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CONDUZIMOS O TOYOTA BZ4X 2026 QUE GANHOU POTÊNCIA E AUTONOMIA

Razão Automóvel Online

2025-11-10 22:12:56

A Toyota continua a preferir os híbridos, mas vai avançando, pouco a pouco, com a oferta elétrica: o bZ4X foi renovado e já o conduzimos. Toyota bZ4X Primeiras impressões 7.5/10 Ficou mais fácil gostar do Toyota bZ4X que conta com mais opções de bateria e potência, autonomia ampliada e vai ter preço de entrada inferior. Prós Autonomia expandida;Espaço interior;Carga AC mais potente;Comportamente equilibrado. Contras Bagageira pequena;Materiais de toque rijo;Sem porta-luvas;Design mudou pouco. Quando o Toyota bZ4X foi apresentado, em 2022, trazia com ele a sensação de uma criança não totalmente desejada. Começando pelo nome. Quem se lembra de dar a um automóvel um nome que poderia facilmente ser de um robô da saga Guerra das Estrelas? Por outro lado, é do conhecimento público que o colosso industrial japonês continuava a olhar com desconfiança para a propulsão 100% elétrica e que só entrou nesse mercado relativamente tarde (ao contrário da tecnologia híbrida, que está prestes a fazer 30 anos!), precisamente com este SUV elétrico de tamanho médio. © Toyota A partir de 2026, o bZ4X passará a incluir uma espécie de carrinha (Touring) que lhe dá um trunfo adicional: uma bagageira generosa com 600 litros, 33% mais do que o bZ4X que conhecemos. Mas tal como a generalidade dos fabricantes de automóveis são forçados a expandir as suas gamas de elétricos - prometeu uma ofensiva de dezenas de novos elétricos até 2035 - e a melhorar as suas competências, a Toyota atualizou e ampliou o seu elétrico, com a adição de uma espécie de formato carrinha do bZ4X chamada Touring, que chega na próxima primavera. Até porque a cada vez mais vasta concorrência, personificada em modelos como o Volkswagen ID.4, Skoda Enyaq ou Ford Mustang Mach-E, não dorme e esta atualização é realmente necessária. Mais potência e opções A base técnica do bZ4X 2026 continua a ser a plataforma e-TNGA, mas houve alterações relevantes no sistema de propulsão. A potência dos motores elétricos aumentou, graças a modificações nos seus rotores e estatores que permitem fazer mais rotação, ao mesmo tempo que as perdas de energia foram igualmente reduzidas. Estreia ainda inversores de carboneto de silício, mais eficientes, compactos e leves que os tradicionais. Passam a existir dois tamanhos de bateria ao invés do único até agora (71,4 kWh): 57,7 kWh - tração dianteira; potência de 123 kW (167 cv); vel. máx. de 140 km/h; autonomia de 442 km; 73,1 kWh - tração dianteira; potência de 165 kW (224 cv); vel. máx. de 160 km/h; autonomia de 569 km; 73,1 kWh - tração às quatro rodas; potência de 252 kW (343 cv); vel. máx. de 160 km/h; autonomia de 506 km. © Toyota Visualmente, a carroçaria cheia de vincos tem agora um apelo mais desportivo e a aerodinâmica foi melhorada, baixando o coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,29 para um valor mais competitivo de 0,27. Carregamento mais rápido O desempenho de carregamento (especialmente a baixas temperaturas) foi outro dos aspetos revistos, tendo sido feitas melhorias no aquecimento e introduzido um novo sistema de pré-condicionamento térmico. Uma das novidades do Toyota bZ4X 2026 é que, ao contrário de alguns fabricantes premium alemães como a Porsche ou a Audi, passa a permitir carregamentos em corrente alternada (AC) a 22 kW a partir das versões intermédias (a de entrada mantém os 11 kW), reduzindo o tempo de carregamento para metade (entre 10% e 100%). O carregamento em corrente contínua (DC) foi mantido numa potência máxima de 150 kW, o que não deixa a Toyota muito bem posicionada face à concorrência (de 10% a 80% em 30 minutos). Estão disponíveis quatro níveis de recuperação de energia pela desaceleração, que passam a poder ser selecionados através de patilhas no volante, o que não acontecia até agora. Dinamicamente competente A versão de tração dianteira com a bateria maior é equilibrada, como pudemos comprovar numa experiência dinâmica com um carro de pré-série ainda ligeiramente camuflado. Atinge os 100 km/h em 7,4s, que já é célere q.b. A suspensão do bZ4X de duas toneladas tem uma afinação geral confortável e isola a maioria dos ressaltos da estrada dos seus ocupantes, mas não evita um rolamento pronunciado da carroçaria quando aumentamos o ritmo em curvas, rotundas ou noutro tipo de acelerações transversais. Merecedora de elogios é a integridade da carroçaria/chassis, com esta variante elétrica da TNGA (e-TNGA) a ser ainda mais rígida a instalação da bateria anexada ao chassis. O cruise control adaptativo funciona perfeitamente e reduz a velocidade assim que deteta outro veículo à frente. Se esse veículo se aproximar por trás, surge um alerta no ecrã. A câmara interior monitoriza constantemente o condutor e chama a atenção assim que este desvia os olhos da estrada, mesmo que por um breve momento. Este SUV