VILA VERDE CAMPUS DO PENSAMENTO DIGITAL VAI APROXIMAR INDUSTRIA E ENSINO - NASCE PROJECTO PIONEIRO
2025-10-21 21:06:45

dst cria escola industrial para fnrmar nrnfccinnaic huimanictac a FOI INAUGURADA ontem a escola industrial dst, um projecto pioneiro do dstgroup em parceria com 0 IPCA e a EPATV, que resgata a tradição das antigas escolas industriais e comerciais. VILA vERDE Numa cerimónia presidida pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o dst inaugurou ontem de manhã, em Vila Verde, o primeiro Campus do Pensamento Industrial e Digital em Portugal. Este projecto formativo estabelece, pela primeira vez, uma sinergia efectiva entre o ensino profissional, o ensino superior e o sector empresarial, criando um ecossistema de conhecimento, inovação e empregabilidade. A escola industrial dst, epicentro deste projecto, nasce em colaboração com O Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) e a Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), para resgatar a tradição das antigas escolas industriais e comerciais dos anos 80 e dar resposta às exigências actuais do mercado de trabalho. Localizada no campus do IP-CA, em Soutelo, a nova escola, destinada aos alunos do ensino secundário profissional, diferencia-se pela sua vertente humanista, como destacou José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, lembrando que a educação é a porta da liberdade, da criatividade, da imaginação, da solidariedade e da compaixão”. “ A escola industrial dst nasce para resolver problemas de es-cassez na economia do trabalho, na economia industrial em que operamos, nas várias empresas. Para construir competências que abasteçam a nossa actividade, para ficarmos mais perto dos nossos futuros trabalhadores”, referiu José Teixeira, elencando os objectivos do dstgroup ao avançar com este projecto pioneiro. José Teixeira vincou que esta escola industrial nasce para res-gatar as oficinas na formação dos futuros artistas das profissões, para dar dignidade ao trabalho, para juntar teoria e prática, ciência e artes, a física, a metafísica e a espiritualidade”. ê um projecto que mostra também que o conhecimento é indispensável para o aumento da produtividade, para a diminuição do tempo de trabalho e para o aumento dos salários”. Temos bem presente que o desafio que virá com a diminuição do tempo do trabalho terá de conviver com saber dar uso ao tempo, sem cair no desespero, ansiedade e individualismo. Daí a nossa escola querer ter residências na área das artes, da psi- cologia social da literatira e do teatro, para dotar os futuros artistas dos ofícios de competências sociais comunitárias”, acrescentou. José Teixeira defendeu também que não haverá industrialização sem competências industriais e humanistas”, daí a aposta na “formação do carácter do artista dos ofícios, que executa com o fim do belo em vista e, simultaneamente, do bem em si” . “Queremos boas pessoas: artistas trabalhadores com interesses vários; artistas trabalhadores cultos e críticos; artistas trabalhadores com espírito de entreajuda; com um sentido de abertura de espírito sem amarras um verdadeito Espaço Schengen na cabeça destes futuros trabalhadores; trabalhadores dotados de uma cosmovisão e interessados no que se passa com todos os locais onde permaneçam as desigualdades; trabalhadores éticos e cívicos; responsáveis e co-responsáveis; trabalhadores que ocupem o seu lugar na pólis, que tenham voz”, rematou, perante uma plateia onde estavam o presidente da CCDR-Norte, António Cunha, o arcebispo, D. José Cordeiro, além de presidentes de várias Câmaras do distrito. este ensino” e prova disso são os cerca de 500 milhões de euros que estão a ser investidos no reeainamento das escolas nrofissionais. São quase 400 centros tecnológicos especializados que vão ser reequipados. “Alguns estão um pouco atrasados, mas é uma meta do PRR e que vai ajudar, juntamente com a revisão do ca-tálogo, a reformar o ensino profissional em Portugal”, disse. Fernando Alexandre notou que é imnortante a11e os anos do ensino profissional concluam os estudos aptos para entrar no mercado de trabalho e responder às necessidades da economia e da sociedade, cabendo às instituições de ensino superior estarem cada vez mais preparadas para que, quando estes o desejarem, possam ingressar ou voltar a estudar no ensino superior. O ministro eloio ainda o projecto ontem inaugurado, notando que “tem o cunho de José Teixeira” sugerindo a criação de um espaço ali dedicado à inovação, onde os jovens alunos possam ter os seus próprios projectos criativos. CCDR definem oferta formativa FERNANDO ALEXRANDRE referiu que está em marcha a reforma do ensino pela via profissional, área onde as CCDR vão assumir mais competências, nomeadamente na definição da oferta formativa. VILA vERDE Marlene Cerqueira O ministro da Educação, Ciência e Inovação disse ontem, em Vila Verde, que a qualificação pela via profissional precisa de mais organização no nosso país”. Fernando Alexandre referiu que está em marcha uma reforma” no âmbito do ensino profissional, com as CCDR a ganharem “competências de planeamento, nomeadamente na oferta do ensino profissional”. O ministro defendeu que a definição da oferta do ensino profissional deve estar alinhada com