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PASSION DRIVE - AUTOCLASSICO & TOP CARS 2025

Auto Drive

2025-11-10 22:12:55

NO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA DE OUTUBRO, VOLTÁMOS â EXPONOR, EM MATOSINHOS, PARA MAIS UMA VEZ MARCARMOS PRESENçA NO CERTAME AUTOCLÁSSICO E TOP CARS. MUITOS LEITORES PASSARAM PELO “ESPAçO AUTODRIVE" E CONNOSCO TERTULIARAM. FOI UM GOSTO, NESTE QUE É, DE FACTO, O SALÃO AUTOMÓVEL MAIS INTERESSANTE E ECLÉTICO DE PORTUGAL Texto , João Santos Matos Fotos , Zé Bastos O AutoClássico “do Porto” é o maior salão do género na Península Ibérica. E se tal, por si só, não fosse já uma muito boa razão para se o ir visitar todos os anos, eis que aos carros históricos e à memorabilia se junta o espaço “Exclusive Top Cars” onde carros únicos, que raramente vemos pelas estradas nacionais, e dignos de um qualquer CR7, marcam presença para que todos os vejam. Mas nem só de automóveis viveu o pavilhão onde nós estávamos, e mesmo ao nosso lado estava “um lindo barquinho” e um ultra-estiloso exemplar dos aviões executivos da Cirrus Aircraft, neste caso um Zanzibar SR22T GTS G7. Isto já sem falar nas motos de exceção (assim estilo as do Keanu Reeves) e outras surpresas. Surpresa também, o entusiasmo em redor do espaço autoDRIVE. Talvez motivado pelo “carrito” que levámos para expor (o incrível, e raríssimo, Porsche 968 Club Sport, protagonista do “Carros com História” da autoDRIVE #74) ou pela ocasião de por ali haver todo o tempo do mundo para trocar ideias comigo e com o Pedro Silva, e perguntar como era o carro x ou y, ou então sugerir que não deixássemos de ensaiar aquele ou aqueloutro modelo. E assim foi. Aliás, logo na véspera da abertura e ainda com todos os expositores a serem montados, na quinta-feira, o jovem que (bem se calhar não tão jovem) fora contratado pela organização para cobrir em vídeo, com entrevistas, os três dias do Salão, viu-nos a passar e logo acelerou o seu passo para nos vir falar com uma propriedade que ficámos a pensar se não o conhecíamos já, até porque nos disse que estivera mesmo para ir até ao Caramulo só para fazer um co-drive connosco, mas que este ano não pudera. E isto, por acaso, é algo que se passa muito, termos “apoiantes” que nos leem desde os tempos da Super Motores, ou depois do Autohoje e que agora são “fas incondicionais” da linha editorial da autoDRIVE e das nossas palavras. Mas chega de presunção (apesar de ónos matarmos em trabalho para a poder ter). Embora seja verdade que os carros sejam a grande razão para, durante aqueles dias, todos os “caminhos petrolhead” irem dar a Matosinhos, todo este grandioso encontro acaba por valer ainda mais pelos encontros e reencontros. E é interessante relatar que diversos visitantes estrangeiros vieram até nós e até compraram revistas. Aliás, muito mais que os portugue-ses, que óno geral.. Só pegavam nas edições que distribuíamos gratuitamente e... as especiais nem para elas olhar (não fosse tal “indiscrição” custar dinheiro). os dois primeiros “tertuliadores” do dia, eram um pai e filho, brasileiros mas imigrados do Japão. Pegaram logo na capa do Type R e escolheram mais umas quantas. Também um jovem do Porto mais amiga e amigo a falarem connosco uma hora sobre a obsessão de terem para daily um 190 2.5. Aliás, o número de jovens (muito novos) a andar por ali, a conhecer os carros todos e a vir até nós com certezas e grande conhecimento de automóveis e modelos que testámos é qualquer coisa de (e mesmo depois de um mês antes termos estado no Caramulo) incrível. é um lugar comum a conversa de que... “ah e tal os miúdos hoje já não querem tirar a carta nem ter carro, ou nem podem ter... ”, mas a verdade é que... se os carros forem giros, se entusiasmarem, forem levezinhos e não custarem para cima de muito dinheiro, oferecendo pouco (porque trazem muitas pilhas agarradas ao chassis e tal), os miúdos e as miúdas têm tanto interesse quanto nós aos 18 anos tínhamos pelos Turbo I.E.; Deltas, AX GTI e Saxo Cup, entre outros do género. Este ano um dos destaques foi também a comemoração do 750 aniversário da Fórmula 1, com visitas de Riccardo Patrese (que passou pelo nosso stand) e Emerson Fittipaldi. Na secção TopCars, este ano, a organização conseguiu um “grand slam” com a presença da: Aston Martin, Bentley, Ferrari, Lamborghini, Maserati, Mercedes-AMG e Porsche; todas juntas e ao mesmo tempo. No concurso de estilo (votado pelos visitantes) venceu o Kimera EVO37, mas... nós votámos no Maserati MC20 (e teria ganho melhor!) Este ano o salão cresceu mais um pouco (afluência incrível) e a sensação é que o sucesso exponencial, a cada ano, é já uma certeza. Nós pelo menos somos fãs, até porque muito nos recordamos de, em miúdos, a excitação que era ir até à FIL (Lisboa) para ver o Delta Integrale, o Celica do Carlos Sainz ou um qualquer outro carro que dissesse GTI, Turbo ou mais tarde 16v, quando tal logotipo era a nova moda. A excitação de... por ali reunir sempre muitos autocolantes! Igualmente interessantes os co-drives lá fora e as bancas que nos trazem mil e um objetos para decorar a garagem, ou então juntar mais dois ou três “HotWheels” à coleção. Em suma, a seguir ao Caramulo Motorfestival, este Salão (duplo) no Porto é um dos “santuários” mais entusiasmante e de romaria obrigatória, em especial numa era onde OS Salões de carros insistem em mostrar e promover apenas os carros que já nem as próprias marcas querem produzir ou conseguem vender, porque.. não entusiasmam as pessoas... // João Santos Matos