UMINHO DEVOLVE EDIFÍCIO DO CASTELO A BRAGA E ALAVANCA EMPRESAS
2025-10-25 07:34:07

Braga UMinhoExec devolve Edifício do Castelo à cidade e alavanca empresas da região O início das obras da Escola de Formação de Executivos da Universidade do Minho , UMinhoExec fci ou, ontem, marcado por uma simbólica “Cerimónia de lançamento da primeira telha”, um ato protocolar que bem expressou a importância de uma intervenção emblemática, que devolverá à cidade o icónico Edifício do Castelo. Com um investimento de nove milhões de euros, cinco dos quais fni anciados pelo Programa Portugal 2030, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e os restantes pela Câmara Municipal de Braga (CMB) e por 20 empresas e instituições associadas da UMinhoExec, esta intervenção representa a reaproximação entre conhecimento, economia e território. Efetiva ainda um estreitar de relações entre o ensino superior e o tecido empresarial, através de um projeto que promete alavancar o tecido empresarial da região. O presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG), Luís Aguiar-Conraria, vincou a importância deste projeto e a abertura à participação do setor privado, que se traduz na participação das 20 associadas fundadoras da UMinhoExec: Torrestir; dst group; Bragalux; Onires; IBG Europe; Mecwide; SC Braga; Grupo Casais; Ofcetotal Food Brands; Banco Carregosa; Grupo Erre; Impetus; Navarra; HUB7; Ordem dos Contabilistas Certificados; Petrotec; PwC; Silsa Confecções; Cachapuz e NBKS Digital Services. Apontando o Edifício do Castelo como «o local onde o passado é usado para transformar o futuro», Luís Aguiar-Conraria defendeu que a obra consiste em «reabilitar um edifício emblemático, mas degradado, para o transformar numa escola de formação executiva, que se tornará uma referência nacional». Recordou ainda que o projeto vai ao encontro da vontade da Câmara Municipal de Braga de «tornar a cidade também numa referência nacional na formação de adultos». Para o presidente da escola a participação das 20 associadas fundadoras é representativa de um «processo que resume o espírito da UMinhoExec, de uma congregação de vontades». «A vontade da EEG é de ter uma escola de formação executiva excecional e de devolver o Edifício do Castelo à cidade», afiançou, revelando que «quando o edifício estiver concluído, as portas estarão sempre abertas, de maneira a fazer a ligação entre a Rua do Castelo e o Largo Terreiro do Castelo, onde se encontra situada a Torre de Menagem. Coube ao reitor da Universidade do Minho (UMinho), Rui Vieira de Castro, encerrar as intervenções recordando a longevidade deste processo, confessando que em vários momentos esteve «no limite da resistência à pressão» que era exercida sobre a UMinho e sobre ele, em particular, para se encon-trar uma solução para este edifício. «Para nós era claro que não queríamos alienar o edifício e que, fosse qual fosse a solução, ela tinha que estar em continuidade com aquilo que é a missão própria da Universidade», explicou. «O edifício vai renascer agora, como centro de inovação, de formação e de ligação entre a Universidade, as empresas e o território. Através dele, a Universidade do Minho reafirmará a sua vocação de ser uma instituição aberta, enraizada no território e que transforma o conhecimento em desenvolvimento», afri mou. «Este é um projeto coletivo que demonstra o que é possível alcançar quando a Universidade, os poderes públicos, as empresas, as várias entidades da nossa sociedade trabalham lado a lado. Hoje lançamos a primeira telha de um edifício que será mais do que uma casa, um símbolo», concluiu. Desafio UMinho quer assumir Torre de Menagem O presidente da EEG, Luís Aguiar-Conraria, lançou, ontem ao futuro presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, um segundo desafio relacionado com o projeto, que consiste na restituição a Braga do tam-bém icónico edifício da Torre de Menagem. «Porque não conversarmos para que seja a UMinhoExec a explorá-la, com a promessa de que estará sempre aberta? As reabilitações fci am por nossa conta, evidentemente, e a garantia que fci aria sempre aberta ao serviço da UMinho, deste grupo, e ao serviço da cidade. Portanto, acho que é uma coisa para conversarmos nos próximos anos», desafiou. RICARDO