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MADEIRA. OS CASOS DO PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL - JUSTIÇA QUER LEVANTAR A IMUNIDADE A ALBUQUERQUE

Sábado

2025-11-12 22:13:13

O pedido deve surgir até ao fim do ano, no âmbito da Operação Ab Initio, e estender-se a outros processos. Acusação está praticamente pronta. Mliguel Albuquerque é já um dos alvos da investigação na ioperação Ab Initio e o Ministério Público pretende mesmo fazer o pedido de levantamento de imunidade a Miguel Albuquerque até ao final do ano, apurou a SâBADO. Mais: está prevista uma consolidação dos vários processos em que de alguma forma Albuquerque é visado, com o objetivo de conseguir que o levantamento da imunidade de Albuquerque sirva as várias investigações em que está referenciado. Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira, foi constituído arguido logo em janeiro de 2024, aquando do arranque público da Operação Zarco, com uma série de buscas na região autónoma. O presidente do Governo Regional era na altura visado por crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, tráfico de influência, participação económica em negócio, abuso de poder e atentado contra O Estado de direito. Apesar de arguido, Albuquerque nunca foi ouvido e, entretanto, venceu já duas eleições regionais, com a perceção de que o processo estaria pouco mais do que parado Ou, pelo menos, sem avanços significativos. Já não é assim. ê que Albuquerque está incluído na investigação da Operação Ab Initio, que visa suspeitas de financiamento partidário ilegal como O Correio da Manhã noticiou a 24 de outu-RGUIDO bro. Mais do que incluído, deverá agora ser esse o processo a abrir a porta para o levantamento da imunidade de Albuquerque. O também líder do PSD Madeira tem imunidade quer como presidente do Governo Regional, quer como membro do Conselho de Estado (por inerência). A Ab Initio, apesar de posterior à Operação Zarco, estará numa fase mais avançada, e será esta a apanhar a boleia da Ab Initio para se poder passar a outra fase. Está aliás previsto que possam ocorrer novas diligências também até ao fim do ano. Ao que a SaBADO apurou, a acusação da Ab Initio está praticamente pronta. Tudo o que está em causa Contudo, o foco sobre Albuquerque pode não ficar por aqui, admitindo-se que o seu nome surja noutros processos em curso. Um deles será a investigação ao grupo Atalaia Living Care, uma IPSS que gere três lares de idosos e recebe apoios públicos, gerida à altura por dois amigos de Albuquerque (Tony Saramago e Joaquim Sousa Lino). E que empregava a filha de Albuquerque com uma avença a rondar 1.500 euros mensais, para, alegadamente, fazer prospeção de potenciais clientes na Suécia, onde residia. A operação Zarco determinou em janeiro de 2024 a detenção de três arguidos: Pedro Calado, então presidente da câmara do Funchal, e os empresários, Avelino Farinha (à frente do grupo AFA, para o qual Calado trabalhou antes de crescer na política regional, passando para o governo e depois para a autarquia) e Custódio Correia (da Socicorreia). Já a Ab Initio, lançada a 17 de setembro de 2024, investigou crimes de participação económica em negócio, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, prevaricação e financiamento proibido de partidos políticos. Entre os oito arguidos estavam um presidente da câmara (Calheta) e um ex-membro dos governos de Albuquerque (Humberto Vasconcelos, que tutelou a Agricultura). O gabinete de Miguel Albuquerque não respondeu às questões da SaBADO sobre se tem indicação de algum pedido de levantamento de imunidade ou da sua inclusão na Ab Initio, mas tinha já dito publicamente: “Não faço ideia nenhuma do que estão a falar, mas é preciso hoje nós termos um critério de certa complacência para com essas notícias, porque vão inventando coisas, vão dizendo coisas. Olha, paciência.” o Ficar o presidente do Governo Regional afirmou em maio deste ano que se manterá no cargo mesmo que seja acusado Eleições Albuquerque já foi duas vezes a eleições depois de ser constituído arguido, a 26 de maio de 2024 e a 23 de março de 2025 o Albuquerque admitiu pedir ele próprio o levantamento da imunidade, mas nunca o fez Maria Henrique Espada