pressmedia logo

PROJETO ACADÉMICO DEMOCRATIZA ACESSO À CULTURA E EDUCAÇÃO

Diário de Aveiro

2025-10-23 21:05:32

Encontro A Universidade de Aveiro vai receber, hoje, a partir das 16 horas, três atividades do ciclo “O Desenho como Pensamento”, de Alexandre Baptista A cultura das grandes cidades chega à Universidade deAveiro (UA), com a 3.ª edição do ciclo “O Desenho como Pensamento” de exposições e conversas. Trata-se de um projeto inova-dor que nasceu em 2020 por iniciativa deAlexandre Baptista, que assume a sua direção artística. Ao longo desta quarta-feira, o projeto vai dar a conhecer três atividades, associadas à exposição “O corpo no desenho das identidades: reflexões a partir da coleção Figueiredo Ribeiro”. Entre elas está o “Cavalo Cansado”, performance que ques-tiona se a força é um estado físico ou mental, uma outra que procura relações entre o corpo e a arte exposta à sua volta, e ainda a conversa “O corpo como território”. A performance de Júlio Cerdeira, “Linhas coreográficas #3”, a apresentar a partir das 16 horas, na Sala Hélène de Beauvoir (Biblioteca da UA), é um diálogo entre o corpo do performer e as obras que ocupam a sala, através de uma luta num emaranhado de linhas de restrição e prazer, onde o corpo se (des)amarra sucessivamente. Esta criação integra-se no conjunto de performances “Linhas coreográficas”“site specific”que fazem parte de criações para a Bienal Internacional de Arte de Cerveira (2024) e para o Festival Extemporânea (2025). Às 16.30 horas, o átrio do Edifício Central e da Reitoria recebe a performance de Inês Nêves, “Cavalo cansado”, que procura refletir sobre o conceito “ser forte”. Será que a força se calcula apenas pelo peso que erguemos, ou haverá alguma métrica de análise mais subjetiva? Este espetáculo é um devaneio sobre onde começa o vigor e termina a fraqueza, divagando por entre os conceitos do “absurdo”deAlbert Camus e do fenómeno da “divisão” de Valter Hugo Mãe. Nesse sentido, esta performance pensa em voz alta sobre o impacto que têm a solidão, a ganância e a sensação de propósito no nosso corpo. Ainda no mesmo local, mas na Sala do Senado, pelas 17 horas, inicia-se a Conversa “O Corpo como Território: Feminismos e Identidades na Coleção Figueiredo Ribeiro”, com Maria Manuel Baptista, professora do Departamento de Línguas e Culturas da UA; Liliana Rodrigues, professora da Facul-dade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; Helena Mendes Pereira, gestora cultural e diretora geral da Zet Gallery; e moderação de Helena Ferreira, investigadora em Estudos Culturais, com particular incidência em questões de género, estudos feministas e teatro, e membro do CLLC-UA. De salientar que todos os temas situam-se na interseção entre estudos de género, teoria “queer” e pensamento descolonial, propondo uma leitura crítica das políticas corporais contemporâneas. O município de Águeda, através do Centro de Artes, é o organizador e promotor deste vasto certame que já marca o calendário cultural da região. A UA está associada desde a primeira edição e, em 2025, partilha a organização do ciclo e assume a dinamização de duas grandes exposições no Campus de Santiago e o acolhimento de quatro mostras na Casa Projeto, instalada no campus da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA). A UA organiza, ainda, algumas conversas e atividades paralelas abertas a toda a comunidade. É também parceiro do ciclo, o município de Albergaria-a-Velha, a que este ano se junta o município de Ílhavo. O grande objetivo destas conversas e exposições é trazer a cultura das grandes cidades para as de menor dimensão Maria Manuel Baptista e Helena Ferreira são duas das convidadas da conversa “O corpo como território”