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LEAPMOTOR B10 - À TERCEIRA É DE VEZ

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2025-11-28 22:04:29

Ao volante. A Leapmotor, marca representada fora da China pela Stellantis, após acordo de parceria para a globalização do fabricante de automóveis com energias novas (leia-se elétricos e híbridos Plug-In), surgiu em Portugal com O T03 e o C10 , o primeiro é citadino e concorre no segmento A e o segundo é Sport Utility Vehicle (SUV) com dimensões familiares e posiciona-se no D. o terceiro modelo na gama é este B10, SUV compacto elétrico com muitos méritos e preços competitivos. Em estradas francesas, registámos as primeiras impressões de condução. Afórmula por detrás dos nomes dos Leapmotor explica-se assim: “A letra remete-nos para o segmento abaixo daquele em que o carro compete, o 10 apresenta-nos o formato de SUV e o 05 significa que tem carroçara hatchback [5 portas]” O TO3 pertence a geração anterior de automóveis, com designações diferentes. Este tipo de problemas não é novo, e existem outras marcas confrontadas com a questão... Mas, aqui, muito mais do que a origem da designação, pretende-se concluir o que vale o B10 concorrente na categoria dos compactos com motorizações elétricas. Segundo a marca chinesa com que a Stellantis mantém acordo de parceria, este é o primeiro automóvel pensado, especificamente, para mercados internacionais e não só para a China. A base é a plataforma LEAP 3.5. Nesta arquitetura, a bateria, que conta com células montadas transversalmente, não precisa de qualquer tipo de cai-xa. As suspensões são independentes nos dois eixos (MacPherson à frente, multibraços atrás). E esta estrutura tem “sistema de controlo central classificado entre os mais compactos e eficientes do mundo”, diz o fabricante. O Leapmotor B10 mede 4,515 m de comprimento e 2735 m entre eixos. Logo, tem dimensões semelhantes às do Skoda Elroq, o que permite "arrumar” dois pacotes de baterias debaixo do piso do habitáculo: o mais pequeno dispõe de 56,2 KWh de capacidade e equipa o Pro (até 361 km de autonomia, segundo a norma WLTP); já o maior, com 67,1 KWh de capacidade, encontra-se na versão Pro Max e permite à marca chinesa reivindicar até 434 km de autonomia, igualmente de acordo com o protocolo de homologação europeu. Não são números fantásticos, nem nenhuma dos acumuladores é capaz de propô-los! A potência máxima de recarregamento é de 168 kW. Assim, a energia armazenada aumenta de 30% para 80% em 0h20. Em pontos de carga com corrente alternada, a potência máxima admitida é de 11 kW. O motor elétrico, independentemente da bateria, tem 218 cv e 240 Nm, encontra-se montado no eixo traseiro e move somente as rodas posteriores. E a Leapmotor, para o B10, reivindica 170 km/h de velocidade máxima limitando-a, protege-se a autonomia e 7,5 S na aceleração 0 a 100 km/h. Valores razões para SUV com as características do B10, nomeadamente em matéria de dimensões e peso (a partir de 1780 kg). E a massa encontra-se distribuída equitativamente pelos eixos, o que beneficia o desempenho dinâmico do automóvel. Desenvolvido e testado em Balocco (Itália) A Leapmotor International (é 49% da marca chinesa e 51% da Stellantis) trabaIhou na otimização do desempenho dinâmico do B10 no centro de testes do consórcio em Balocco, Itália. E O objetivo foi adaptá-lo aos gostos dos condutores europeus. O carro ainda é fabricado apenas na China, mas anuncia-se plano para produzi-lo na Europa, numa unidade industrial da Stellantis em Espanha. Em termos de desenho exterior, o B10 aproxima-se do c10, com superfícies muito arredondadas e um estilo que não sobressai na individualidade e na originalidade, já que é demasiado semelhante a outros carros importados da China. No entanto, possui puxadores de porta de abertura em compasso e jantes de 18”, de liga leve, elementos que destacamos No interior, minimalismo é a palavra-chave. Ainda assim, as grelhas do sistema de climatização estão visíveis, ao contrário do que acontece no c10, e existe consola com dois pisos. O comando da transmissão está posicionado em haste na coluna da direção, à direita, e funciona bem. Existe, ainda, um painel de instrumentos de pequenas dimensões atrás do volante, mas a maioria da informação apresenta-se concentrada no monitor com 14,6" do sistema multimédia, no centro do painel de bordo. Os retrovisores exteriores têm de ajustar-se em comandos hápticos posicionados do volante, o que é possível apenas