “rosto" novo da BMW, com Oliver Zipse, homem-forte do consórcio comandado pelo fabricante de Munique, que também conta com Mini e Rolls-Royce no portefólio, a comprometer-se com mais de 40 lançamentos até ao final de 2027, entre automóveis desenvolvidos de raiz, como i3 programado para o início de 226, e carros muito modernizados , impõem-nos o mercado e a ambição de manutenção da primeira posição no segmento “premium”, à frente da Audi e da Mercedes-Benz. No início da comercialização, que acontece de forma quase coincidente, nos dois carros, somente uma versão: 50 xDrive no iX3, 400 4Matic no GLC com Tecnologia EQ. BMW e Mercedes contam com motores anteriores e posteriores, e têm, assim, quatro rodas motrizes. A marca de Munique anuncia 469 CV (345 kW), 210 km/h de velocidade máxima e 4,9 s na aceleração 0-100 km/h. A rival de Estugarda declara reivindica 489 CV (360 kW), 210 km/h e 4,3 S. O primeiro, por contar com bateria de maior capacidade (108,7 kWh), percorre mais quilómetros entre recargas do que o segundo, que tem acumulador de energia com 94 kWh de capacidade: até 805 km “contra” até 713, de acordo com os fabricantes e segundo a norma europeia WLTP. Também nos preços, vantagem do iX3, proposto no mercado português a partir de 72.900 EUR. Para o segundo, existe a expectativa de que custe menos de 80.000 EUR. As duas marcas anunciam planos para a produção de versões mais acessíveis e com tração só às rodas traseiras. Arquiteturas elétricas de 800 v BMW iX3 e Mercedes-Benz GLC com Tecnologia EQ têm bases técnicas modernas que partilham, nomeadamente, a arquitetura elétrica de 800 V. Isto beneficia tanto a velocidade de carregamento, pois este sistema admite potências maiores, como a autonomia. No SAV da marca da hélice, bateria com 108,7 kWh de capacidade, o que permite reivindicar até 805 km de condução. No SUV do fabricante da estrela, acumulador de energia mais pequeno, com 94 kWh de capacidade, e promessa de até 713 km. As potências de carregamento, antecipámo-lo atrás, são elevadas. Também neste ponto, vantagem do BMW, por admitir, com corrente contínua, até 400 kW. Assim, com 10 minutos de alimentação, energia para mais 372 km. Já no Mercedes-Benz, a potência máxima autorizada para esta recarga rápida é de 330 kW, o que permite recuperar, também em 10 minutos, 303 km. Nos dois, a potência máxima de carga com corrente alternada é de até 22 kW e ambos os sistemas contam com funções bidirecionais devolução de energia à rede (V2G) armazenamento quando o preço do kWh é mais baixo e devolução à rede com o KhW mais caro! , e de alimentação de equipamentos externos (V2L). No iX3, sistema de inteligência artificial controla a tampa do ponto de carga, abrindo-a automaticamente após detetar intenção de proceder à operação (e fá-lo, por exemplo, sempre que o condutor se aproxima de instalação memorizada na navegação). Nos dois automóveis, aproveitamento otimizado da energia recuperada durante as desacelerações e travagens, e com possibilidade de ativar modos de atuação que aumentam ou diminuem a intensidade de funcionamento do sistema. A BMW não anuncia quaisquer números, mas diz que o programa substitui 98% das manobras mecânicas, o que aumenta a estabilidade na condução e, sobretudo, a eficiência, enquanto a Mercedes-Benz promete 300 kW de capacidade máxima. Dimensões e capacidades BMW iX3 e Mercedes-Benz GLC com Tecnologia EQ foram apresentados durante o IAA Mobility de Munique. Portanto, o nosso primeiro contato com os dois carros foi pouco mais do que visual. Ambos têm interiores modernos que surpreendem pela sofisticação tecnológica. Partilham, também, a abundância de espaço, devido ao posicionamento das baterias sob o piso do habitáculo, que beneficia, igualmente, o centro de gravidade e a repartição do peso pelos eixos, itens determinantes para o desempenho dinâmico de todos os automóveis. No entanto, antes das primeiras subidas a bordo e experiências