REDE NACIONAL DE CARREGAMENTO ULTRAPASSOU AS 783 MIL UTILIZAÇÕES EM OUTUBRO
2025-11-16 22:07:53

A Rede Nacional de Carregamento mantém uma trajetória de crescimento robusto em Portugal, consolidando o país como uma referência europeia em mobilidade elétrica. Os dados mais recentes refletem um dinamismo impressionante no setor, com números que confirmam a aceleração contínua desta transformação energética. Em Outubro de 2025, a Rede Nacional de Carregamento registou mais de 783 mil operações de carregamento, representando um aumento de 39% face ao mesmo período de 2024. Este incremento foi realizado por aproximadamente 130 mil utilizadores distintos, evidenciando um crescimento de 46% face ao ano anterior. A energia total consumida durante o mês atingiu 17,5 GWh, superando em 47% o consumo registado em outubro de 2024, demonstrando a intensidade com que a mobilidade elétrica está a ser adotada pelos cidadãos portugueses. Segundo informação divulgada pela Mobi.e, a gestora da Rede Nacional de Carregamento, o período de dez meses até outubro revela uma consolidação ainda mais significativa desta tendência. Entre janeiro e outubro de 2025, a rede contabilizou mais de 7,2 milhões de carregamentos totais, correspondendo a mais de 162.000 MWh de energia fornecida, aumentos respetivamente de 47% e 60% face ao mesmo período do ano anterior. O número de utilizadores distintos continua também a crescer de forma consistente, ultrapassando os 390 mil desde o início do ano, refletindo um crescimento de 58% em relação a 2024. A expansão da infraestrutura pública tem constituído um factor determinante para acompanhar esta procura em aceleração. No final de outubro, a rede pública contava com 7.072 postos de carregamento, que disponibilizam aproximadamente 13.250 pontos de carregamento distribuídos por todo o território nacional. Um aspecto particularmente relevante é que 2.689 destes postos oferecem carregamento rápido ou ultrarrápido, reforçando significativamente a cobertura, acessibilidade e eficiência global da rede. A estratégia de concentração em postos de carregamento rápido e ultrarrápido permite reduzir os tempos de carregamento, removendo uma das principais barreiras à adoção em massa de veículos elétricos. O impacto ambiental positivo desta transformação é igualmente expressivo e mensurável. Apenas no mês de outubro, o uso da Rede Nacional de Carregamento permitiu evitar a emissão de mais de 14 mil toneladas de dióxido de carbono. Este volume é equivalente à capacidade de absorção de aproximadamente 232 mil árvores urbanas com dez anos de idade, oferecendo uma perspectiva concreta do contributo ambiental. Desde janeiro até à data, foram já poupadas mais de 130 mil toneladas de CO2 e evitado o consumo de mais de 48 milhões de litros de gasóleo, consolidando assim o impacto transformador da mobilidade elétrica no caminho para um futuro mais sustentável e energeticamente eficiente. A cobertura geográfica da rede também apresenta indicadores de qualidade europeia. Atualmente, Portugal dispõe de uma média de 124 tomadas por 100 quilómetros de estrada e uma média de 168 tomadas por cada 100 mil habitantes, indicadores que reforçam a aposta contínua do país numa mobilidade mais verde, acessível e inovadora, posicionando Portugal como uma referência internacional neste domínio. A Rede Nacional de Carregamento integra atualmente 36 Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e 110 Operadores de Pontos de Carregamento (OPC), criando um ecossistema diversificado e competitivo. A rede foi concebida como a primeira rede de carregamento de nível nacional do mundo, oferecendo uma estrutura de mercado baseada na concorrência e atuando como facilitador entre os vários fornecedores e parceiros de roaming, enquanto assegura a completa interoperabilidade e integração de todos os participantes. Este modelo inovador de governança tem-se revelado particularmente eficaz, permitindo que a expansão da infraestrutura seja impulsionada por múltiplos atores privados e públicos em coordenação, resultando numa rede robusta, diversificada e orientada para o utilizador. LusoMotores Jorge Reis