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PORSCHE NOMEIA EX-CHEFE DA MCLAREN, MICHAEL LEITERS, COMO NOVO CEO

Turbo Online

2025-10-20 21:05:37

A Porsche nomeou Michael Leiters, ex-CEO da McLaren e antigo diretor técnico da Ferrari, como novo presidente executivo, pondo fim à dupla função de Oliver Blume. A mudança visa revitalizar a marca alemã, pressionada por vendas em queda na China e desafios na transição para veículos elétricos. A Porsche nomeou Michael Leiters, ex-CEO da McLaren e antigo diretor técnico da Ferrari, como novo presidente executivo, pondo fim à dupla função de Oliver Blume. A mudança visa revitalizar a marca alemã, pressionada por vendas em queda na China e desafios na transição para veículos elétricos. A decisão, com efeito a partir de 1 de janeiro de 2026, marca o fim da dupla liderança de Oliver Blume, que acumulava os cargos de CEO da Porsche e do Grupo Volkswagen - uma situação criticada por investidores e analistas de mercado. Fim da dupla função e tentativa de recuperação Oliver Blume continuará a liderar a Volkswagen AG, com contrato prolongado até 2030. O Conselho Fiscal da Porsche justificou a mudança como parte de um plano de “realinhamento estratégico” para enfrentar desafios globais, incluindo queda nas vendas na China, aumento das tarifas internacionais e custos de transição energética. As ações da Porsche subiram 1,6% após o anúncio, enquanto as da Volkswagen avançaram 1,7%, sinalizando um alívio entre investidores que há muito pressionavam por maior foco estratégico. A gestora DWS, acionista relevante, saudou o fim antecipado da acumulação de funções como um “sinal de que as críticas foram finalmente ouvidas”. Desafios: queda nas vendas e reposicionamento estratégico A Porsche enfrenta uma redução acentuada nas margens de lucro e um declínio de mais de 50% no valor das suas ações desde o pico de 2022, quando era a empresa mais valiosa da Europa, avaliada em 83 mil milhões de euros. Em setembro de 2025, a marca saiu do índice DAX, o principal da bolsa de Frankfurt. O desempenho fraco deve-se sobretudo à queda de 26% nas vendas na China nos primeiros três trimestres de 2025, onde os consumidores migraram para marcas locais como BYD e Geely, mais competitivas no segmento elétrico. As vendas na China, que em 2021 representavam quase um terço do total da Porsche, hoje correspondem a apenas 15%. Face a este cenário, Blume iniciou uma reversão de estratégia, voltando a apostar em motores de combustão e híbridos de alto desempenho, após investimentos pesados em veículos elétricos que não alcançaram a adesão esperada. O novo líder: um regresso à casa de origem Michael Leiters, engenheiro alemão com doutoramento em engenharia, regressa à Porsche após quase 15 anos fora. Entre 1999 e 2012, desempenhou um papel central no desenvolvimento dos modelos Cayenne e Macan, que impulsionaram a expansão da marca para o segmento SUV. Mais recentemente, dirigiu a McLaren Automotive até abril de 2025, após uma passagem de oito anos na Ferrari, onde supervisionou o desenvolvimento técnico de modelos híbridos de luxo, como o SF90 Stradale. Segundo o presidente do Conselho Fiscal da Porsche, Dr. Wolfgang Porsche, Leiters possui “o perfil ideal para liderar a marca num momento de transição tecnológica e redefinição de mercado”, elogiando o seu “profundo conhecimento técnico e experiência internacional”. Impacto na Volkswagen e na indústria automóvel alemã A mudança na liderança da Porsche ocorre num momento delicado para o setor automóvel alemão, que enfrenta crescimento anémico, custos elevados de produção e forte concorrência asiática. A Volkswagen, que perdeu a liderança do mercado chinês para a BYD em 2024, poderá cair para o terceiro lugar em 2025, atrás também da Geely. Apesar das dificuldades, Blume mantém prestígio dentro do grupo Volkswagen, apoiado pela família Porsche-Piëch, que controla a empresa através da holding Porsche SE. Sob a sua gestão, a Porsche alcançou anos financeiros recorde e concretizou a sua oferta pública inicial em 2022, considerada uma das maiores da década na Europa. Perspetivas Com Leiters ao leme, a Porsche pretende reforçar a rentabilidade, otimizar a produção