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QUEM AVALIA O QUÊ? POR TRÁS DAS GRANDES ESCOLHAS, ESTÃO OS JURADOS

Maré Viva

2025-11-16 22:07:55

Cinco júris, 17 especialistas e uma missão: avaliar, distinguir e celebrar o melhor da animação mundial na 49.ª edição do festival A 49.ª edição do CINANIMA promete, mais uma vez, ser um ponto de encontro para a criatividade e inovação do cinema de animação. Este ano, o festival apresenta uma novidade: a Competição Internacional All Aboard, que traz um novo júri dedicado a descobrir talentos e obras que desafiam fronteiras e formatos. No total, cinco júris, compostos por 17 pessoas de diferentes áreas artísticas, vão avaliar e distinguir os melhores filmes, oferecendo ao público a seleção que visa refletir a técnica e a estética da animação, assim como a força da narrativa e da imaginação. Relembre-se que o CINANIMA é um festival internacional de animação qualificativo para os Óscares, o que significa que o vencedor da categoria de melhor curta-metragem de animação é elegível para uma potencial nomeação ao Óscar. Júri da competição internacional de curtas-metragens 1. Agne Adomene: uma força motriz na animação artística internacional. Em 2012, fundou a produtora Art Shot, dedicada a desenvolver e produzir filmes de animação que exploram diversas técnicas e estilos, muitos dos quais em coprodução e reconhecidos em festivais de todo o Mundo. Além de produtora, Agne é uma voz ativa na cena da animação da Lituânia e da Europa; é cofundadora e membro da direção da Associação Lituana de Animação; integra a Associação de Produtores Independentes da Lituânia, a Academia Europeia de Cinema, a Academia Lituana de Cinema e a WIFT LT. O seu olhar crítico e experiência internacional levaram-na a integrar o júri de prestigiados festivais, como Annecy, BIAF, Anima e Animafest Zagreb. 2.Kaspar Jancis: realizador de animação, compositor e cenógrafo, cuja criatividade não conhece limites. Para além do cinema, dedica-se a desenhar veículos elétricos, pintar e inventar jogos de tabuleiro, o que evidencia a sua versatilidade enquanto artista. Desde a sua estreia em 2003 com a animação 2D “Weitzenberg Street”, Kaspar realizou mais de dez curtas-metragens e uma longa-metragem (“Captain Morten and the Spider Queen”), acumulando mais de 20 anos de experiência no mundo da animação. O seu trabalho tem sido repetidamente selecionado para os principais festivais internacionais de animação, e a sua obra já recebeu diversos prémios. 3.Leonel Vieira: um dos nomes mais reconhecidos do cinema português, com uma carreira marcada pelo êxito nacional e internacional. Realizou 14 longas-metragens e cinco séries, várias delas entre os filmes portugueses mais vistos de sempre, incluindo “O Pátio das Cantigas” (2015), que detém o maior box-office do Cinema em Portugal. Enquanto produtor, estabeleceu parcerias com empresas no Brasil, Espanha, França e Estados Unidos, tendo produzido quase 40 títulos e mais de 200 spots publicitários para grandes marcas. Em 2024, a sua criatividade voltou a destacar-se com a minissérie “Sr. Rui”, uma biopic sobre o magnata português do café, Rui Nabeiro, que rapidamente alcançou o primeiro lugar no top 10 da Prime Video. No mesmo ano, realizou e produziu o filme “O Pátio da Saudade” e a série para a HBO Max, “O Grito”. 4.Lucija Mrzljak: realizadora de animação e ilustradora, vive em Tallinn (Estónia) e é conhecida pelo seu olhar criativo e inovador na animação. Estudou em conceituadas academias de arte em Zagreb, Cracóvia, Praga e Tallinn, concluindo o mestrado na Academia de Artes da Estónia. Os seus primeiros filmes de estudante, “Shuma” e “Corner”, chamaram a atenção de festivais internacionais. A sua mais recente curta-metragem, “Eeva” (2022), estreou na Berlinale 2023, foi selecionada para os Óscares 2024, arrecadou mais de 30 prémios a nível mundial e recebeu o Prémio Émile para Melhor Design Visual. Para além do cinema, Lucija criou vídeos musicais animados para artistas, como Glen Hansard e Mari Kalkun, e é também ilustradora, com trabalhos que vão da sátira polí- tica a livros infantis e design de cartazes. Desde 2019, leciona na Academia de Artes da Estónia e é professora convidada em instituições como: Universidade Aalto (Helsínquia), Academia de Artes de Turku, Universidade Lusófona (Lisboa) e Universidade das Artes de Aichi (Japão). 