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MARCAS JAPONESAS ESCOLHEM ÍNDIA PARA REDUZIR DEPENDÊNCIA DA CHINA

Turbo Online

2025-11-12 22:13:13

As construtoras de automóveis japonesas estão a investir milhares de milhões na Índia para transformar o país num polo de produção automóvel. As construtoras de automóveis japonesas estão a investir milhares de milhões na Índia para transformar o país num polo de produção automóvel. A Índia está a afirmar-se como um novo pilar da indústria automóvel, e é tudo graças aos fabricantes japoneses. Marcas como a Toyota, Honda e Suzuki estão a investir fortemente para expandir para expandir a produção, as exportações e as capacidades tecnológicas das suas subsidiárias no país indiano. No total, as três marcas japonesas vão investir mais de 10,23 mil milhões de euros, numa estratégia clara para reduzir a dependência da China e aproveitar o rápido crescimento do mercado indiano. Segundo a Reuters, os custos reduzidos de produção, a mão-de-obra barata qualificada e os incentivos do governo de Narendra Modi estão a ser fatores decisivos nesta mudança de paradigma. Exemplo disso é o facto de, entre 2021 e 2024, o investimento direto japonês no setor dos transportes indiano ter aumentado mais de sete vezes, atingindo o equivalente a 1,84 mil milhões de euros, enquanto o investimento no setor chinês caiu 83%. Toyota, Honda e Suzuki reforçam presença industrial De acordo com a agência noticiosa, a Toyota anunciou planos ambiciosos de expansão no país, incluindo a redução de custos e a produção local de componentes híbridos. A marca também está a adaptar as suas ofertas às necessidades do mercado indiano. Além disso, a Toyota planeia lançar 15 novos modelos e versões atualizadas até ao final da década, com o objetivo de atingir uma quota de 10% do mercado de automóveis de passageiros. No ano passado, a empresa anunciou um investimento de mais de 2,79 mil milhões de euros para expandir a produção na sua fábrica no sul do país e construir uma nova unidade, cuja produção deverá começar antes de 2030. Com isso, a capacidade total da Toyota na Índia deverá ultrapassar 1 milhão de veículos por ano. O investimento da Suzuki, no valor de 7,44 mil milhões de euros, destina-se principalmente a aumentar a capacidade de produção local para 4 milhões de veículos por ano, face aos 2,5 milhões atualmente produzidos pela sua subsidiária Maruti Suzuki. Já a Honda pretende reforçar a sua divisão de automóveis no país que também é o seu maior mercado no segmento de duas rodas. A marca planeia transformar a Índia na base de produção e exportação de um dos seus veículos elétricos da série “Zero”, cuja exportação para o Japão e outros mercados asiáticos está prevista para 2027. Incentivos do governo impulsionam investimentos Com custos de produção mais baixos, uma mão-de-obra abundante e incentivos do governo de Narendra Modi, a Índia está a consolidar-se como um polo de produção automóvel global. Segundo a Reuters, a política protecionista da Índia, que limita a entrada de marcas chinesas como BYD e MG Motor, tem sido uma vantagem estratégica para os fabricantes japoneses, permitindo-lhes crescer sem enfrentar a feroz concorrência da China. Com um crescimento económico médio de 8% nos últimos três anos e um mercado automóvel em plena expansão, a Índia surge como a nova aposta da indústria automóvel japonesa. Para Toyota, Honda e Suzuki, o futuro passa agora por Nova Deli, e não por Pequim. A Índia está a afirmar-se como um novo pilar da indústria automóvel, e é tudo graças aos fabricantes japoneses. Marcas como a Toyota, Honda e Suzuki estão a investir fortemente para expandir para expandir a produção, as exportações e as capacidades tecnológicas das suas subsidiárias no país indiano. No total, as três marcas japonesas vão investir mais de 10,23 mil milhões de euros, numa estratégia clara para reduzir a dependência da China e aproveitar o rápido crescimento do mercado indiano. AD AD O Toyota Urban Cruiser Hyryder é um modelo fabricado na Índia pela subsidiária Toyota Kirloskar Motor. | © Toyota Segundo a Reuters, os custos reduzidos de produção, a mão-de-obra barata qualificada e os incentivos do governo de Narendra Modi estão a ser fatores decisivos nesta mudança de paradigma. Exemplo disso é o facto de, entre 2021 e 2024, o investimento direto japonês no setor dos transportes indiano ter aumentado mais de sete vezes, atingindo o equivalente a 1,84 mil milhões de euros, enquanto o investimento no setor chinês caiu 83%. Toyota, Honda e Suzuki reforçam presença industrial De acordo com a agência noticiosa, a Toyota anunciou planos ambiciosos de expansão no país, incluindo a redução de custos e a produção local de componentes híbridos. A marca também está a adaptar as suas ofertas às necessidades do mercado indiano. Além disso, a Toyota planeia lançar 15 novos modelos e versões atualizadas até ao final da década, com o objetivo de atingir uma quota de 10% do mercado de automóveis de passageiros. AD AD No ano passado, a empresa anunciou um investimento de mais de 2,79 mil milhões de euros para expandir a produção na sua fábrica no sul do país e construir uma nova unidade, cuja produção deverá começar antes de 2030. Com isso, a capacidade total da Toyota na Índia deverá ultrapassar 1 milhão de veículos por ano. O Suzuki Fronx é o "irmão" do Toyota Urban Cruiser Hyryder, produzido e comercializado pela subsidiária Suzuki Maruti | © Suzuki O investimento da Suzuki, no valor de 7,44 mil milhões de euros, destina-se principalmente a aumentar a capacidade de produção local para 4 milhões de veículos por ano, face aos 2,5 milhões atualmente produzidos pela sua subsidiária Maruti Suzuki. Já a Honda pretende reforçar a sua divisão de automóveis no país que também é o seu maior mercado no segmento de duas rodas. A marca planeia transformar a Índia na base de produção e exportação de um dos seus veículos elétricos da série “Zero”, cuja exportação para o Japão e outros mercados asiáticos está prevista para 2027. AD AD Incentivos do governo impulsionam investimentos Com custos de produção mais baixos, uma mão-de-obra abundante e incentivos do governo de Narendra Modi, a Índia está a consolidar-se como um polo de produção automóvel global. Segundo a Reuters, a política protecionista da Índia, que limita a entrada de marcas chinesas como BYD e MG Motor, tem sido uma vantagem estratégica para os fabricantes japoneses, permitindo-lhes crescer sem enfrentar a feroz concorrência da China. Com um crescimento económico médio de 8% nos últimos três anos e um mercado automóvel em plena expansão, a Índia surge como a nova aposta da indústria automóvel japonesa. Para Toyota, Honda e Suzuki, o futuro passa agora por Nova Deli, e não por Pequim.