e redefinir o equilíbrio entre eletrificação e motores tradicionais, procurando reconquistar o seu estatuto de referência em luxo e desempenho. Analistas apontam que o sucesso da nova liderança dependerá da capacidade de reposicionar a marca na China e de lançar produtos tecnologicamente inovadores sem perder o ADN desportivo que define a Porsche. A decisão, com efeito a partir de 1 de janeiro de 2026, marca o fim da dupla liderança de Oliver Blume, que acumulava os cargos de CEO da Porsche e do Grupo Volkswagen - uma situação criticada por investidores e analistas de mercado. Fim da dupla função e tentativa de recuperação Oliver Blume continuará a liderar a Volkswagen AG, com contrato prolongado até 2030. O Conselho Fiscal da Porsche justificou a mudança como parte de um plano de “realinhamento estratégico” para enfrentar desafios globais, incluindo queda nas vendas na China, aumento das tarifas internacionais e custos de transição energética. AD AD As ações da Porsche subiram 1,6% após o anúncio, enquanto as da Volkswagen avançaram 1,7%, sinalizando um alívio entre investidores que há muito pressionavam por maior foco estratégico. A gestora DWS, acionista relevante, saudou o fim antecipado da acumulação de funções como um “sinal de que as críticas foram finalmente ouvidas”. Desafios: queda nas vendas e reposicionamento estratégico A Porsche enfrenta uma redução acentuada nas margens de lucro e um declínio de mais de 50% no valor das suas ações desde o pico de 2022, quando era a empresa mais valiosa da Europa, avaliada em 83 mil milhões de euros. Em setembro de 2025, a marca saiu do índice DAX, o principal da bolsa de Frankfurt. O desempenho fraco deve-se sobretudo à queda de 26% nas vendas na China nos primeiros três trimestres de 2025, onde os consumidores migraram para marcas locais como BYD e Geely, mais competitivas no segmento elétrico. As vendas na China, que em 2021 representavam quase um terço do total da Porsche, hoje correspondem a apenas 15%. AD AD Face a este cenário, Blume iniciou uma reversão de estratégia, voltando a apostar em motores de combustão e híbridos de alto desempenho, após investimentos pesados em veículos elétricos que não alcançaram a adesão esperada. O novo líder: um regresso à casa de origem Michael Leiters, engenheiro alemão com doutoramento em engenharia, regressa à Porsche após quase 15 anos fora. Entre 1999 e 2012, desempenhou um papel central no desenvolvimento dos modelos Cayenne e Macan, que impulsionaram a expansão da marca para o segmento SUV. Mais recentemente, dirigiu a McLaren Automotive até abril de 2025, após uma passagem de oito anos na Ferrari, onde supervisionou o desenvolvimento técnico de modelos híbridos de luxo, como o SF90 Stradale. Segundo o presidente do Conselho Fiscal da Porsche, Dr. Wolfgang Porsche, Leiters possui “o perfil ideal para liderar a marca num momento de transição tecnológica e redefinição de mercado”, elogiando o seu “profundo conhecimento técnico e experiência internacional”. AD AD Impacto na Volkswagen e na indústria automóvel alemã A mudança na liderança da Porsche ocorre num momento delicado para o setor automóvel alemão, que enfrenta crescimento anémico, custos elevados de produção e forte concorrência asiática. A Volkswagen, que perdeu a liderança do mercado chinês para a BYD em 2024, poderá cair para o terceiro lugar em 2025, atrás também da Geely. Apesar das dificuldades, Blume mantém prestígio dentro do grupo Volkswagen, apoiado pela família Porsche-Piëch, que controla a empresa através da holding Porsche SE. Sob a sua gestão, a Porsche alcançou anos financeiros recorde e concretizou a sua oferta pública inicial em 2022, considerada uma das maiores da década na Europa. Perspetivas Com Leiters ao leme, a Porsche pretende reforçar a rentabilidade, otimizar a produção e redefinir o equilíbrio entre eletrificação e motores tradicionais, procurando reconquistar o seu estatuto de referência em luxo e desempenho. AD AD Analistas apontam que o sucesso da nova liderança dependerá da capacidade de reposicionar a marca na China e de lançar produtos tecnologicamente inovadores sem perder o ADN desportivo que define a Porsche. Fernando Marques