CARREGAR UM ELÉTRICO EM PORTUGAL PODE FICAR MAIS BARATO EM 2026
2025-10-16 21:03:14

Carregar um elétrico em Portugal pode sair mais barato em 2026: a ERSE está a propor cortes nas tarifas da rede pública de carregamento. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs uma redução significativa das tarifas da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME) para 2026. Por outras palavras, algo que poderá tornar o carregamento de veículos elétricos na rede pública mais barato para os utilizadores. Segundo o comunicado da ERSE, as tarifas aplicáveis aos Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e aos Operadores de Ponto de Carregamento (OPC) deverão descer cerca de 31,9%. Já para os Detentores de Pontos de Carregamento (DPC), as tarifas deverão descer 31,5% face a 2025. Estas tarifas integram o custo total do carregamento e influenciam diretamente o preço final pago pelos condutores. © Mobi.E Em 2024, a rede pública registou mais de 6,14 milhões de carregamentos em 16 561 pontos de carregamento. Para 2026, a ERSE prevê cerca de 6,59 milhões de carregamentos, um decréscimo face à estimativa de 8,9 milhões para 2025, mas, ainda assim, um aumento de 7% em relação a 2024. De acordo com a ERSE, a redução proposta poderá representar uma poupança de cerca de 0,13 euros por cada 100 km percorridos. Isto, considerando um carregamento de 11,5 kWh. “Prevê-se que as tarifas da EGME, aplicáveis aos CEME e aos OPC, pela realização de carregamentos na rede de mobilidade elétrica, representem um peso entre 3% e 4% do preço final pago pelos utilizadores de veículos elétricos em 2025”, lê-se no comunicado. O Conselho Tarifário tem até 30 de novembro para emitir um parecer sobre a proposta, cabendo à ERSE a decisão final até 15 de dezembro. Fim do modelo centralizado O Decreto-Lei n.º 93/2025, de 14 de agosto, estabelece um novo regime jurídico da mobilidade elétrica em Portugal. Com ele chega ao fim a gestão centralizada da rede de mobilidade elétrica, abrindo o mercado a modelos mais liberalizados e competitivos. Durante o período transitório, estabelecido até 31 de dezembro de 2026 - e com o objetivo de garantir que não há interrupções no serviço - será a EGME que continuará a gerir a rede centralizada. Assim, durante este período, o pagamento das tarifas é obrigatório para os pontos de carregamento ainda integrados na plataforma Mobi.E. Mariana Teles