5.Steve Woods: trabalha no cinema desde 1988 e tem uma carreira marcada pela diversidade e inovação. O seu trabalho premiado abrange animação, documentários, filmes de dança e experiências cinematográficas. Membro fundador do Galway Film Fleadh, criou o primeiro concurso de animação na Irlanda e programou a mostra de animação irlandesa no festival de Annecy, quando a Irlanda foi a nação convidada. Em 2023, recebeu o Prémio Murakami, no Dingle Animation, pelo seu contributo à indústria de animação irlandesa e, em 2024 publicou “Drawing the Line” - o primeiro livro dedicado à animação irlandesa. Além da sua atividade artística, Steve ensina Animação Experimental na National Film School da IADT, Irlanda, e foi convidado pelo CINANIMA em 2006 para apresentar um programa de trabalhos de estudantes daquela instituição. Júri da competição internacional de longas-metragens 6.Kajsa Næss: há quase 30 anos que vem explorando o universo da animação através de curtas-metragens, documentários, vídeos musicais e filmes comissionados pelo estúdio Mikrofilm (vencedor de um Óscar), que fundou em 1996, em parceria com a produtora Lise Fearnley. As suas curtasmetragens foram exibidas em festivais de prestígio e tornou-se conhecida pela capacidade de experimentar técnicas e expandir géneros, muitas vezes inspirando-se em acontecimentos e histórias da vida real. Trabalha, sobretudo, com animação clássica e outras técnicas 2D, criando obras marcantes e reconhecíveis pelo seu estilo único. Entre os seus trabalhos mais notáveis destacam-se “It Was Mine” (2015), “Its Up To You” (2013), “Deconstruction Workers” (2008), entre outros. Em 2022, Kajsa lançou a sua primeira longametragem de animação, “Titina”. 7.Luís da Matta Almeida: pós-graduado em Cinema, Televisão, Audiovisual e Multimédia, tem dedicado as últimas três décadas à animação cinematográfica e audiovisual, atuando como produtor, realizador e diretor criativo. Ao longo da sua carreira, promoveu coproduções internacionais e participou em numerosos filmes e séries de animação reconhecidos em festivais de prestígio, acumulando centenas de nomeações e prémios. Entre as distinções mais marcantes estão o Cartoon d Or, o Goya, e prémios nos festivais de Cannes, Stuttgart, Hiroshima, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Los Angeles, Nova Iorque, entre muitos outros. É membro permanente do Conselho de Administração do Cartoon Europe e atua como especialista em avaliação de projetos na Portugal Ventures. 8.Nancy Denney-Phelps: jornalista, produtora musical e figura incontornável dos festivais de animação. Tem dedicado a sua carreira a promover e documentar a arte da animação, escrevendo regularmente sobre o panorama europeu e internacional em publicações como CARTOON e ANIMATOON, além do seu reconhecido blogue na Animation World Network. Juntamente com o seu marido, o compositor e músico Nik Phelps, cofundou o Sprocket Ensemble, um projeto que une música e imagem através de atuações ao vivo com projeções de animação contemporânea. É correspondente da ASIFA/San Francisco, integra o Conselho de Administração Internacional da ASIFA e é Embaixadora Geral dos Emile Awards. Participou como jurada em inúmeros festivais internacionais de animação, lecionou Gestão de Tempo para Animadores na Universidade de Lucerna, e é responsável pela secção de Pitching do Animarkt Stop Motion Forum em Lódz (Polónia). Além de colaborar com festivais, atribui anualmente o Nancy Award no Kaboom Animation Festival (Amesterdão). O seu trabalho de curadoria e investigação sobre a história da animação levou-a a apresentar programas temáticos em conferências e festivais. Em reconhecimento pela sua contribuição, foi distinguida com o Lifetime Achievement Award do Animakom Festival (Bilbau, 2019), o Prémio Giannalberto Bendazzi do Festival Internacional de Cinema de Animação de Paris (2022) e, mais recentemente, publicou o seu primeiro livro, “On The Animation Trail: 20 Years of Animation Festival