FUNDO SOBERANO DA NORUEGA VAI VOTAR CONTRA O PRÉMIO BILIONÁRIO PROPOSTO PELA ADMINISTRAÇÃO DA TESLA PARA ELON MUSK
2025-11-04 22:06:07

O prémio, que pode chegar a cerca de um bilião de dólares, equivalente a 852 mil milhões de euros, será votado a 6 de novembro. Mas há quem considere que pode ser sinónimo de “demasiado poder” para Musk O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, fez saber esta terça-feira que vai votar contra o pacote de remuneração bilionário proposto pela administração da empresa ao seu presidente executivo (CEO), Elon Musk, que é também um dos principais acionistas. O prémio, que pode chegar a cerca de um bilião de dólares, equivalente a 852 mil milhões de euros - o triplo do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal , terá o voto contra do fundo soberano norueguês, segundo a agência Reuters. Recorde-se que os investidores da maior fabricante de carros elétricos à escala mundial vão decidir a 6 de novembro se aprovam o pacote de remuneração para Musk, apesar de alguns críticos o considerarem excessivo. “Demasiado poder” para Elon Musk? O conselho de administração da Tesla está, segundo a agência Reuters, a pressionar os acionistas para aprovarem o plano, com a presidente do conselho de administração Robyn Denholm a avisar que Musk pode deixar a empresa, avaliada em 1,5 triliões de dólares, se o acordo for rejeitado. Mas também há, dentro da empresa, quem considere que o mega pacote de remuneração em causa dê a Musk “demasiado poder sem controlo”. Analistas do mercado financeiro consideram que, mesmo com a oposição do fundo soberano da Noruega, o super prémio a atribuir a Musk deverá ser aprovado. Aliás, até ao momento, aquele fundo soberano - o sétimo maior acionista da Tesla, com uma participação de 1,12% avaliada em 17 mil milhões de dólares , é o único a manifestar-se frontalmente contra a proposta em cima da mesa. O segundo maior acionista, a Baron Capital, já fez saber que planeia apoiar o pacote de remuneração de Musk. Mas os maiores investidores institucionais da Tesla, incluindo a BlackRock, a Vanguard e a State Street, ainda não divulgaram o seu sentido de voto. SAPO