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SUL-COREANOS DESENVOLVEM MOTOR ELÉTRICO REVOLUCIONÁRIO QUE PODE MUDAR TUDO

Razão Automóvel Online

2025-10-29 22:07:03

Um motor elétrico mais leve e sustentável, que dispensa metais pesados foi revelado pelo Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia Um motor elétrico mais leve e sustentável, que não recorre a metais pesados está a ser desenvolvido pelo Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia. O cobre é um dos principais materiais constituintes dos motores elétricos, mas e se fosse possível fazer um motor elétrico sem cobre? Seria revolucionário e é um cenário que acaba de dar um passo enorme para se tornar em realidade. Investigadores do KIST (Korea Institute of Science and Technology) construíram um protótipo de um motor elétrico sem cobre, que substitui as bobinas metálicas por um conjunto de cablagens produzidas com nanotubos de carbono. Uma tecnologia que pode tornar componentes-chave como os motores elétricos muito mais leves, como ainda tem o potencial de reduzir drasticamente as emissões associadas à fabricação de motores para automóveis elétricos. © Korea Institute of Science and Technology O cerne desta tecnologia reside num cabo condutor formado por um núcleo de nanotubos de carbono alinhados, revestidos por uma camada isolante. O KIST já efetuou testes, com um pequeno carro à escala que equipava um protótipo deste motor elétrico sem cobre, para provar a viabilidade desta solução. O motor foi capaz de atingir as 3420 rpm a 3 Volts, que parece pouco quando comparamos com as 18 120 rpm alcançadas por um motor elétrico equivalente com cobre. Nos testes, o modelo à escala conseguiu percorrer 10 metros em 25s, alimentado por uma pilha de 3 V. Pode soar a um número modesto, mas fica alinhado com o objetivo deste projeto: mostrar que há uma alternativa ao cobre, funcional e com um peso inferior. A diferença de peso é uma das maiores vantagens. A densidade dos fios de nanotubos ronda os 1,7 g/cm³, contra os 8,9 g/cm³ do cobre. Apesar da menor condutividade elétrica absoluta - 7,7 milhões de S/m (Siemens por metro) face a ~59 milhões S/m do cobre -, a velocidade específica por massa fica em valores aproximados. Para os carros elétricos em que cada grama conta, isto pode ser decisivo. Outra das maiores vantagens desta solução - além da redução de peso - está relacionada com a sustentabilidade. O fabrico exige menos metais e as fibras de nanotubos podem ser recicladas quase sem perda de propriedades, reduzindo as emissões associadas à produção. Ainda assim, há obstáculos importantes a ultrapassar, como a produção de cabos longos e homogéneos, a resistência do contacto entre fibras (as junções entre filamentos geram perdas elétricas que reduzem a eficiência geral do sistema) e a sua adaptação às normas de segurança e arrefecimento. E, claro, os custos são ainda elevados. Mesmo assim, a promessa é clara. Se os custos baixarem e a fiabilidade se confirmar, esta tecnologia de motor elétrico sem cobre não será apenas uma experiência de laboratório, mas tem o poder de revolucionar a mobilidade elétrica com uma solução mais leve, eficiente e sustentável. E não tem de ficar limitada ao automóvel. André Mendes