pressmedia logo

TESTE AO NOVO PEUGEOT 408 ELÉTRICO. OS MAIORES RIVAIS ESTÃO EM CASA

Razão Automóvel Online

2025-10-27 22:06:46

A imagem diferenciadora continua a ser um dos maiores argumentos do Peugeot 408, mas vai precisar de mais para a nova versão elétrica vingar A imagem diferenciadora continua a ser um dos principais argumentos do Peugeot 408, mas pode não ser suficiente para a nova versão 100% elétrica vingar. O novo Peugeot 408 elétrico demorou a chegar, mas não tem vida facilitada ao ficar posicionado entre a carrinha E-308 SW e o SUV E-3008. Prós Equipamento de sérieImagem diferenciadoraQualidade geral de montagemConsumos em estrada Contras Posição de condução / i-CockpitEspaço e acesso aos lugares traseirosSistema de infoentretenimento O Peugeot 408 foi lançado em 2022 e pareceu, inicialmente, cair em terras de ninguém . Não é uma carrinha nem uma berlina, mas também não é um SUV. Acaba por misturar várias tipologias, podendo ser classificado como uma berlina-crossover, de aparência distinta e dinâmica, que lhe é conferida pela linha de tejadilho descendente, ao estilo fastback. Fugindo às interpretações subjetivas e enfrentando os factos, apesar do 408 estar posicionado acima, assenta exatamente na mesma plataforma EMP2 do irmão 308 - que acabou de ser atualizado -, partilhando a tecnologia e as motorizações. Mas no caso do 408 elétrico, consegue alguma diferenciação. Se as versões térmicas e híbridas plug-in são exatamente as mesmas, a variante 100% elétrica do Peugeot 408 oferece mais potência e uma bateria um pouco maior, garantindo uma autonomia superior entre carregamentos. Resta perceber se essa vantagem - aliada à imagem diferenciadora - justifica o acréscimo de 3170 euros face ao E-308 SW, que privilegia o espaço e a praticidade. Ou será que vale a pena dar o salto para o E-3008, que é mais caro 3100 euros, mas que é também mais recente e superior em praticamente todos os aspetos. Foi precisamente o que procurei descobrir durante este teste ao novo Peugeot E-408. Imagem diferenciadora, mas a que custo? Um dos traços mais distintos do Peugeot 408 é a sua linha de tejadilho descendente, que lhe confere ao 408 uma aparência mais dinâmica. Mas esta acaba também por prejudicar, em parte, o espaço a bordo e o acesso aos lugares traseiros. Aliás, sempre que viajei acompanhado vi-me obrigado a avisar os ocupantes dos lugares traseiros para baixarem a cabeça - só para evitar um possível galo na cabeça Embora a maior distância entre eixos proporcione espaço de sobra para as pernas, é ao nível da altura interior que o 408 perde pontos face ao 308 SW, especialmente para quem medir mais de 1,80 m. Já a bagageira, relativamente ampla e profunda, oferece menos 77 litros do que a 308 SW e é também inferior à do 408 equipado exclusivamente com motor a combustão - e sabe de quem é a culpa, certo? A silhueta fastback volta a fazer-se sentir. Ainda assim, os 471 litros declarados mantêm-se bastante competitivos e mais que suficientes para o dia a dia e para a maioria das necessidades familiares a que este modelo estará sujeito. Tecnologia é conhecida No que à tecnologia diz respeito e uma vez sentado ao volante, deparamos-nos com o já conhecido i-Cockpit 3D - uma solução que, apesar de já nos ser familiar nos modelos da Peugeot, continua a exigir alguma habituação. Este é composto por um painel de instrumentos digital 3D de 10?, colocado numa posição mais elevada do que o habitual, e por um volante de dimensões reduzidas, que obriga a posicioná-lo mais baixo para garantir que vemos o painel. E como é costume na apreciação de qualquer Peugeot, não há consenso. No meu caso, devo confessar que por várias vezes desejei um conjunto volante-instrumentação mais convencional, com um volante maior e posicionado mais acima. Após algum tempo, encontrei um compromisso que permitiu uma convivência razoável no dia a dia. O segundo ecrã, ao meio do tabliê e tátil com 10”, é dedicado ao sistema de infoentretenimento e é complementado por um segundo painel digital - designado por i-Toggles -, com widgets personalizáveis que garantem o acesso rápido a várias funcionalidades do sistema. Como é em estrada? Ao volante do E-408, fiquei surpreendido com o conforto de rolamento deste modelo. Os 1879 kg fazem-se notar, mas mesmo com jantes de 19” calçadas e um tato de suspensão mais firme - necessário para compensar o peso adicional da bateria -, este elétrico mostrou-se ao nível daquilo que esperamos de um modelo que passou pela escola francesa . © Miguel Nascimento / Razão Automóvel Quando equipado com o nível de equipamento GT, o Peugeot E-408 só está disponível com estas jantes de 19?. Em pisos mais degradados o E-408 deu muito bem conta de si e o interior mostrou-se robusto. A qualidade de montagem mostrou-se irrepreensível, livre de vibrações ou rangidos indesejáveis. A ritmos mais elevados, este também se mostrou sempre muito composto e previsível e os 156 kW (213 cv) e 343 Nm de binário - disponíveis apenas no modo Sport - chegam