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ECONOMIA PODE ABSORVER PARTE DA DESCIDA DO IVA NA CONSTRUÇÃO

Idealista Online

2025-10-25 16:49:04

Presidente da DST diz ainda que para aumentar acesso à habitação e reduzir custos há que apostar na industrialização e construção modular. O presidente do Grupo DST, José Teixeira, alerta que a recente descida do IVA para 6% na construção poderá não beneficiar plenamente quem compra casa, devido à atual “economia quente”. O empresário teme que a maior parte do incentivo seja absorvida pelo mercado, ficando apenas uma fração para o consumidor final.  José Teixeira, em entrevista ao programa “Conversas com CEO”, disse que, para aumentar o acesso à habitação e reduzir custos, é fundamental apostar na industrialização e na construção modular, com inovação e arquitetura de referência acessível a todos. Segundo o Jornal de Negócios, José Teixeira defende que a construção industrial é uma das soluções mais promissoras. E, nesse sentido, a empresa que lidera tem vindo a desenvolver projetos com arquitetos como Aires Mateus, Norman Foster e Siza Vieira, de forma a promover moradias de qualidade mesmo para famílias com menos recursos. “Um pobre vai ter uma casa desenhada por Aires Mateus”, afirma o empresário, defendendo que a arquitetura não deve acrescentar pobreza à pobreza e que a inovação construtiva pode reduzir custos e acelerar a produção de habitação. O empresário sublinha ainda os obstáculos burocráticos e regulatórios que afetam o setor em Portugal. A contratação pública tradicional limita a inovação, o código de construção está desatualizado desde a década de 1960, e a ligação à rede elétrica apresenta atrasos que elevam custos. O presidente do Grupo DST sugere alterações legislativas que simplifiquem o acesso a terrenos rústicos para construção de habitação a preços controlados, e reduzam a dependência de garantias bancárias excessivas, tornando os projetos mais viáveis e competitivos. Para José Teixeira, o capital humano e a criatividade são essenciais para o crescimento da fileira. A DST, dá como exemplo, investe em iniciativas culturais, educação e liberdade no trabalho como motores de produtividade e inovação. O empresário acredita que trabalhadores motivados e criativos permitem desenvolver soluções inovadoras na construção e no imobiliário, reforçando a capacidade do país para responder à crescente procura de habitação de qualidade, tanto em Lisboa como no resto de Portugal. O alerta de José Teixeira chega num momento em que o mercado imobiliário português enfrenta pressões de preço e escassez de oferta de casas, especialmente em áreas urbanas. Medidas de incentivo à construção industrial, modernização do quadro legal e apoio à inovação podem ser decisivas para aumentar a disponibilidade de habitação acessível e reduzir os custos para os compradores, contrariando a tendência de absorção total dos benefícios fiscais pelo mercado, remata. Martim Galvão