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UNIVERSIDADE DO MINHO EXPORTA ENGENHEIROS AEROESPACIAIS

Correio do Minho

2025-10-23 21:05:08

LICENCIATURA em Engenharia Aeroespacial responde à carência de profissionais especializados nesta área. A grande maioria dos primeiros licenciados está a trabalhar no estrangeiro. GUIMARâES Cerca de 80 % dos primeiros 28 licenciados em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Minho estão a fazer carreira fora do país, num sector em forte expansão e que regista, na Europa, carência de profissionais especializados, revelou ao Correio do Minho o director daquele curso. Ao Correio do Minho, à margem da aula inaugural do ano 2025/26 do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho, que decorreu ontem no campus de Azurém, Gustavo Dias observou que o sector aeroespacial está em franco crescimento também em Portugal, mas que grande parte dos re- cém licenciados “tem interesse em experiências internacionais”. A iniciar o quarto ano lectivo, a licenciatura em Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho regista forte procura. No último concurso nacional de acesso ao ensino superior, a nota mais alta de entrada foi de 19,98 valores. Mesmo assim, o director da licenciatura não antevê o aumento do numerus clausus nos próxi-mos anos. “Preferimos ter poucos alunos e melhor oferta”, defende Gustavo Dias, adiantando que nas seis universidades portuguesas que leccionam esta área do saber entram anualmente mais de três centenas de alunos, um ” número adequado ao nosso país”. Para além da Universidade do Minho, as engenharias Aeroespacial e Aeronáutica são ministradas no Instituto Superior Técnico e nas universidade da Beira Interior, Aveiro, Porto, évora e Minho. No próximo ano lectivo, a Universidade de Coimbra arranca também com formação nesta área. No Minho, a direcção da licenciatura e mestrado em Engenharia Aeroespacial aguarda com expectativa a conclusão das obras da antiga Fábrica do Arquinho, no centro histórico de Guimarães, para ali instalar novos laboratórios e a formação pós-graduada. A Fábrica do Arquinho acolherá também o Guimarães Space Hub , uma nova plataforma de colaboração científica e tecnológica apresentada esta semana, que agrega a Universidade do Minho, o Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CeiiA), o Município de Guimarães e agentes ligados ao sector aeroespacial. Gustavo Dias entende que o Guimarães Space Hub será importante para reter parte do talento que a licenciatura e o mestrado de Engenharia Aeroespacial estão a criar. O objectivo do Guimarães Snace Huh é aproximar a investigação académica das necessidades e oportunidades do sector espacial, com programas científicos que envolvem alunos e investigadores universitários, mas também estudantes do ensino secundário. Presidente da Orbex, empresa europeia de nanossatélites, deu aula inaugural da licenciatura de Engenharia Espacial José Paulo Silva