History” (2024). Júri da competição internacional de obras de estudantes 9.Bruno Caetano: um dos nomes mais influentes da animação portuguesa contemporânea. Autodidata na construção e animação, viria mais tarde a especializar-se em Stop Motion no Centro de Estudos e Investigação em Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (CIEAM) - técnica pela qual mantém uma declarada preferência. Ao longo da sua carreira, trabalhou como animador, produtor e realizador, colaborando com diversas empresas de produção e explorando múltiplas vertentes da animação e das artes visuais. É membro fundador da COLA Animation, uma cooperativa internacional em crescimento contínuo, que reúne artistas dedicados à produção, ensino e promoção da animação em todo o Mundo. Bruno dedica-se também à banda desenhada, publicando, produzindo e organizando eventos ligados ao género uma forma, como diz, de “manter feliz o seu adolescente interior”. Sob o selo da COLA Animation, tem produzido um vasto catálogo de filmes de autor de realizadores de todo o mundo, muitos dos quais foram selecionados e premiados em festivais de referência. Em 2022/2023, com “Ice Merchants”, de João Gonzalez, Bruno Caetano tornou-se o primeiro produtor português de animação nomeado para um Prémio de Cinema Europeu, o segundo a conquistar um Annie Award para melhor curta-metragem e, em janeiro de 2023, o primeiro produtor português a ser nomeado para um Óscar da Academia instituição da qual é membro desde então. 10.Georges Sifianos: cineasta grego, investigador e professor emérito da École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs (ENSAD), em Paris. Formou-se em Pintura e Cenografia na Escola de Belas-Artes de Atenas, prosseguindo estudos em Animação na Gobelins, também em Paris. Em 1988, concluiu o doutoramento em Estética da Animação na Sorbonne, tornando-se uma das figuras pioneiras da reflexão académica sobre o cinema de animação. Em 1995, fundou o Departamento de Estudos de Animação da ENSAD, onde lecionou e orientou projetos durante mais de duas décadas. O seu percurso académico inclui docência em várias instituições e universidades na Índia, Grécia, China e Japão. A sua investigação centra-se na estética da animação, na perceção e nas imagens mentais, bem como na análise do movimento na arte antiga. É autor de Aesthetics of Animation Cinema, distinguido com o Prémio McLaren-Lambart para Melhor Livro Científico em 2014, além de ter publicado diversos artigos científicos e capítulos de livros que consolidam a sua reputação como um dos grandes teóricos contemporâneos da animação. 11.Luca Tóth: realizadora e ilustradora húngara, cuja obra se destaca pela originalidade estética e pelo olhar irreverente sobre o comportamento humano. Formou-se em Animação, na Universidade de Arte e Design MoholyNagy, em Budapeste, e prosseguiu estudos no Royal College of Art, em Londres, onde concluiu o seu mestrado. O seu filme de fim de curso (“The Age of Curious”) conquistou o Prémio de Distinção do Júri no festival de Annecy, marcando o início de uma carreira em ascensão. Após alguns anos de estudo e trabalho no Reino Unido, regressou a Budapeste, onde realizou a sua primeira curta-metragem independente, “Superbia” (2016), apresentada na Semana da Crítica de Cannes e foi selecionada para mais de 80 festivais internacionais. A sua curta-metragem mais recente, “Mr. Mare” (2019), estreou na Berlinale e consolidou a sua reputação como uma das vozes mais singulares e ousadas da animação europeia contemporânea. Júri da competição internacional All Aboard 12.Márcio Laranjeira: cineasta espinhense que atravessa formatos e fronteiras na sua constante exploração pela arte de contar histórias. A partir de um conceito de “novela documental”, desenvolvido em Buenos Aires, onde estudou, tem assinado obras que desafiam as convenções: documentários, ficções, curtas e longas-metragens, instalações e, mais recentemente, uma minissérie. No seu cinema, a realidade é sempre permeável à fantasia. As personagens nascem do quotidiano, mas são filmadas por um olhar que mistura memória, sonho, ilusão e tempo. Filmes como “Fuera de Cuadro, La Ilusión te Queda” e “Uma Rapariga da Sua Idade” sublinham a sua assinatura autoral, em que as histórias não se definem apenas pelo que narram, mas por quem as conta e como veem o Mundo. Em breve, deverá estrear na RTP a minissérie “Casa-Abrigo”; um retrato sensível sobre mulheres que se reconstroem longe da violência, onde o que fere e cura se manifesta no interior das personagens. Paralelamente, prepara uma peça de teatro, um livro de contos e regressa a Espinho com um novo projeto cinematográfico que descreve como “um presente de aniversário” para o CINANIMA, a propósito do seu 50.