FORMADOS NA UMINHO - MINISTRO DESTACA CAPACIDADE DA REGIÃO PARA RETER TALENTOS
2025-10-22 21:06:41

NA CERIMÓNIA DE APRESENTAÇÃO DE PROJETO AEROESPACIAL CRIADO EM GUIMARÃES Ministro destaca capacidade da região para reter talentos gerados pela UMinho O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, destacou ontem a capacidade da região minhota em reter boa parte dos talentos formados na Universidade do Minho, mas alertou para a necessidade de a região ser capaz de gerar novos projetos que aumentem a capacidade de atração de jovens «altamente qualifci ados» nas áreas da ciência e da inovação. «Se nós não conseguimos reter o talento, não nos vamos desenvolver. Se não nos desenvolvemos, não vamos reter talento. E por isso temos de conseguir criar um ciclo virtuoso», disse o governante. Fernando Alexandre falava na cerimónia de apresentação do projeto Guimarães Space Hub (GSH), que arrancou ontem em Guimarães, no âmbito de uma parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães, a Universidade do Minho e o CEiiA , Centro de Engenharia e Desenvolvimento. Fernando Alexandre salientou o forte crescimento e especialização da oferta de formação superior no distrito de Braga nos últimos anos, evolução que tem sido acompanhada da concretização de novos investimentos que permitem fixar mais de metade dos jovens. «Há 20, 30 anos, grande parte dos licenciados da Universidade do Minho iam trabalhar para fora do distrito de Braga. Mas, nos últimos anos, mais de 50% dos diplomados ficam no distrito de Braga», vincou o ministro, acrescentando que a evolução registada na última década «quer dizer que a região começou a ter capacidade de gerar postos de trabalho que permitem ter projetos suficientemente aliciantes para os diplomados da Universidade do Minho e suficientemente atrativos para atender diplomados de outras instituições de ensino superior para esta região». Para o titular da pasta da Educação, Ciência e Inovação, a região soube en-contrar uma «estratégia de desenvolvimento que olha para o futuro». Considera Fernando Alexandre que agora é necessário «aprofundar esse ciclo virtuoso entre formação e desenvolvimento». Lembrando que a matriz da Universidade «é formar pessoas para o mundo» e que fni da a formação os jovens «poderão trabalhar em qualquer país do mundo», o ministro vincou que é esse desafio de reter recursos humanos «altamente qualifi-cados» que obriga a região e o país a ligar a educação à economia, o que implica «ter projetos sufci ientemente atrativos para que os jovens queiram continuar em Portugal e, se possível, aqui nesta região». A ideia de que a região tem que saber desenvolver projetos que fixem jovens que estão a ser formados na área da engenharia aeroespacial, que serão «altamente qualificados», foi também uma ideia defendida pelo pre-sidente da Câmara Municipal de Guimarães, que apontou o Guimarães Space Hub como «o resultado de um longo caminho de investimento estruturante na ciência e na inovação». «Este é um investimento transformador de um território e que tem de ultrapassar um ciclo de mandato. Tem que haver consenso político e temos que saber que isto exige o compromisso de todos os agentes responsáveis pelo desenvolvimento do território, porque não podemos andar a formar recursos tão especializados que depois saem para outras regiões ou até para outros país», vincou Domingos Bragança. Na mesma linha foi também o reitor da Universidade do Minho. Rui Vieira de Casto destacou a bondade da parceria entre o poder municipal, a academia e o centro de investigação que permitiu a Guimarães criar «um projeto inovador e exemplar» numa área «crucial e crítica» para o desenvolvimento da região e do país, como é a aeroespacial. Ministro da Educação alertou para a necessidade de a região ser capaz de gerar novos projetos Joaquim Martins Fernandes