elétrico mostra ainda alguns talentos fora de estrada. A generosa articulação dos eixos, a elevada distância ao solo (21 cm) e a ampla profundidade de vau de 500 mm ajudam o bZ4X a passar por obstáculos de dificuldade moderada sem sequer se despentear . O Toyota mais potente na Europa O bZ4X 2026 topo de gama, com tração às quatro rodas e 252 kW (343 cv) passa também a ser o Toyota de produção mais potente à venda na Europa - se excluirmos o limitado Supra A90 Final Edition da equação. Sinal dos tempos © Toyota Pudemos guiá-lo brevemente - não está previsto vir para Portugal -, e não é potente só no papel, mostrando forte ímpeto na aceleração inicial (5,1s nos 0-100 km/h) como consegue mantê-lo acima dos 120 km/h. É possível desligar totalmente o ESP, o que pode resultar em divertidas atravessadelas ou mesmo em longas derrapagens fáceis de controlar (em ambientes adequados e idealmente com pouca aderência). Não faz deste pesado SUV um GR Yaris, mas faz com que o seu comportamento seja claramente mais ágil. De volta ao asfalto, a travagem mostrou-se muito competente, até mesmo na progressividade do pedal da esquerda, que é um dos “calcanhares de Aquiles” de muitos carros elétricos. O pequeno volante ajuda a tornar a experiência de conduzir o bZ4X algo bastante envolvente, se for essa a intenção. No nosso teste, averbámos um consumo médio de 15,2 kWh/100 km, um registo interessante e que é pouco superior ao consumo homologado da versão de entrada da anterior geração (14,4 kWh/100 km). Espaço amplo, mala podia ser maior Sem alterações no Toyota bZ4X 2026, a longa distância entre-eixos (2,85 m, 16 cm mais do que o RAV4) abre caminho para um interior muito espaçoso. algo que se nota quando nos sentamos na segunda fila de bancos. A altura generosa acolhe passageiros traseiros de até 1,90 m de altura sem restrições. © Toyota A largura atrás também é ampla, beneficiando o passageiro central que, naturalmente, apreciará o facto de não existir nenhum túnel a interferir com pés e pernas: há uma muito ligeira elevação com apenas 2 cm de altura e cerca de 30 cm de largura. O volume da bagageira é de 452 litros (incluindo a área abaixo do piso), inferior ao que a quase totalidade dos outros concorrentes oferecem, como o Mustang Mach-E (502 litros) ou o Volkswagen ID.4 (543 litros). Não ajuda o facto da inexistência de uma frunk (bagageira dianteira) ao contrário do que acontece com alguns rivais. As costas dos bancos traseiros podem ser rebatidas em partes simétricas (mas sem gerar um piso de carga totalmente plano) e, quando na vertical, podem ser ajustadas em duas posições. Novidades no interior No interior também houve mexidas . O ecrã tátil de 14” é de série (substitui o anterior de 12,3”) e a consola central foi rebaixada em 10 cm (era demasiado intrusiva), criando maior sensação de espaço, onde podem ser colocados dois telemóveis a ser carregados em simultâneo. © Toyota Estas mudanças resolvem um dos aspetos que não agradavam no carro de 2022: o condutor ficava algo preso entre o painel da porta excessivamente largo e a consola central intrusiva, ao contrário do que é habitual na maioria dos elétricos, conhecidos pelas suas áreas amplas e desobstruídas. Mas continua a não existir porta-luvas, o que é bastante insólito. Há margem de progresso na qualidade dos materiais: a maioria das superfícies, mesmo as de contacto mais direto, têm acabamento em plástico duro e de aspeto básico. É um defeito que existe em muitos outros elétricos, mas que deveria ser alterado, considerando o seu preço elevado. O revestimento dos bancos transmite uma impressão de qualidade, mas é pena que os assentos sejam demasiado curtos e que o apoio lateral seja algo escasso. Quanto custa e quando chega o Toyota bZ4X 2026? A Toyota ainda não revelou as datas exatas de lançamento, mas confirmou que o bZ4X 2026 estará disponível em vários mercados europeus no final deste ano. Relativamente a preços para Portugal ainda não existe qualquer indicação. O bZ4X ainda em comercialização tem preços a começar nos 47 440 euros. Com a introdução da bateria de menor capacidade (71,4 kWh vs 57,7 kWh), deverá haver margem para reduzir o preço de entrada. Especificações técnicas Toyota bZ4X 2026MotorMotoresUm motor elétrico, PSMPotência165 kW (224 cv)Binário269 NmTransmissãoTraçãoDianteiraCaixa de velocidades1 velocidade + marcha atrásBateriaTipoIões de lítioCapacidade73,1 kWh (bruta)CarregamentoPot. máxima em DC150 kWPot. máxima em AC22 kWTempo 10-80% (DC)30 minTempo 10-100% (AC),ChassisSuspensãoFR: Independente, triângulos duplos; TR: Independente, multibraçosTravõesFR: Discos ventilados; TR: DiscosDireçãoAssistência eletrónicaN.º de voltas ao volante2,7Ângulo de viragem12,2m Dimensões e CapacidadesComp. x Larg. x Alt.4690 mm x 1860 mm x 1650 mmDistância entre eixos2850 mmCapacidade da mala452 litrosPeso1930 kgPrestações e consumosVelocidade máxima160 km/h0-100 km/h7,4sConsumo combinado (WLTP)N.D.Autonomia (WLTP)569 km Joaquim Oliveira