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APRESENTAÇÃO - CITROËN C5 AIRCROSS UMA FUSÃO DE TECNOLOGIA, DESIGN E MEMÓRIAS

Blue Auto

2025-10-27 22:06:43

Depois de termos apresentado o novo Citroën C5 Aircross na edição de junho, então na sua versão 100% elétrica, o contacto com a variante híbrida plug-in trouxe a oportunidade para aprofundar dois temas essenciais do modelo: a versátil plataforma eletrificada e detalhes de design e aerodinâmica cuja importância nem sempre é imediatamente percebida. Embora não tão ousado quanto o C5 Aircross Concept, o novo SUV familiar da marca francesa mantém a mesma força de caráter e personalidade, ainda que projete linhas mais suaves e fluidas na versão de produção. Concebido para equilibrar eficiência e estilo, cada detalhe e elemento de design foi trabalhado para melhorar o rendimento aerodinâmico, sem trair a identidade Citroën ou comprometer a habitabilidade e o conforto, que são também marca da casa. Segundo dados do construtor, esta evolução traduz-se numa autonomia elétrica cerca de 30 km superior em autoestrada, face ao anterior C5 Aircross. Um dos grandes trunfos do novo Citroën C5 Aircross é, sem dúvida, a sua base: a plataforma STLA Medium da Stellantis. Partilhada com modelos como os Peugeot 3008 e 5008 e o Opel Grandland, a sua arquitetura modular (até sete lugares) e eletrificada permite combinar diferentes tipos de motor, desde motorizações híbridas de 48 V e híbridas plug-in até totalmente elétricas. Além de poder oferecer soluções adaptadas a diferentes perfis de condutor, a disposição da bateria, dos órgãos mecânicos e da tecnologia integrados na plataforma garante o mesmo espaço de habitáculo, independentemente do tipo de propulsor. Incluindo um volume de bagageira que varia de 565 a 1.668 dm3 em todas as soluções de motor. Design com memória e função A ligação estética do design exterior com o C3 Aircross é evidente, criando uma identidade de marca coesa e contemporânea, que visa reforçar o ADN visual da Citroën. Mas, mais do que um mero exercício de estilo, o novo C5 Aircross demonstra como o design pode conter simultaneamente memória, aerodinâmica e apelar às emoções. À primeira vista, o C5 Aircross e o C3 Aircross partilham a mesma filosofia de design: volumes robustos atenuados por linhas fluidas e modernas, das quais resulta uma assinatura visual inconfundivelmente Citroën. No entanto, os ares de família vão muito além disso. A marca francesa volta a mostrar que sabe reinterpretar o seu passado, conseguindo fazê-lo de forma tão subtil quanto intencional. A secção traseira do novo C5 Aircross é reveladora dessa intenção, apresentando elementos de design que remetem para o Citroën BX (imagine-se!), modelo de 1982 desenhado por Marcello Gandini, considerado na altura um ícone de arrojo e inovação estilística no mundo automóvel. Um piscar de olho ao passado A comparação não é descabida. O pilar traseiro e a forma como as linhas laterais se prolongam até aos faróis recriam, com uma linguagem mais moderna, a clareza geométrica e a tensão das superfícies que marcaram o BX. No C5 Aircross Concept, essa ligação estava já bem explícita nos elementos estriados em negro no painel traseiro, concebidos para guiar o fluxo de ar. Uma solução elegante que, adotada pela versão de produção, manteve vivo o espírito do conceito. Esta atenção ao detalhe não é inédita na Citroën. Por exemplo, o anterior C3 Aircross de 2018 já explorava essa mesma linguagem, com o terceiro vidro lateral decorado com uma aplicação em policarbonato de efeito persiana. E se esta assinatura visual meramente estética evocava, de forma clara, as antigas ventilações