BENTLEY SUPERSPORTS - SÓ PARA 500 FELIZARDOS
2025-11-28 22:04:20

A Bentley decidiu criar edição limitada muito especial do Continental GT, desde logo, por ser a primeira derivação da história do carro, entre as homologadas para estrada (isto é, excetuando OS GT3 de competição), com tração apenas às rodas traseiras. Motor: V8 4.0 biturbo com 666 cv! ABentley, marca do Grupo Volkswagen especializada em automóveis de luxo baseada em Crewe, Inglaterra, desvendou na plenitude a sua mais recente coqueluche, cuja estreia em público está marcada para janeiro de 2026, no Dubai, e de que serão fabricados, à mão, não mais do que 500 exemplares numerados, possíveis de encomendar a partir de março (por que preço não se sabel), mas está prometido que a produção arrancará no outono do próximo ano, para que as primeiras entregas a clientes possam ter lugar no início de 2027. Chama-se Supersports. Para além das suas qualidades intrínsecas, e da exclusividade inerente ao seu reduzido volume de produção (reforçada pelo facto de apenas estar disponível nos mercados dos 27 países da União Europeia, Reino Unido, Suíça, Turquia, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Malásia, Omã, Bahrain, Emirados ãrabes Unidos, Catar e Kuweit), existem outros atributos que fazem do novo Supersports um automóvel particularmente apetecível, mormente para os colecionadores/investidores. A começar pela sua “linhagem”: apresentado no ano em que se comemora um século do nascimento do primeiro Bentley Super Sports (baseado no 3 Litre de 1925, que contava com um motor de 4 cilindros e 3 litros melhorado, um chassis mais curto e um peso mais reduzido, foi o primeiro da marca a superar a fasquia das 100 milhas por hora ,161 km/h =, e do mesmo foram produzidas apenas 18 unidades), é apenas o quarto automóvel do construtor britânico, propriedade do consórcio alemão desde 1998, a fazer uso desta designação (na sua aglutinada e mais moderna forma Supersports). Sucede, assim, ao Continental GT Supersports de 2009 (100 kg mais leve do que a variante de série, motor 6.0-w12 biturbo de 630 CV, 329 km/h de velocidade máxima, primeiro membro da família Continental com apenas dois lugares, 1207 coupés e 583 descapotáveis produzidos) e ao Continental GT Supersports de 2017 (derivado do Continental GT da segunda geração, 336 km/h de velocidade máxima, 710 unidades produzidas, nas configurações “fechada” e "aberta", a coincidir com a potência, em “cavalo-vapor”, debitada pelo seu motor 6.0W12 biturbo). Mas com uma nuance não pouco importante: se os seus antecessores apostaram sempre na máxima performan-ce, nomeadamente em termos de velocidade máxima, agora, a Bentley afirma que a esse trunfo se junta o máximo envolvimento do condutor na experiência de utilização, resultado da combinação de uma acentuada redução do peso face ao Continental GT “standard” (a mais extrema do historial da marca) com um novo motor e a transmissão da potência apenas ao eixo traseiro o que não deixará, por certo, de fazer brilhar os olhos dos mais puristas. ? como nasceu o novo Bentley Supersports? De uma ideia apresentada, em setembro de 2024, por uma pequena equipa de engenheiros da marca, que teorizou sobre o comportamento dinâmico de um Continental GT com tração traseira e peso inferior a duas toneladas. Concedida a autorização para a construção um protótipo, que entrou em pista apenas seis semanas depois, para validar o conceito, o respetivo desempenho foi convincente ao ponto de ser decidida a sua passagem à produção. Mas tudo entregue a uma equipa de engenharia pequena e altamente especializada, e mantido sob grande sigilo, sob o nome de código Mildred em homenagem a Mildred Mary Petre, nascida em 1895, pioneira e recordista em terra, no mar e no ar, e que, em 1929, pilotou sozinha um Bentley 4 Y2 Litros durante 24 horas no circuito de MontIhéry, em França, a uma média de quase 90 mph (145 km/h), estabelecendo um novo recorde de resistência. Relativamente aos argumentos técnicos do novo Bentley Supersports, nada como começar pelo motor: v8 biturbo de 4,0 litros totalmente a combustão (a supressão da vertente eletrificada da unidade híbrida de que deriva, e anima o Continental GT "normal", foi determinante para alcançar um peso inferior a 2000 kg), com um bloco mais robusto, cabeças otimizadas, turbocompressores de maiores dimensões, e um exclusivo sistema de escape completo em titânio da Akrapovic. O rendimento de 666 cv e 800 Nm traduz-se na mais elevada potência específica alguma vez alcançada por um motor Bentley (166,5 cv/l), e em prestações a que não é fácil ficar indiferente: 3,7 segundos nos 0-100 km/h, e velocidade máxima na casa dos 310 km/h (valores provisórios, ainda pendentes de homologação). A transmissão está a cargo de uma caixa pilotada ZF de dupla embraiagem e 8 velocidades, a mesma dos restantes Continental GT, mas recalibrada, com embraia-gens reforçadas, e uma nova estratégia de trocas de mudança, ainda mais rápidas, tendo a lógica de reduções em travagem sido redefinida para garantir a máxima estabilidade nestas circunstâncias. O eixo traseiro, com via alargada em 16 mm face à do Continental GT de série, é o único responsável por colocar a potência no chão, no que é coadjuvado pelo diferencial autoblocante eLSD de controlo eletrónico, e pelo sistema de vectorização de binário através da travagem. Já o sistema de travagem, o maior do mundo utilizado por um automóvel de produção em série, dispõe de discos carbono-cerâmicos (CSiC, ou carbono-carboneto de silício), com 440 mm de diâmetro na frente, atuados por pinças de 10 pistões, e de 410 mm, com pinças de quatro pistões, atrás (sendo as pinças pintadas de preto, de série, ou de vermelho, em opção). Ao passo que as inéditas jantes forjadas e maquinadas de 22", desenvolvidas em parceria com a Manthey Racing, estão revestidas por pneus Pirelli P Zero (podendo, em opção, montar pneus Pirelli Trofeo RS). Para garantir que dinâmica está à altura das prestações, a suspensão recorre a triângulos sobrepostos em alumínio na frente, e a um esquema multibraços atrás, dispondo, ainda, de eixo traseiro direcional (as rodas traseiras viram no mesmo sentido das dianteiras a baixa velocidade, para maior agilidade, e no sentido oposto a velocidades mais elevadas, para incrementar a estabilidade), molas pneumáticas, amor-tecedores de dupla câmara geridos eletronicamente (com controlo independente em compressão e extensão), e sistema Bentley Dynamic Ride a 48 v, com barras estabilizadoras ativas, e capaz de aplicar até 1300 Nm em apenas 0,3 segundos, para garantir a máxima estabilidade em curva.com tudo isto, a Bentley assegura que o Supersports, quando equipado com os pneus Pirelli Trofeo RS, é capaz de ser 30% mais rápido a curvar do que o Continental GT Speed, e de atingir forças laterais de até 1,3 g. Ao mesmo tempo, foram totalmente reprogramadas as calibrações da direção, da suspensão, e dos controlos eletrónicos de tração e estabilidade em que o utilizador pode optar pelos modos em que este está totalmente ativo, em que permite um certo grau de derrapagem e sobreviragem (Modo Dinâmico), ou em que é totalmente desligado. Por seu turno, o sistema Drive Dynamics Controller passa a oferecer três novas opções: Modo Touring (equivalente ao modo Sport do Continental GT Speed, mas com uma altura ao solo mais elevada, um amortecimento mais macio, e uma sonoridade do escape mais discreta); Modo Bentley (estratégia de passagens de caixa, resposta do acelerador e afinação do châssis mais desportivas; válvulas do sistema de escape abertas, para intensificar a sonoridade; sistema Launch Control disponível); e Modo Sport (todos os componentes na sua configuração mais extrema, totalmente orientada para a envolvência ao volante). Não menos importante é o facto de este ser o Bentley mais leve dos últimos 85 anos, e o capaz de gerar mais “downforce” de sempre. Pesa quase 500 kg menos do que o Continental GT, graças, para além do já referido, ao tejadilho em fibra de carbono, e não em alumínio (o que também contribui para baixar o centro de gravidade, e incrementar a rigidez estrutural); à supressão do banco traseiro, passando a lotação a ser de apenas dois lugares; a eliminação de algum do material fonoabsorvente na sec-ção posterior do habitáculo (revestida por uma estrutura em fibra de carbono forrada a pele); e à dispensa de alguns sistemas de assistência à