VENDAS GLOBAIS DE ELÉTRICOS SUPERAM OS 2 MILHÕES EM SETEMBRO
2025-10-16 21:05:33

As vendas globais de veículos elétricos atingiram um recorde histórico em setembro, ultrapassando pela primeira vez os dois milhões de unidades num único mês. O aumento de 26% face a 2024 reforça o ritmo da transição energética, impulsionado pela China e pelo crescimento da procura na Europa e nos EUA As vendas globais de veículos elétricos atingiram um recorde histórico em setembro, ultrapassando pela primeira vez os dois milhões de unidades num único mês. O aumento de 26% face a 2024 reforça o ritmo da transição energética, impulsionado pela China e pelo crescimento da procura na Europa e nos EUA A aceleração da adoção de veículos elétricos ocorre apesar da incerteza política e das mudanças nos incentivos governamentais em vários mercados. No total, entre janeiro e setembro, foram vendidas 14,7 milhões de unidades, o que mantém o setor no rumo de ultrapassar os 18 milhões em 2025, caso o quarto trimestre mantenha o ritmo atual. China continua líder absoluta; Europa e EUA registam fortes aumentos A China reforçou a sua posição como maior mercado mundial, responsável por cerca de 1,3 milhões de unidades em setembro - o equivalente a dois terços das vendas globais. Analistas atribuem o desempenho ao apoio contínuo do governo, às políticas agressivas de preços e à ampla rede de carregamento do país, que já ultrapassa 2,6 milhões de pontos públicos. A Europa registou uma recuperação sólida, com um aumento de 36% nas vendas, para quase 430 mil veículos. A procura foi impulsionada por novos incentivos em mercados como Alemanha, Reino Unido e França, e pela chegada de novos modelos com maior autonomia. Nos Estados Unidos, as vendas atingiram cerca de 215 mil unidades, um salto anual de 66%, impulsionado por consumidores que procuraram garantir créditos fiscais federais antes da sua expiração no final de setembro. Apesar de uma redução esperada nos apoios, o país continua a investir fortemente em infraestruturas de carregamento rápido, com mais de 200 mil pontos públicos operacionais e novos projetos em curso. Fabricantes enfrentam custos elevados e apostam em inovação O recorde global ocorre num momento de ajustes estratégicos na indústria. A General Motors anunciou que irá reconhecer um encargo de 1,6 mil milhões de dólares devido à reestruturação da sua estratégia elétrica, ilustrando os altos custos da transição mesmo perante o aumento da procura. Outros fabricantes procuram diferenciação tecnológica. A Mercedes-Benz está a desenvolver sistemas de carregamento portáteis e ultrarrápidos, enquanto a Tesla expande a produção do Model 3 atualizado e acelera o lançamento do Cybertruck. Crescimento sustentado, mas desafios à vista Apesar do otimismo, analistas alertam para um possível abrandamento no último trimestre de 2025, devido à redução de incentivos nos EUA e à desaceleração económica na Europa. Além disso, o aumento da procura de baterias pressiona a cadeia de fornecimento de lítio, níquel e cobalto, podendo afetar os custos de produção. Ainda assim, a Rho Motion prevê que os veículos elétricos representem um em cada quatro carros novos vendidos globalmente até ao final da década, consolidando a eletrificação como o novo padrão da indústria automóvel. A tendência confirma que a transição energética já não é uma questão de “se”, mas de “como” - e que o verdadeiro desafio para governos e construtores será acompanhar o ritmo da mudança, garantindo infraestrutura, acessibilidade e sustentabilidade a longo prazo. A aceleração da adoção de veículos elétricos ocorre apesar da incerteza política e das mudanças nos incentivos governamentais em vários mercados. No total, entre janeiro e setembro, foram vendidas 14,7 milhões de unidades, o que mantém o setor no rumo de ultrapassar os 18 milhões em 2025, caso o quarto trimestre mantenha o ritmo atual. China continua líder absoluta; Europa e EUA registam fortes aumentos A China reforçou a sua posição como maior mercado mundial, responsável por cerca de 1,3 milhões de unidades em setembro - o equivalente a dois terços das vendas globais. Analistas atribuem o desempenho ao apoio contínuo do governo, às políticas agressivas de preços e à ampla rede de carregamento do país, que já ultrapassa 2,6 milhões de pontos públicos. AD AD A Europa registou uma recuperação sólida, com um aumento de 36% nas vendas, para quase 430 mil veículos. A procura foi impulsionada por novos incentivos em mercados como Alemanha, Reino Unido e França, e pela chegada de novos modelos com maior autonomia. Nos Estados Unidos, as vendas atingiram cerca de 215 mil unidades, um salto anual de 66%, impulsionado por consumidores que procuraram garantir créditos fiscais federais antes da sua expiração no final de setembro. Apesar de uma redução esperada nos apoios, o país continua a investir fortemente em infraestruturas de carregamento rápido, com mais de 200 mil pontos públicos operacionais e novos projetos em curso. Fabricantes enfrentam custos elevados e apostam em inovação O recorde global ocorre num momento de ajustes estratégicos na indústria. A General Motors anunciou que irá reconhecer um encargo de 1,6 mil milhões de dólares devido à reestruturação da sua estratégia elétrica, ilustrando os altos custos da transição mesmo perante o aumento da procura. AD AD Outros fabricantes procuram diferenciação tecnológica. A Mercedes-Benz está a desenvolver sistemas de carregamento portáteis e ultrarrápidos, enquanto a Tesla expande a produção do Model 3 atualizado e acelera o lançamento do Cybertruck. Crescimento sustentado, mas desafios à vista Apesar do otimismo, analistas alertam para um possível abrandamento no último trimestre de 2025, devido à redução de incentivos nos EUA e à desaceleração económica na Europa. Além disso, o aumento da procura de baterias pressiona a cadeia de fornecimento de lítio, níquel e cobalto, podendo afetar os custos de produção. Ainda assim, a Rho Motion prevê que os veículos elétricos representem um em cada quatro carros novos vendidos globalmente até ao final da década, consolidando a eletrificação como o novo padrão da indústria automóvel. AD AD A tendência confirma que a transição energética já não é uma questão de “se”, mas de “como” - e que o verdadeiro desafio para governos e construtores será acompanhar o ritmo da mudança, garantindo infraestrutura, acessibilidade e sustentabilidade a longo prazo. Fernando Marques