pressmedia logo

VOLKSWAGEN, BMW E MERCEDES VÃO DEIXAR DE SER O QUE SÃO

AEIOU.pt Online

2025-11-04 22:06:08

Volkswagen Volkswagen O prazo é 2030. Economista conceituado avisa: “Provavelmente não existirão na sua forma actual no final desta década”. A indústria automóvel na Alemanha, noutros tempos líder inquestionável e aparentemente imbatível, está a atravessar uma situação delicada, provavelmente inédita a esta escala. A Volkswagen, a maior das empresas alemã no sector e uma das maiores do mundo, já teve demissões em bloco e fábricas fechadas no país, além de mais despedimentos à vista. Volkswagen e Porsche, juntas, acumulam um prejuízo de 1.000 milhões de euros, segundo os relatórios mais recentes; ainda na semana passada, a Mercedes anunciou uma queda de 50% nos lucros. A indústria automóvel alemã enfrenta as consequências de grandes transformações e as suas próprias deficiências. A Alemanha está a revelar dificuldades na transição de uma potência industrial para uma sociedade de inovação digital. A economia alemã estagnou, as tarifas Trump não ajudam e começaram a surgir carros eléctricos significativamente mais baratos vindos da China. E o escândalo da manipulação de testes prejudicou muito a imagem dos fabricantes de automóveis alemães. E, focando no sector automóvel, Moritz Schularick avisa que os três principais fabricantes de automóveis da Alemanha , Volkswagen, BMW e Mercedes , não vão continuar a ser como são. Moritz é um economista conceituado e presidente do Instituto de Economia Mundial de Kiel. No domingo passado, na ARD, foi questionado sobre se as três grandes empresas mencionadas, ainda existiriam na sua forma actual daqui a 10 anos. A resposta foi directa: “Acredito que provavelmente não existirão na sua forma actual até ao final da década, dado o estado actual da indústria automóvel alemã.” “Consigo muito bem imaginar uma espécie de solução Volvo, ou seja, um investidor estratégico para os fabricantes de automóveis alemães” , poderá ser um investidor chinês a trazer tecnologias e a abrir o acesso a novos mercados, explicou. Moritz Schularick falou também sobre a condução autónoma , aparentemente desprezada na Alemanha , salientando que está “muito preocupado com o facto de, em todo este debate virado para o passado, nos estarmos a esquecer de qual será a próxima revolução; consequentemente, ficaremos novamente para trás”. ZAP // ZAP