CP VAI COMPRAR 200 COMBOIOS (INCLUINDO PARA A ALTA VELOCIDADE) E PODE PRECISAR DE "OUTROS TANTOS" NOS PRÓXIMOS ANOS
2025-10-31 22:03:30

Além dos contratos já em curso, a CP vai comprar comboios para a alta velocidade (em número não indicado). No total serão 200. E pode precisar de "outros tantos" para renovar frota, diz ministro. A CP vai comprar cerca de 200 comboios nos próximos anos, afirmou o ministro das Infraestruturas durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado. Miguel Pinto Luz afirmou que o Governo está a preparar o “processo legislativo para a compra de comboios destinados às futuras LAV (linhas de alta velocidade). Trata-se da maior compra de comboios de sempre no nosso país. No total falamos de cerca de 200 novas automotoras que chegarão à CP”. O número do reforço foi dado na intervenção inicial feita na audição conjunta das comissões de orçamento e infraestruturas, mas o ministro não revelou qual o montante total de investimento previsto nem quis esclarecer, quando questionado pelo deputado do PS, Carlos Barbosa, quantos comboios estará a CP autorizada a comprar para os futuros serviços de alta velocidade. Depois de mais um ano de imbróglio jurídico, devido à contestação dos concorrentes que perderam o concurso, a CP assinou o contrato para a compra de 117 comboios para os serviços regionais e suburbanos. Este contrato com o agrupamento Alstom/DST está orçamento em 746 milhões de euros, sendo apontado como a maior encomenda da história da empresa. O Governo deu entretanto luz verde à CP para exercer já a opção para comprar mais 36 automotoras, ao abrigo do mesmo contrato, mas não são conhecidos os valores desta operação. Miguel Pinto Luz justificou estes reforços de material circulante com a obsolescência do material circulante da CP e indicou que foi a própria empresa a indicar ao Governo as necessidade de renovação de frota para os próximos anos. Ou seja, o problema não fica resolvido com o investimento nos 200 comboios, “faltarão outros tantos”, segundo a análise feita pela empresa. O ministro das Infraestruturas recusou ainda que o lançamento de subconcessões ferroviárias corresponda ao “desventrar da CP” (como apelidou Paula Santos, do PCP), fazendo o paralelo com a adjudicação de serviços a terceiros por parte da TML (Transportes Metropolitanos de Lisboa), uma empresa cuja administração tem elementos nomeados pelo PCP. E mais uma vez reforçou que este plano, do qual ainda se sabe muito pouco, visa sim, “empoderar a CP” e dar-lhe mais capacidade, remetendo ainda para o modelo usado pela Infraestruturas de Portugal nas subconcessões rodoviárias, Pinto Luz respondeu durante esta audição à acusação do Chega de que a empresa ferroviária estaria “minada” por sindicatos e envolta em compadrios. Pinto Luz convidou o deputado que levantou a questão a apresentar queixa ao Ministério Público se tiver indícios. “Não é só proclamar que há corrupção. A CP é uma casa de trabalho e de gente séria e estamos a empoderá-la”. [Chegou o histórico debate entre Soares e Freitas. E o socialista já conseguiu o voto dos comunistas sem “olhar para o retrato” dele. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui] [Additional Text]: O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, após levantar o Passe Ferroviário Verde na bilheteira da CP e de partida, num comboio Intercidades, entre as estações de Santa Apolónia e Santarém, para assinalar o primeiro dia de entrada em vigor do novo título de transporte, em Lisboa, 21 de outubro de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA Ana Suspiro