º aniversário, em 2026. 13.Ricardo Riscas: designer gráfico, DJ e criador multidisciplinar com raízes em Espinho e que traz um percurso que cruza o Design, a Música e a experimentação artística. Ao longo de mais de 15 anos de experiência no Design Gráfico e Editorial, desenvolveu identidades visuais e conceitos gráficos para alguns dos principais festivais portugueses, entre os quais o FEST , New Directors, New Films, o CINANIMA e o FANTASPORTO. Paralelamente, colaborou com jornais semanais e diversos projetos culturais independentes, deixando a sua marca numa linguagem visual que quer em diálogo com o som, o ritmo e o espaço. É cofundador da Salitre - um coletivo artístico multidisciplinar que reúne criadores de diferentes áreas, como ilustração, moda, fotografia e jornalismo, promovendo eventos e experiências ligadas à mú- sica alternativa e às artes visuais. A música ocupa também um lugar central na sua prática: como DJ, explora seleções ecléticas, que vão do jazz à eletrónica, atravessando décadas e géneros, para criar atmosferas sensoriais únicas. O seu olhar criativo estende-se ainda à “artesanaria sonora”, através do projeto Lucky Stripes, dedicado à construção de guitarras “cigar box” feitas com materiais reutilizados. 14.Sofia Faria: natural de São Paio de Oleiros, freguesia do concelho de Santa Maria da Feira, tem dedicado mais de duas décadas à preservação do património e da memória do papel. Desde 2018 que é coordenadora do Museu do Papel Terras de Santa Maria, instituição que tem sido um polo na valorização da história, da técnica e da arte do papel em Portugal. Funcionária da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira desde 2001, integrou a equipa fundadora do museu, onde desempenhou funções em áreas como a conservação preventiva, a montagem de exposições, a coordenação dos serviços educativos e a produção de papel artesanal e industrial. É licenciada em Conservação e Restauro do Património pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique (2010) e frequentou o mestrado em Museologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Iniciou o seu percurso com formação profissional em Conservação, Restauro, Encadernação e Reciclagem de Papel, em 2001. Participou na organização de encontros científicos internacionais e contribuiu para diversas publicações do Museu do Papel, incluindo os catálogos “Do Moinho à Fábrica e Da Floresta ao Papel”, bem como a obra “Filigrana: Séculos XIV,XIX” (Coleção TECNICELPA). Júri da competição nacional 15.Adriana Andrade: é realizadora e animadora, vive em Lisboa e tem vindo a afirmar-se como uma das novas vozes do cinema de animação português. Formou-se na Escola Profissional de Imagem, no curso de Animação 2D/3D, que incluiu um estágio em Malta, ao abrigo do programa Erasmus+. Prosseguiu os estudos em Animação Digital na Universidade Lusófona, onde corealizou a curta “Pelas Costuras”, uma experiência que marcou o início do seu percurso autoral e revelou o seu gosto pela mix-media e por materiais não convencionais, como tecidos, missangas e quinquilharias. O filme foi premiado em vários festivais, entre eles o CINANIMA e os Prémios Sophia Estudante. No último ano da licenciatura, corealizou as curtas “O Velho e o Farol” e “Já Estive Aqui”, obras que consolidam a sua ligação à técnica de stop motion e a um universo gráfico singular, de textura e experimentação. 