RIO ELOGIA A CAPACIDADE DE REINVENTAR UM EDIFÍCIO QUE NÃO ESTAVA A SER UTILIZADO Edif ício do Castelo deixará de ser «ilha de angústia» para o Município Carla Esteves O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, reafri mou, ontem, a sua satisfação pela solução que foi encontrada para o Edifício do Castelo, sustentando que «no fervilhar de atividades que hoje o centro da cidade» tem, este edifício, para lá da sua dimensão arquitetónica, «era quase que uma espécie de ilha de angústia com que todo nos confrontávamos ao vermos a contínua degradação em se encontrava e a sua inutilização para qualquer fim que fosse que pudesse ser útil para o desenvolvimento do nosso território». Ricardo Rio recordou as várias conversas que manteve com o reitor da UMi-nho, ao longo destes últimos anos de comunhão de mandatos, e em que partilharam a preocupação de que nunca se enveredasse por um caminho fácil de alienar o edifício sem qualquer controle e de garantir a utilização do mesmo para benefícios não apenas económicos, mas, sobretudo, da missão também relevante na comunidade da própria Universidade. «Eu acho que a solução fni al que se acabou por encontrar de alocar este espaço à UMinhoExec foi, de facto, uma solução muito, muito feliz, que só foi possível graças a essa perseverança do reitor, à inovação e o espírito também ambicioso do presidente da EEG», disse. Para Ricardo Rio esta primeira telha ontem lançada «tem uma dimensão, um conceito mais abstrato, já que estamos a criar condições para reaproveitar, para reinventar algo que não estava a ser utilizado em benefício de todos». «Não é apenas adotar mais salas para a UMinhoExec. Antes é criar condições para que a UMinhoExcec seja, de facto, uma alavanca, não apenas do crescimento da escola e da Universidade, mas, sobretudo, do tecido empresarial que esta região tem», argumentou o autarca bracarense. António Cunha considerou projeto «irrecusável para a CCDR-N» Carla Esteves O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) classificou o projeto do Edifício da Rua do Castelo como «irrecusável para a CCDR-N e para o Programa Norte 2030». António Cunha esclareceu que a CCDR-N conseguiu, dentro do 2030, ter uma alocação de verbas a partir de três conceitos: a adaptação de instalações para um ensino de base digital, a intervenção em campus universitários adaptados do ponto de vista ambiental e a formação ao longo da vida. «A UMinho fez uma aposta muito clara, e eu parabenizo sempre os setores, as instituições do ensino superior, quando decidem fazer uma aposta clara numa área, num projeto. Há sempre uma tendência de dividir aquilo que são alocações de fundos por vários projetos e depois fci am projetos sem massa crítica e aqui houve essa capacidade, essa determinação», referiu, explicando que o bolo de 5,5 milhões que cabia à UMi-nho foi todo colocado neste projeto. Reforçando que o Norte tem hoje indicadores mui-to interessantes no que respeita aos números de educação superior abaixo dos 34 anos, António Cunha realçou que acima desta faixa etária continuamos com números abaixo da média nacional, sendo, por isso muito importante promover a formação superior nos escalões etários mais avançados. Nesta cerimónia interveio também o arquiteto André Fontes, também docente na Escola de Arquitetura da UMinho, que está acompanhar todo o projeto do Edifício do Castelo. Depois de recordar a História do edifício, originalmente desenhado por Marques da Silva, André Fontes classificou o prédio como «notável e especial» e defendeu que «merece uma segunda oportunidade, à semelhança da cidade», nesta obra que será realizada pela empresa AOF-Augusto de Oliveira Ferreira. Graça Coelho, CEO do Cachapuz Bilanciai Group, interveio em nome da empresa e das outras associadas, considerou que obra «é um compromisso com o futuro, um pacto silencioso entre gerações». BRAGA / P. 03-04 REABILITAÇÃO A obra vai custar 9 milhões de euros INOVAÇÃO O edifício será centro de formação e ligação à cidade O reitor da UMinho afirmou que este projeto demonstra a capacidade do trabalho em rede Ricardo Rio quer que a UMinhoExec seja uma alavanca para o crescimento da cidade e das empresas António Cunha elogiou a clara aposta da UMinho numa área Carla Esteves