para as encomendas. Porém, rapidamente se percebe que estes não são os andamentos para os quais o E-408 foi pensado. A berlina-crossover elétrica da Peugeot prefere andamentos mais moderados e dei por a preferir os modos de condução Eco e Normal que, curiosamente, limitam a potência disponível: 125 kW (170 cv) e 270 Nm e 140 kW (190 cv) e 300 Nm, respetivamente. A suspensão mantém sempre o mesmo registo, mas a direção ganha (ou perde) peso consoante o modo selecionado. Foi o modo Normal que revelou ser o mais equilibrado para uma utilização diária - seja em cidade, vias rápidas ou autoestrada. Um estradista à procura de mais autonomia O Peugeot E-408 tem tudo para ser um ótimo carro de família - com mais estilo que uma carrinha e uma alternativa aos comuns e mais imponentes SUV -, mas a bateria é de apenas 58 kWh, o que garante até 450 km em ciclo combinado WLTP. Compensa com uma muito boa eficiência: a marca declara 15 kWh/100 km em ciclo combinado, mas é muito fácil ficar abaixo dos 14 kWh/100 km (condução urbana/suburbana), tal é a eficiência deste sistema. Algo que é possível também graças às patilhas atrás do volante, que permitem alternar entre três níveis de regeneração. Para cumprir melhor o papel de estradista, com incursões prolongadas em autoestrada (onde os consumos são mais elevados), precisaria de uma bateria maior. A Peugeot até foi buscar ao 3008 o motor elétrico, mas simplesmente não havia espaço na plataforma do 408 para colocar a bateria de 73 kWh que o equipa. Caso o tivesse conseguido, e com aerodinâmica mais favorável, suplantaria com facilidade os 527 km anunciados para o SUV para melhor cumprir esse papel. Quanto custa? Vamos a contas. O Peugeot E-408, na versão Allure, tem preços a começar nos 39 150 euros. Já a versão GT ensaiada, com um visual mais desportivo e uma lista de equipamento de série mais recheada , custa cerca de mais 3400 euros, fixando o preço nos 42 555 euros. No entanto, a unidade ensaiada tinha um preço ligeiramente superior, de 43 955 euros. Uma diferença que se justifica pela presença de dois opcionais, nomeadamente a pintura Azul Obsession (650 euros) e o Pack Visão 360 (750 euros), este último muito útil durante manobras de estacionamento. © Miguel Nascimento / Razão Automóvel Mas não é aqui que reside o principal calcanhar de Aquiles do E-408. É quando o comparamos às outras propostas da marca, como o E-308 e o E-3008, que fica difícil de justificar a escolha pela berlina-crossover. O E-308 SW tem a bagageira é maior, o acesso aos lugares traseiros é melhor e a autonomia, embora seja inferior, não é significativamente penalizadora. E para quem aprecia, a posição de condução é mais baixa. Para mais, é cerca de 3170 euros mais barata. Do outro lado da equação surge o SUV Peugeot E-3008. Um modelo que, graças à sua bateria de 73 kWh, anuncia até 527 km de autonomia e oferece a posição de condução da moda , mais elevada, típica dos SUV. Acresce ainda o facto de ser um modelo mais recente, com outros argumentos tecnológicos e cuja diferença de preço - cerca de 3100 euros - não chega para o tornar num não-negociável . No final do dia, a escolha depende sempre das suas prioridades. Se o preço não é um fator determinante, e valoriza mais a imagem, então o Peugeot E-408 dará muito bem conta do recado. Peugeot E-408 GT 7.5/10 O Peugeot E-408 distingue-se pela imagem diferenciadora, mas a imagem não é tudo. O estilo distinto acaba por prejudicar a acessibilidade e o espaço na segunda fila, assim como a bagageira. Nota positiva para a qualidade geral, assim como para a eficiência. Ainda assim, o seu maior desafio está dentro de casa : o preço coloca-o entre o E-308 SW e o E-3008, que oferecem mais espaço e, no caso do SUV, mais autonomia e tecnologia mais recente. Prós Equipamento de sérieImagem diferenciadoraQualidade geral de montagemConsumos em estrada Contras Posição de condução / i-CockpitEspaço e acesso aos lugares traseirosSistema de infoentretenimento Especificações técnicas Versão base:36.565EUR Classificação Euro NCAP: 4/5 43.955EUR Preço unidade ensaiada Motor Arquitectura: Motor elétrico síncrono de ímanes permanentes Posição: Dianteiro, transversal Carregamento: Bateria de 58,2 kWh Potência: 157 kW (213 cv) Binário: 343 Nm Transmissão Tracção: Dianteiro Caixa de velocidades: Relação única Capacidade e dimensões Comprimento: 4687 mm Largura: 1848 mm Altura: 1490 mm Distância entre os eixos: 2787 mm Bagageira: 471-1545 litros Jantes / Pneus: FR: 225/50 R19; TR: 225/50 R19 Peso: 1879 kg Consumo e Performance Média de consumo: 15,1 kWh/100 km Velocidade máxima: 160 km/h Aceleração máxima: 7,2s Equipamentos Tem: Faróis Matrix LED TechnologyPack Drive Assist PlusPainel de instrumentos digital Sensores de estacionamento dianteiro e traseiro com câmara de marcha-atrásBancos dianteiros e volante aquecidosVidros laterais traseiros e óculo traseiro escurecidos Para-brisas acústicoJantes de 19? Extras Pintura Azul Obsession: 650,01 EUR Pack Visão 360: 750 EUR Miguel Nascimento