16.Menno de Nooijer: artista independente desde 1990, que explora uma variedade de meios que incluem filmes de animação, instalações de vídeo, fotografia, escultura, performances e teatro multimédia. Ao longo da carreira, colaborou com o seu pai, Paul de Nooijer, e com numerosos outros artistas, criando um corpo de trabalho que se evidencia pela riqueza experimental e interdisciplinaridade. A sua produção, que inclui cerca de 250 filmes e obras videográficas, integra a coleção do Eye Filmmuseum, em Amesterdão, e está também representada em diversas coleções de museus internacionais. 17.Nik Phelps: originário do Texas (EUA), reside em Gent (Bélgica) e é considerado uma das figuras mais influentes na música para o cinema de animação. Ao longo da sua carreira, tocou com artistas como Eric Johnson, Lou Rawls, Frank Sinatra, They Might Be Giants, Frank Zappa e Mary Martin, e gravou por mais de uma década com Tom Waits, participando em três bandas sonoras e cinco álbuns. Começou a trabalhar com música para cinema em 1988, integrando a Club Foot Orchestra, grupo pioneiro em bandas sonoras para filmes mudos. Desde 1995, dedica a sua arte à animação, sendo nomeado para um Prémio Annie pela música da série televisiva da CBS “The Twisted Tales of Felix the Cat”. Em 1996, cofundou o Sprocket Ensemble, projeto que une música ao vivo e filmes de animação. Colabora regularmente com animadores como Nina Paley, Bill Plympton, e Lei Lei. Dá workshops sobre música, design de som e performance para realizadores iniciantes e profissionais em escolas, fóruns e festivais europeus. Henrique Praça, produtor do projeto, explica que esta residência se tem realizado nos últimos dois anos para os alunos do ensino secundário. Acontece que, feita uma avaliação destas duas edições, a organização decidiu executar uma “reformulação bastante profunda” destas oficinas. “Isto é, mantiveram-se apenas os objetivos e aumentou-se substancialmente o orçamento. Assim, a nova edição da Oficina Artística em Animação tem três componentes: uma ação de formação de professores, acreditada, de seis horas, destinada aos docentes titulares das turmas que participam; mentoria aos alunos a realizar pela equipa de formadores, nas escolas; uma residência de dois dias em Espinho, que inclui a finalização dos projetos, pós-produção e ainda visionamento de filmes do programa do festival deste ano. Ao todo são 30 horas por turma, de setembro a novembro... Uma vez que estão a participar nove turmas, temos um total de 270 horas”, calcula o responsável. Henrique Praça esclarece também que a estrutura pedagógica do programa se mantém fiel ao conceito que tem orientado o CINANIMA nestas iniciativas de educação para o cinema: ver, fazer e pensar cinema de animação. O objetivo, diz, é “usar o cinema de animação enquanto prática artística e de construção de conhecimento, de questionamento do mundo e de aquisição de competências”, além de promover a criatividade e a articulação entre diferentes disciplinas educativas recorrendo à produção de objetos em imagem animada. Três cinemas, três histórias Este ano, a residência artística partilha uma temática comum: a memória dos antigos espaços de exibição cinematográfica. Cada grupo de três turmas, de três escolas diferentes, está a produzir um filme sobre a história de um cinema local. Assim, o projeto dá vida à memória de três espaços emblemáticos: o extinto Cine-Teatro S. Pedro, em Espinho, o Cinema Imperador, em S. João da Madeira (reconvertido na atual Casa da Criatividade), e o resistente Cinema Trindade, no Porto, ainda em plena atividade. JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE OBRAS DE ESTUDANTES J Ú R I D A C O M P E T I Ç Ã O I N T E R N A C I O N A L D E L O N G A S - M E T R A G E N S JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL ALL ABOARD JÚRI DA COMPETIÇÃO NACIONAL Escolas participantes na Oficina Artística em Animação: - Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira (Espinho) - Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida (Espinho) - Escola Artística Soares dos Reis (Porto) - Escola Secundária Gaia Nascente (Oliveira do Douro, V.N. Gaia) - Escola Secundária Dr. Serafim Leite (S. João da Madeira) - Escola Secundária João da Silva Ferreira (S. João da Madeira) - Escola Secundária de Santa Maria da Feira - Escola Secundária D. Dinis (Ovar Sul) - Escola Secundária de Esmoriz (Ovar Norte)