AUDI NÃO ABANDONA O DIESEL E ANUNCIA NOVO MOTOR PARA DOIS MODELOS
2025-11-28 22:04:06

A Audi tem uma nova motorização para o Q5 e para o A6. Estes dois modelos, com sistema de tração integral quattro, vão passar a ter propulsores a diesel com a tecnologia mild-hybrid MHEV plus. Os Audi Q5 e A6 vão ter uma nova motorização mild-hybrid MHEV plus com propulsor a diesel. Este junta-se a um sistema híbrido que inclui motor elétrico com 24 cv de potência extra, compressor elétrico, alternador de arranque e bateria de fosfato de ferro-lítio. O motor V6 TDI é de 3,0 litros, debitando 299 cv de potência e 580 Nm de binário - tendo um turbocompressor tradicional. O Q5 apresenta consumos de 6,8 litros a cada 100 km, enquanto no A6 os consumos médios são de 6,1 litros por 100 km. O automóvel usa apenas a energia elétrica em cenários como o trânsito lento dentro das cidades, estacionamento, manobras lentas ou de trânsito constante fora das cidades. O alternador de arranque aciona o motor de combustão a diesel e apoia-o na fase de aceleração inicial, enquanto o motor elétrico fornece potência e binário na aceleração - com 24 cv e 230 Nm extra para usar em situações de arranque ou ultrapassagem. Quando o carro está a desacelerar, pode recuperar até 25 kW de energia para a bateria de fosfato de ferro-lítio. Por outro lado, segundo o fabricante de Ingolstadt, o compressor elétrico - posicionado atrás do turbocompressor convencional e do intercooler - anula o atraso na resposta do turbo. Assim, há um binário alto a baixas rotações e é possível obter uma redução significativa dos consumos de combustível face à anterior geração de motores. Esta é a primeira vez que a tecnologia MHEV plus da Audi inclui um compressor elétrico, que faz parte integral do sistema de gestão do motor. Apoia o turbocompressor num processo de carregamento em duas fases. Combustíveis sustentáveis A Audi aposta também nos combustíveis sustentáveis para esta motorização diesel. O V6 TDI poderá usar produtos HVO em conformidade com a norma europeia. Este combustível permite baixar as emissões de dióxido de carbono entre 70 e 95 por cento por comparação com um produto de origem fóssil. Este combustível sustentável é produzido a partir de resíduos como óleo de cozinha usado ou subprodutos agrícolas, sendo convertidos para hidrocarbonetos alifáticos saturados através do uso de hidrogénio. Assim, passam a ser adequados para alimentar motores a diesel. Bernardo Matias