do pilar traseiro do BX, o mesmo se pretende no novo C5 Aircross: retomar essa herança, reinterpretando o passado sem o copiar. Memórias que conduzem o vento Mas o traço do novo C5 Aircross não é apenas estilo ou evocação de memória. As nervuras que se projetam dos faróis traseiros para a lateral da carroçaria cumprem também uma função aerodinâmica, ajudando a orientar o fluxo de ar e a reduzir turbulências. É um exemplo de como a Citroën continua a fundir estética e engenharia, tradição e modernidade. O resultado é um SUV que se distingue num segmento tão competitivo quanto recheado de ofertas para todos os gostos e bolsas. Ao mesmo tempo contemporâneo e nostálgico, racional e emocional, o novo C5 Aircross é também a prova de que a Citroën não esquece o seu passado. Primeiro contacto: Citroën C5 Aircross PHEV e ë-C5 Aircross Há automóveis que não precisam de provar nada. O Citroën C5 Aircross é um deles. Sempre foi um SUV mais preocupado em proporcionar conforto do que em impressionar em curva e esta nova geração parece confirmar que essa filosofia não só se mantém, como foi melhorada. A nova versão híbrida plug-in de 195 cv é exemplo disso. Três fatores permitiram um salto significativo de autonomia elétrica: uma bateria de maior capacidade, eficiência energética melhorada do motor e uma aerodinâmica da carroçaria otimizada. A autonomia elétrica ultrapassa agora os 80 km em ciclo WLTP e pode chegar aos 100 km em cidade, valores que dão ao condutor maior conforto na utilização pendular do veículo.com uma condução tão suave que, por momentos, esquecemos que há um motor de combustão à espera de intervir, a fluidez com que alterna entre o modo elétrico e híbrido é igualmente tranquila e praticamente imperceptível. O Citroën C5 Aircross “puramente elétrico” também esteve presente na primeira apresentação aos jornalistas da versão híbrida plug-in. A BlueAuto teve a oportunidade de poder conduzir o ë-C5 de 210 cv com bateria de 73 kWh, modelo que promete até 520 km de autonomia WLTP, o que coloca o SUV francês num patamar competitivo face aos elétricos mais recentes do segmento. Claro que, como em qualquer automóvel elétrico, a autonomia real depende do estilo de condução, da temperatura e do tipo de percurso. Em uso misto, baseando na avaliação dos consumos obtidos após centena e meia de quilómetros, poderá ser possível percorrer pouco mais de 400 km reais, o que continua a ser mais do que suficiente para o dia-a-dia e mesmo para viagens médias. Quer na versão híbrida plug-in (ainda não comercializada), como na versão elétrica, o C5 Aircross não perde a versatilidade que sempre o caracterizou. O espaço interior mantém-se intacto e o conforto não só permanece, como parece beneficiar com a entrega mais progressiva e silenciosa do modo elétrico. GAMA CITROËN C5 AIRCROSS C5 Aircross Híbrido 145 desde 30.990EUR ë-C5 Aircross 210 Autonomia Standard desde 38.690EUR ë-C5 Aircross 230 Autonomia Alargada desde 40.690EUR MOTORIZAÇÕES CITROËN C5 AIRCROSS VERSÃO MOTORIZAÇÃO POTÊNCIA COMBINADA BINÁRIO BATERIA CARREGAMENTO AUTONOMIA EV * CONSUMO EMISSÕES 0-100 KM/H VELOCIDADE MÁX. * ciclo combinado WLTP. C5 AIRCROSS HÍBRIDO 145 mHEV 100 kW/136 cv 281 Nm 0,9 kWh / 48 V , , 5,4-5,6 l/100 km 121-127 g/km 11,2 s 198 km/h ë-C5 AIRCROSS 210 AUTONOMIA STANDARD BEV 157 kW/210 cv 343 Nm 73 kW 11/22kWAC,160kWDC 520 km 13,2-13,8 kWh/100 km ,8,9 s 170 km/h C5 AIRCROSS PLUG-IN 195 PHEV 143 kW/195 cv 350 Nm 17,8 kWh 3,7/7,2 kW AC 86 km 2,7-2,9 l/100 km 60 g/km 8,3 s 241 km/h ë-C5 AIRCROSS 230 AUTONOMIA ALARGADA BEV 170 kW/230 cv 343 Nm 97 kWh 11/22kWAC,160kWDC 680 km 13,2-14,3 kWh/100 km 8,8 s 170 km/h Rogério Lopes