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ECONOMIA - FUNCIONÁRIOS DA APTIV PASSAM PARA NOVA EMPRESA

Reconquista

2025-11-20 22:03:19

NOVA SOCIEDADE ANÓNIMA É CRIADA EM PORTUGAL E INTEGRA A UNIDADE ALBICASTRENSE Aptiv sai da casa mãe e fci a em nova empresa ECONOMIA A fábrica da Aptiv em Castelo Branco vai deixar de depender da casa-mãe internacional e passará a ser detida por uma nova sociedade anónima que incluirá ainda o polo tecnológico do Lumiar. João Carrega joao.carrega@reconquista.pt A fábrica de cablagens da Aptiv em Castelo Branco, um dos maiores empregadores no distrito, vai deixar de pertencer à empresa-mãe da Aptiv a nível internacional e passará a ser detida por uma nova sociedade anónima que além da unidade albicastrense incluirá também o polo tecnológico do Lumiar. Na casa-mãe mantém-se a Aptiv de Braga. A mudança ocorrerá a 1 de abril, mas a nova sociedade irá ser criada em dezembro. No fundo esta operação dá origem a uma spin-of, ou seja uma nova empresa constituída a partir de uma empresa-mãe. Esta nova sociedade vai ser cotada em bolsa.com esta divisão, a Aptiv que anualmente fatura em todo o mundo 21 biliões de dólares deixa de ter sob a sua responsabilidade o negócio das cablagens em todo o mundo, o que corresponde a 8,5 biliões de dólares de faturação anual. O anúncio foi feito no plenário do Comitê Europeu da Empresa Aptiv, onde participou Francisco Matias, em representação dos trabalhadores e do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel). “Segundo a Aptiv a separação permitirá que cada uma das empresas se foque mais no seu crescimento próprio, permitindo uma maior e mais rápida expansão”, ex-plica aquele responsável.com esta alteração os cerca de 910 funcionários da Aptiv em Castelo Branco vão passar para a nova sociedade anónima, “sendo garantidos todos os direitos (contrato de trabalho e antiguidade). Prevê-se que a transferência dos trabalhadores comece a ser feita já no início de dezembro, sendo que o processo deverá fci ar fechado em março”, adianta Francisco Matias. O representante de Portugal no plenário do Comité Europeu da Em-presa Aptiv diz ter questionado os responsáveis internacionais sobre as alterações que poderiam ocorrer nas fábricas de Portugal. “Questionei-os no sentido de saber se haveria alguma alteração ou restruturação nas fábricas de Portugal à semelhança do que está a acontecer em outras da zona euro, como na Roménia com encerramento de fábricas; e na Polónia, Alemanha e França, com despedimentos por mútuo acordo. Foi-me garantido que não se prevê, nos próximos anos, qualquer alteração nas estruturas das fábricas em Portugal”. Segundo apurámos, esta alteração não vai mudar em nada o funcionamento da fábrica em Castelo Branco. Recorde-se que a atual Aptiv já sofreu várias alterações de nome (Cablesa, Delphi e agora Aptiv), mas nunca tinha sido criada uma nova empresa para assumir a unidade em Castelo Branco e, neste caso, também o polo tecnológico do Lumiar Neste momento, a fábrica de Castelo Branco produz cablagens para veículos a combustão das marcas John Deere, INEOS, Ferrari, Maserati e Alfa Romeo, e para viaturas elétricas da Ferrari e Maserati. Francisco Matias revela que só depois do “processo estar concluído é que será decidido o nome da marca que operará nos mercados a nível global”. INOVAÇÃO Entretanto, em funcionamento está também a outra fábrica da Aptiv em Castelo Branco para a produção de cabos de dados e de alta voltagem. Uma unidade altamente tecnológica, que neste momento funciona em instalações cedidas pela Câmara albicastrense (antiga fábrica de Fernando Miguel, na zona industrial). Para esta nova unidade, que deverá vir a ter novas instalações, a Aptiv anunciou um investimento de 10 milhões de dólares. A unidade de produção tem já 40 funcionários e funciona em dois turnos, estando a ser estudada a hipótese de passar para três turnos. A produção tem sido escoada para Marrocos. O Reconquista procurou obter declarações dos responsáveis da Aptiv em Castelo Branco, mas até à hora de fecho da nossa edição, não obtivemos qualquer resposta. Fábrica em Castelo Branco vai deixar de depender da casa-mãe internacional e passará a ser detida por uma nova sociedade anónima que incluirá também o polo tecnológico do Lumiar. Fábrica de Castelo Branco passa para uma nova sociedade anónima Francisco Matias participou no plenário João Carrega