condução considerados pela Bentley supérfluos num automóvel com a vocação do novo Supersports. Ainda no habitáculo, menção para os novos bancos desportivos ultraleves, com apoio lateral reforçado, elementos em carbono na zona dos ombros, e colocados numa posição mais baixa (mas sem por isSo deixarem de oferecer regulações elétricas de 11 vias e aquecimento); para os revestimentos em fibra de carbono de alto brilho; para os bordados e emblemas específicos; e para a placa numerada aplicada na consola central. No exterior, todas as modificações foram operadas segundo o princípio “a forma segue a função”, por maximizar a força descendente e/ou reduzir o peso. Deste nodo, o novo para-choques dianteiro integra o maior “splitter” alguma vez montado num Bentley com matrículas, canalizando ar para arrefecimento do motor e dos travões dianteiros; os defletores aerodinâmicos em ambos os para-choques, as saias laterais, as lâminas nos guarda-lamas, o difusor traseiro, o defletor traseiro fixo montado na tampa da mala, as caixas dos espelhos, e a tampa do motor, são em fibra de carbono; e a grelha do radiador, em malha leve de alumínio ultrafino, e de desenho exclusivo, é cortada a laser. Tudo para que o novo Supersports seja capaz de gerar mais 300 kg de “downforce” do que o Continental GT Speed, e registe um peso em ordem de marcha abaixo de 2000 kg, repartido numa proporção 54/46 entre os eixos dianteiro e traseiro). Primeira foto do SUV elétrico A 6 de novembro do ano passado, a Bentley, através de comunicado, anunciava as atualizações introduzidas no Beyond100 apresentado, pela primeira vez, em 2020. Um ano depois, o fabricante britânico de automóveis de luxo na “órbita” do Grupo Volkswagen, informou que introduziu mais mudanças no plano estratégico, que passou a chamar-se Beyond100+, de forma a adaptá-lo ao momento de instabilidade no setor automóvel (indústria e mercado). No entanto, o arranque da produção em série do primeiro SUV elétrico da marca inglesa continua programado para o próximo ano, compromisso ilustrado pela divulgação da primeira foto do carro! Inicialmente, recorda-se, a Bentley, no Beyond 100, tinha projetos de eletrificação muito mais ambiciosos, incluindo o fim da produção de motores de combustão interna em 2030, mas o Beyond 100+ do ano passado adiou esse objetivo para 2035. E, na ocasião do anúncio da adaptação do plano, a marca assumiu outro compromisso: produção do primeiro automóvel elétrico em 2026. O construtor renovou, também, o objetivo de cumprir as regras ambientais impostas pela União Europeia (UE), sobretudo no campo das emissões de co2, com tecnologias como as motorizações elétricas e híbridas Plug-In (PHEV). Agora, a marca admite manter a produção de motores de combustão interna para lá de 2035, devido ao crescimento na procura de PHEV, tecnologia que combina mecânicas térmicas e elétricas! Durante conferência de Imprensa em Crewe, o diretor Frank-Steffen Walliser disse que o Beyond100+ não é mais do que uma adaptação da estratégia do fabricante às expectativas de desenvolvimento dos maiores mercados internacionais e das exigências e necessidades dos clientes de automóveis de luxo. Walliser também apresentou a linha de montagem do primeiro Bentley 100% elétrico, confirmando o início da produção para o final de 2026 e o arranque das entregas a clientes para 2027. Trata-se de SUV projetado, desenvolvido e produzido em Crewe que cria segmento no mercado dos automóveis de luxo. A marca britânica apresenta-o como mais compacto do que Bentayga, por medir menos de 5 m de comprimento, e orientado para uma utilização mais urbana, o que cumpre condição para seduzir muitos clientes novos, como a marca ambiciona. De acordo com o patrão da marca, O SUV contará com autonomia acima da média (mais de 600 km, garante-se) e tecnologia de carregamento rápido (0h07 de alimentação com corrente contínua, energia para mais 160 km). Walliser não anunciou detalhes, mas acredita-se que o carro assenta na Premium Platform Electric (PPE) com arquitetura elétrica de 800 v, estrutura criada por Audi e Porsche a primeira utiliza-o nos A6 e nos Q6, a segunda nas gerações novas do Macan e do Cayenne. António de Sousa Pereira