PSP CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO POR MATAR APÓS CILADA SEXUAL
2025-10-19 21:06:30

PSP apanha 14 anos por matar ladrão em cilada sexual Agente do Corpo de Segurança Pessoal foi condenado por um crime de homicídio e a pagar 40 mil euros cesar.castro@jn.pt LISBOA o agente do Corpo de Segurança Pessoal da PSP que, óno ano passado, matou um assaltante, durante uma cilada sexual, foi condenado a 14 anos de prisão. O polícia, raptado e forçado a levar o casal de ladrões até sua casa, em Benfica, Lisboa, onde acabou por matar um dos suspeitos com a arma de serviço, também terá de pagar 40 mil euros ao filho da vítima. Já a cúmplice do raptor apanhou uma pena suspensa de três anos e meio pOr roubo. No acórdão, os juízes referem que, no momento em que o polícia Rui G., de 50 anos, disparou contra a vítima, não existia uma “agressão atual” que justificasse legítima defesa e ques o agente, pOr ser “dotado de especial preparação teórica, prática e fisica para debelar agressões”, “ao contrário do que quis fazer crer” ao Tribunal de Lisboa, podia ter neutralizado o assaltante poI outros meios ou, caso recorresse à arma, devia ter visado zonas não vitais. Sem “qualificar como socialmente irrelevante o comportamento do falecido”, os magistrados dizem que não existem circunstâncias que justifiquem uma atenuação especial da pena, porque existiu uma “gritante desproporção” entre a conduta da vítimae a do polícia arguido, que apresentou um “discurso desculpabilizante e vitimizante”, não expressando arrependimento sincero, nem autocensura. Quanto à cúmplice da vítima, o tribunal suspendeu-lhe a pena de três anos e seis meses de prisão por roubo, POr considerar que tal medida satisfaz as exigências de prevenção. O caso remonta a abril de 2024, quando o agente, à civil, rondou um BMW onde estava um casal, nas imediações do Estádio do Jamor, onde ocorrem encontros sexuais. Seguiu com eles para uma autocaravana, em Algés. Um dos suspeitos exibiu-lhe o que parecia ser uma arma, obrigando o agente a levá-los até à sua casa, em Benfica. Lá, o polícia aproveitou um momento de distração, pegou na arma de serviço e, após identificar-se, disparou contra o assaltante, que morreu óno local.o Agente de elite foi raptado por ladrões em Lisboa P.16 LACUNAS Tribunal queixa-se ao diretor da PJ Os juízes censuraram a investigação da PJ, dizendo que os inspetores não analisaram as localizações celulares dos telemóveis e não recolherem imagens de videovigilância. os depoimentos causaram incredulidade ao coletivo, que mandou extrair uma certidão para enviar ao diretor nacional “para os fins tidos por convenientes”. Dupla obrigou polícia a levá-los ao prédio onde vivia, em Benfica César Castro