EMPREENDEDORES MOVEM-SE "PELA VONTADE DE CRIAR, TRANSFORMAR E GERAR VALOR"
2025-10-17 12:41:07

Manuel Violas, presidente do Grupo Violas, é o segundo entrevistado dos cinco finalistas da 10ª edição em Portugal do EY Entrepreneur of the Year, prémio de empreendedorismo a que o Expresso e a SIC Notícias juntam-se como media partners. Leia no nosso site, até ao fim do mês, as entrevistas com todos os escolhidos e saiba mais sobre o processo de decisão AQUI Manuel Soares de Oliveira Violas, nascido em 1959 assumiu a liderança do império familiar no início dos anos 1990, expandindo-o para hotelaria, têxtil e bebidas. Atualmente é chairman do Super Bock Group, presidente da Solverde SGPS e co-controlador da Violas SGPS. O grupo familiar detém participações em empresas como Cotesi, Colégio Luso Internacional do Porto e a seguradora Caravela. Onde é que tudo começou? A principal influência foi o exemplo do meu pai, fundador do Grupo Violas. A sua visão, a sua determinação e o seu sentido de responsabilidade foram, desde cedo, uma inspiração profunda. A sua forte ligação à sociedade civil, o apoio constante e a forma como encarava a formação pessoal e profissional - sempre associando ética, rigor e abertura ao mundo - despertaram em mim a paixão por este universo empresarial. A minha própria inclinação e gosto pela área económica, aliados a essa convivência próxima, tornaram natural a vontade de seguir este caminho e de contribuir para o desenvolvimento e consolidação do grupo. É por isso importante ter sido escolhido para figurar neste lote? É, antes de mais, uma honra e um motivo de orgulho coletivo. Estar entre os finalistas do EY Entrepreneur of the Year é um reconhecimento do valor que fomos criando dentro do Grupo Violas - um valor interno, assente nas pessoas, no seu desenvolvimento e na forma como cada uma contribui para o crescimento conjunto. Mais do que um reconhecimento individual, encaro esta distinção como um sinal de que o caminho que temos vindo a construir - pautado pela responsabilidade, pela perenidade e pela visão de longo prazo - é o caminho certo. É um estímulo para continuar a fazer evoluir um grupo empresarial português com mais de 80 anos de história, mas com o olhar sempre voltado para o futuro. Olhar para o futuro pressupõe refletir sobre o passado. O que mais o marcou ao longo do seu percurso? Com a partida precoce do meu pai, o maior desafio foi o de assumir muito cedo uma posição de grande responsabilidade, num momento de natural fragilidade pessoal e familiar. A necessidade de garantir a continuidade do projeto obrigou-me a amadurecer rapidamente, a ganhar visão estratégica e a desenvolver competências de liderança numa fase em que o mais fácil seria recuar. Juntamente com as minhas irmãs, procurámos consolidar o que o meu pai construiu, mas também projetar o grupo para o futuro, adaptando a estrutura e modernizando a gestão. Entre as experiências mais marcantes, destaco o processo de aquisição e reforço da posição na Super Bock. Foi uma operação complexa e decisiva, que exigiu capacidade de análise, negociação e resiliência, e que representou um ponto de viragem na minha evolução como gestor. Mais do que um desafio empresarial, foi um momento que confirmou a solidez da nossa visão e a capacidade de continuar a fazer crescer um dos maiores grupos económicos portugueses. O que é que ainda lhe falta fazer? Para além de ver os meus netos crescer, desejo continuar a ver o Grupo Violas afirmar-se como um grupo familiar de sucesso, capaz de se renovar e prosperar ao longo de várias gerações. Como é que cuidamos em Portugal dos nossos empreendedores? Embora o reconhecimento seja sempre motivo de orgulho, entendo que os empreendedores não trabalham à sua espera. Movem-se por um propósito - pela vontade de criar, transformar e gerar valor. Nos tempos atuais, o empreendedorismo exige uma elevada capacidade de adaptação a novas circunstâncias, o que implica uma abertura permanente à mudança, sem nunca descurar a responsabilidade de assegurar uma continuidade futura sólida e responsável. Esse tipo de empreendedorismo - que conjuga visão, coragem e sentido de compromisso - merece, em Portugal, um reconhecimento cada vez mais claro, consistente e duradouro. A vida em três atos Filme favorito Além de todos os filmes de Louis de Funès, “Voando sobre um Ninho de Cucos”. Comida / prato favorito Uma boa perdiz estufada. Desafio aos empreendedores portugueses Ter orgulho em continuar a crescer, a inovar e a contribuir para o desenvolvimento de Portugal - com ambição, responsabilidade e sentido de missão. Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa. Rita Seabra Gomes [Additional Text]: Manuel Violas, presidente do Grupo Violas Rita Seabra Gomes