TRUMP NÃO QUER ROBÔS NAS FÁBRICAS DE AUTOMÓVEIS. MARCAS AVISAM QUE PREÇOS DOS CARROS PODEM AUMENTAR
2025-10-29 22:06:58

Para baixar custos, construtores de automóveis querem trocar empregados por robôs. Mas estes não votam e Trump prefere manter trabalhadores. Ford, GM e Toyota avisam que carros podem ficar mais caros. O Governo de Trump dedica a sua atenção a assuntos que, por vezes, surpreendem pela sua importância. Uma das decisões mais recentes prende-se com uma análise mais aprofundada da utilização de robôs, especialmente os humanoides, em instalações fabris, para que se evitem riscos que possam comprometer a segurança nacional. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos abriu um estudo precisamente com esse foco e o lobby mais poderoso de construtores de automóveis nos EUA, que junta empresas como a BMW, Ford, General Motors (GM), Jaguar Land Rover, Honda, Kia, Mazda, Mercedes, Mitsubishi, Nissan, Porsche, Stellantis, Subaru e Toyota, não tardou a reagir, temendo que este tipo de estudo possa levar a um incremento das tarifas sobre esta classe de produtos. Além de terem sido estabelecidos contactos com a administração de Trump, marcas como a Ford, GM, Toyota, Kia, Mercedes e Honda já vieram a público assumir o receio perante um eventual agravamento tarifário, avisando desde já que, se os robôs saírem das fábricas, os humanos vão passar a pagar mais pelos seus carros. Entre os construtores de veículos, a Tesla é quem está mais avançada na produção própria de robôs humanoides 2 fotos Há décadas que os robôs dominam diversas áreas de uma fábrica de automóveis, das estações de moldagem de peças em aço à soldadura e à pintura, passando (em menor escala) pela montagem final. E não só a qualidade dos veículos melhorou com este reforço tecnológico, como a cadência de produção aumentou, em simultâneo com o incremento do número de pontos de soldadura, bem como o seu rigor, enquanto a solda em contínuo passou a ser cada vez mais frequente para maior robustez. Mas, recentemente, a indústria começou a movimentar-se visando a introdução de robôs humanoides nas linhas de produção, capazes de desempenhar a maioria das funções até aqui asseguradas pelo ser humano, com ênfase para as que movimentam pesos superiores ou as que são ergonomicamente menos adaptadas ao esqueleto do homem. Sucede que quando os robôs humanoides entram, os humanos saem e, como só estes é que podem votar, esta troca tende a ser pouco atractiva para os políticos. A decisão de optar por máquinas em vez de homens destina-se a, em larga medida, alcançar uma redução de custos que resulte simultaneamente em mais lucros e carros mais baratos. Ora, entre todas as indústrias, a automóvel é a que potencialmente vai recorrer a uma maior incorporação de robôs, com a Alliance for Automotive Innovation a admitir mesmo que cerca de 40% do total sejam instalados em fábricas de automóveis. Entre os construtores de veículos, a Tesla é quem está mais avançada na produção própria de robôs humanoides Simone Carvalho