as necessidades das empresas, mas também com as necessidades futuras “porque a educação é olhar para o futuro”. Cabendo a cada CCDR definir o plano de desenvolvimento para a respectiva região, “ faz todo o sentido” que a oferta de ensino profissional seja definida no âmhito desse nlano portanto n1ma “lógica supramunicipal”. Fernando Alexandre sustentou que o ensino profissional é uma dimensão essencial da qualificação dos portugueses” e garantiu que o Ministério está a procurar dar cada vez mais visibilidade a São 140 alunos a que se juntam mais 60 em formação na bysteel Sete turmas da EPATV já estão na escola dst VILA vERDE Marlene Cerqueira São já 140 alunos, de sete turmas da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), que estão a frequentar a nova escola industrial dst. A estes juntam-se ainda mais três turmas, com 60 estudantes, que estão a receber formação na bysteel, empresa do dstgroup. O presidente da EPATV, João Luís Nogueira, explicou que esta escola está a ser frequentada por alunos de turmas das áreas industriais, nomeadamente de Refrigeração e Climatização, de Electrotecnia e de mecatrónica. Este é um projecto cuja géne-se remonta há três anos, quando desafiámos a dst a fazer connosco um protocolo para dar melhores condições aos nossos estudantes que vão estagiar para as empresas do grupo. Fizemos O protocolo, que dá apoio aos alunos em termos de alimentação, transporte e uma bolsa e nesse contexto tem corrido tudo bem. Foi uma forma de seduzir os nossos alunos para irem para a dst”, explicou João Luís Nogueira, acrescentando que essa relação foi evoluindo até chegar aqui”, à inauguração desta escola industrial. O presidente da EPATV referiu que a escola e a dst já construíram um novo curso que vai ser ali ministrado no próximo ano lectivo, um curso industrial de estruturas modelares. “ Estamos já a trabalhar para definir mais um curso que responde à neces-sidade de oferta formativa”, referiu João Luís Nogueira, mostrando-se muito satisfeito com esta parceria com a dst. Para já esta parceria é para três anos, mas esperamos que se vá renovando”, referiu. A EPATV conta, neste ano lectivo, com 650 alunos em 34 turmas, a que se juntam mais de mil adultos a frequentar Unidades de Formação de Curta Duração e em RVCC. “Vamos abrir, a 25 de Outubro, mais três cursos de especialização tecnológica. Isto vai fazer com que os nossos exalunos possam estar melhor preparados para o desafio da industrialização, para a produção e para a sua qualidade”, referiu. “A escola industrial dst nasce para resgatar as oficinas na formação dos futuros artistas das profissões, para dar dignidade ao trabalho, para juntar teoria e prática, ciência e artes, a física, a metafísica e a espiritualidade.” “os nossos alunos terão a possibilidade de frequentar as aulas práticas, na dimensão e escala reais, nas nossas fábricas, com tutores e engenheiros a apoiá-los. Estes alunos podem atravessar a rua, no final do 12.0 ano, e fazerem um CTeSP na escola nossa parceira, 0 IPCA, e podem, de seguida, saltar para a Universidade do Minho ou para a Faculdade de Filosofia, se assim entenderem e assim os incentivaremos”, afirmou José Teixeira, que antes tinha garantido que haverá orçamento para que estes alunos façam Erasmus. DR Foi inaugurada ontem no campus do IPCA em Soutelo, Vila Verde, a escola industrial dst, numa sessão muito participada DR Fernando Alexandre presidiu à inauguração da escola industrial dst “A criação do Campus do Pensamento Industrial e Digital é um projecto que consolida e reforça 0 pilar estratégico de desenvolvimento sustentado do concelho, privilegiando 0 conhecimento e a inovação para 0 reforço da competitividade e da dinamização económica e social do nosso território. E um investimento determinante na valorização dos jovens.” Júlia Fernandes, presidente da CM Vila Verde “Acredito que esta parceria seja um projecto-piloto, disruptivo no panorama da preparação para uma indústria mais capacitada para os desafios que se avizinham no futuro, e que requerem uma forte componente prática, aliada a conhecimentos técnico-científicos que promovam a inovação e acrescentem valor.” Maria José Fernandes, presidente do IPCA Fernando Alexandre presidiu ontem à inauguração da escola industrial dst, projecto que tem a parceria da EPATV e do IPCA Em Março, a EPATV vai inaugurar dois Centros Tecnológicos Especializados, um industrial e outro informático, num investimento de três milhões de euros financiado pelo PRR. Ministro foi ontem convidado para a inauguração. Ensino profissional Pedido de actualizações João Luís Nogueira alertou ontem 0 ministro para a necessidade de se actualização do financiamento para a formação profissional que ainda está a ser pago com base em valores de 2011. “Com a inflação significa que estamos a receber menos 25% do que em 2011, quando os desafios hoje são muito maiores”, disse. Alertou ainda para a necessidade de melhorar os salários dos docentes do ensino profissional, numa altura em que são cada vez mais aqueles que pedem para acumular com horas na escola pública que paga melhores salários. “Ainda não acontece, mas corremos risco de, no futuro, não termos professores qualificados, de perdermos os melhores”, disse. Marlene Cerqueira