de condução, zero conclusões. O iX3 novo é o primeiro automóvel elétrico da BMW equipado com compartimento para arrumações sob o “capot” (recebe o nome de “frunk” e tem 58 litros), recurso que O GLC com Tecnologia EQ também disponibiliza - e até com mais capacidade (128 litros). No SAV da marca de Munique, mala com 520 litros, com encostos dos bancos traseiros posicionados na vertical; rebatendo-os, 1750. No SUV da rival de Estugarda, bagageira maior (570-1740 litros). Muitas tecnologias de ponta O iX3 também é o primeiro BMW com O Panoramic iDrive, sistema que transforma, substancialmente, o desenho do painel de bordo. Este equipamento tem diversos dispositivos: Panoramic Vision (projeção de informações em superfície na base do para-brisas, quase de extremo a extremo) e monitor central com 17,9” à direita do volante Sky-tech com botões que são iluminados sempre que admitem a ativação de alguma função. O Head-Up Display 3D mantém-se, mas surge-nos melhorado. A marca de Munique argumenta que o Panoramic iDrive, devido ao equilíbrio entre elementos físicos e digitais, facilita muito o controlo dos programas do automóvel , mais intuitivo, mais rápido, mais seguro. O Operating System x também é novo. A BMW, para o iX3 novo, também anuncia novidades no campo das assistências à condução, devido à combinação do aumento das capacidades de processamento com o apoio da inteligência artificial. ? promete-se, por exemplo, que a tecnologia atua eficazmente até em situações complexas, sobretudo em curvas quase cegas e rotundas, e trava o SUV de forma automática quando o semáforo está vermelho, recolocando-o em marcha, também de modo autónoma, assim que surge o verde. O GLC com Tecnologia EQ, opcionalmente, conta com o sistema “seamless MBUX HYPERSCREEN”, monitor com 39,1; por combinar três monitores sob a cobertura , 10,3" para a instrumentação e 14" tanto para o programa multimédia como para o ecrã à frente do passageiro dianteiro. O Mercedes-Benz conta com a versão mais recente do sistema operativo MB.OS, que conta com inteligência artificial e, ainda, assistente virtual com que podemos interagir, utilizando linguagem natural. A lista de extras também inclui iluminação ambiente temática e teto de vidro que admite mudanças nos níveis de opacidade e transparência ou a projeção de 163 estrelas, que são visíveis apenas no escuro. A BMW, para o iX3 novo, também anuncia novidades no campo das assistências à condução, devido à combinação do aumento das capacidades de processamento com o apoio da inteligência artificial. E promete-se, por exemplo, que a tecnologia atua eficazmente até em situações complexas, sobretudo em curvas quase cegas e rotundas, e trava O SUV de forma automática quando o semáforo está vermelho, recolocando-o em marcha, também de modo autónoma, assim que surge o verde. O SAV estreia o “Heart of Joy”, unidade de comando que trabalha em coordenação com o Dynamic Performance Control e, em milésimos de segundo, muda todas as características da condução (aceleração, travagem, direção, etc.). Numa manobra evasiva, por exemplo, a recuperação de energia apoia a direção, recorrendo a uma distribuição precisa da potência pelas rodas, ação que mantém o carro nos carris. Menos movimento da carroçaria durante transferências de massa, mais agilidade, estabilidade, precisão e segurança! O “Heat of Joy” estreado pela BMW no iX3 também considera, necessariamente, o programa de condução ativo. E o My Modes tem quatro (Personal, Sport, Efficient e Silent), que intervêm na condução, no ambiente que encontramos no interior e até na apresentação dos monitores de bordo. No Mercedes-Benz GLC com Tecnologia EQ, cinco modos: Eco, Comfort, Sport, Individual e Terrain. O SUV do fabricante de Estugarda tem, igualmente, pacote muito completo de programas de assistência à condução e segurança, o que obrigou à instalação de 10 câmaras, cinco radares e 20 sensores de ultrassons. José Caetano