PORTUGAL PROCURA SOLUÇÕES PARA NÃO PERDER COMBOIO DO CRESCIMENTO
2025-11-04 22:06:04

As dificuldades que se apresentam no caminho de Portugal rumo a um crescimento mais sustentado e acima da média europeia em vários sectores, assim como as oportunidades da digitalização ou da sustentabilidade, estiveram em destaque na Rangel Logistics Summit, evento que marcou o 45º aniversário da empresa de logística, e que teve o Expresso como media partner O sector da logística é fundamental como base de operações que coloca os diferentes sectores da economia portuguesa em contacto com o mundo e para abrir a porta ao investimento estrangeiro. E se este princípio base se mantém inalterado, os desafios provocados pela instabilidade global e pela digitalização podem obrigar a mudanças estruturais para que o crescimento da atividade empresarial e das exportações se mantenha acima dos objetivos. Em várias áreas, da saúde à indústria, a inteligência artificial (IA) surge como um elemento inescapável que já está a mudar as regras do jogo, com a maior parte dos intervenientes na Rangel Logistics Summit - que decorreu hoje no Pátio da Galé, em Lisboa, para celebrar 45 anos da empresa logística - a falar com entusiasmo desta revolução ao mesmo tempo que pedem mais agilidade do Estado na burocracia e na facilitação de soluções. “[A Rangel era] aquilo que agora se pode considerar uma startup dos anos 80, no lançamento de uma ventura do mundo empresarial”, comparou o primeiro-ministo, Luís Montenegro. A conferência, que teve o Expresso como media partner, contou também com a participação de Eduardo Rangel, chairman da Rangel Logistics Solutions; Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial; Jónio Reis, vice-presidente da Business Unit Residential Water da Bosch Portugal; Luís Abrantes, CEO da Generis Farmacêutica; Frederico Lemos, presidente do conselho de administração da Embraer Portugal; Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group; André Vasconcelos, general manager da Roche Portugal; João Almeida Lopes, presidente da Apifarma; Vasco Antunes Pereira, CEO da Lusíadas Saúde; Ana Ferreira, general manager da STADA Portugal; Alicia Asín, CEO da Libelium; António Ramalho, presidente da comissão executiva da LISBOA FCE (FIL); João Barroso Soares, ex-ministro da Cultura de Portugal; Rossana Gama, diretora geral do Boticário; Pedro Saura, presidente Grupo Correos; Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos; António Portela, CEO da BIAL; Carlos Mota Santos, CEO da Mota-Engil; Marcelo Nico, CEO da Tabaqueira; Pedro Cid, CEO do Auchan; e Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics Solutions. Conheça as principais conclusões. O papel da logística "Os três funcionários iniciais [da Rangel Logistics Solutions] são hoje milhares espalhados pelo mundo", refletiu Eduardo Rangel. Para Manuel Castro Almeida, o sector vai ser essencial para o “esforço coletivo” necessário “para crescermos acima da média [europeia] nos próximos anos”. “Portugal tem condições excelentes para atrair e reter investimento”, acredita Rui Lopes Ferreira. "É precisa uma mudança de mindset do meio empresarial português", pede Jónio Reis. Saúde digital “Tudo na Europa demora demasiado tempo, as pessoas começaram a perceber isso”, aponta João Almeida Lopes. É uma questão sentida pelos intervenientes no sector da saúde, que querem mais rapidez e abertura para implementarem soluções digitais que ajudem a evitar ruturas e a melhorar cuidados. “Quando olho para a digitalização vejo uma oportunidade e solução para os problemas que temos”, explica Vasco Antunes Pereira. Segundo Ana Ferreira, “temos que trabalhar mais em colaboração” para fazer melhor uso destas novas ferramentas. Expansão global “A logística é um tema absolutamente central na economia de cada país”, resume António Ramalho. No que toca ao papel da logística no crescimento económico em Portugal e Espanha, Pedro Saura acredita que a “a Península Ibérica é” como se fosse “uma entidade unica”. “Pensamos em termos de Península Ibérica”, reforça Rossana Gama. Relativamente ao atual cenário, Paulo Macedo lembra que “foram cortados vários parceiros com quem não se pode” fazer negócio em virtude de conflitos e respetivas sanções, o que dificulta o acesso a inúmeros materiais. Apesar disso, muito também por causa da digitalização, “o comércio global tem crescido”. Portugal 2030 “Em Portugal temos apostado mais em produtos e serviços de baixo valor acrescentado”, sustenta António Portela. Pedro Cid manifesta incompreensão pelo facto de, enquanto país, “não conseguirmos trabalhar em conjunto”. “Olhamos para este momento do país com grande esperança”, referiu Luís Montenegro, com a certeza que “a inovação e a modernização são um compromisso para os próximos 45 anos”. O “Portugal do futuro é das pessoas audazes e das empresas arrojadas e inovadoras”, acrescentou, com a presença de “bons recursos humanos, ciência, investigação e inovação a colaborar com os agentes económicos”. Este projeto é apoiado por patrocinadores, sendo todo o conteúdo criado, editado e produzido pelo Expresso (ver Código de Conduta), sem interferência externa. Tiago Oliveira Jornalista Tiago Oliveira