depois de escolhermos a função numa página do sistema multimédia, facto que torna a ação pouco prática. Recomenda-se, por isso, a reorganização de algumas ideias , e de outras tantas funções. A posição de condução do Leapmotor B10 mais do que satisfaz, por desfrutarmos de banco, volante e pedais posicionados de forma correta. O banco é confortável e o volante tem boa pega. ? a visibilidade não merece quaisquer reparos, devido a uma linha de cintura pouco alta. Já o espaço nos lugares de trás impressiona mais no comprimento e na altura do que na largura e a bagageira, na configuração mais comum, com encostos dos bancos traseiros na vertical, disponibiliza 430 litros de capacida-de = somam-se-Ihes OS 25 no “frunk” sob o "capot". Para abrirmos as portas do B10, temos de encostar cartão no retrovisor do lado do condutor. E O automóvel pode iniciar a marcha só depois de colocarmos o mesmo cartão em local próprio na consola central, pressionar o pedal que aciona o travão e selecionar as posições D ou R da transmissão. Também em página do sistema multimédia, seleção de três níveis de aceleração, intensidade da regeneração de energia durante as desacelerações e as travagens, e tato da direção. No entanto, as diferenças entre patamares não são expressivas. Arrancámos com os níveis baixos e depressa concluímos que a direção fica muito leve e sem tato, e o acelerador está bem calibrado e disponibiliza força suficiente. Já o pedal de travão podia ser mais progressivo (tocando-o, mostra-se demasiado sensível). O nível mínimo da intensidade do sistema regeneração parece-nos leve, o que é bom só para autoestrada. Infelizmente, não existem quaisquer patilhas no volante para mudarmos de nível e, assim, aproveitarmos a eficiência do sistema e também há modo zero, nem função “one pedal” ou programa automático. Primeira experiência de condução O que mais agradou nos primeiros quilómetros, que cumprimos em estradas algo degradadas, foi o conforto proporcionado por banco, suspensão e pneus (medida 235/50 R18). O B10 passa por cima de mau piso com indiferença suficiente e sem “abanar” os seus ocupantes! A bateria colocada em posição muito baixa desce o centro de gravidade do B10, o que impede grandes movimentos da carroçaria em curva, mas o amortecimento é macio, o que explica o bambolear que sentimos sempre que passamos por bossa ou depressão no piso. Assim, o sistema funciona melhor nas frequências altas do que nas médias. A direção fornece algum tato só no nível três, o “desportivo”, que conta com menos assistência, mas nem assim é exemplo de rapidez ou precisão. Numas quantas curvas do percurso de teste, avaliámos a agilidade do Leapmotor B10, que se mostrou suficiente para SUV do segmento c que privilegia muito mais o conforto. Registámos algumas subviragens nas entradas em curva mais rápidas e sobreviragens sempre que a tração traseira conseguiu rodar o carro na segunda metade da viragem. Mesmo com o controlo eletrónico de estabilidade desativado, a atitude segura e previsível mantém-se. O que é um elogio e não uma crítica! Este contacto não permitiu uma medição fidedigna dos consumos reais. Conclusão Os preços em Portugal já são conhecidos: a partir de 29 285 EUR (versão Life Pro com a bateria que tem 56,2 KWh de capacidade). é valor competitivo, considerando as dimensões e o posicionamento de automóvel que tem mais duas versões, ambas com baterias que têm 67,1 kWh de capacidade (Life Pro Max e Design Pro Max) , a primeira é proposta por 31.285 EUR e a segunda, a topo de gama, por 32.785 EUR. Este terceiro Leapmotor é o mais adaptado ao mercado português. E a marca tem mais novidades na agenda, nomeadamente o B05 (berlina compacta do segmento c), o c16 e os dois subcompactos confirmados para a categoria dos utilitários (B). o plano é posicionar-se (bem!) entre os segmentos A e D. Os números confirmam o sucesso da estratégia, com as vendas a duplicarem anualmente. Objetivo quase imediato: 600.000 carros/ano só na China e volumes ainda maiores nos mercados de exportação. FICHA TeCNICA Leapmotor B10 Life Pro Leapmoto B10 Life Pro Max MOTOR Tipo Elétrico, traseiro Elétrico, traseiro Potência 218 cv (160 KW) 218 cv (160 KW) Binário 240 cv 240 CV BATERIA Tipo/Tensão iões de lítio (LFP)/400 V lões de lítio (LFP)/400 V Capacidade 56,2 KWh 67,1 kWh Carregamento 0% a 100% 2h30 a 11KW 2h30 a 11KW Carregamento 20% a 80% 0h20 a 168 KW 0h20 a 168 KW TRANSMISSaO Tração Traseira Traseira Caixa de velocidades Automática de 1 vel. Automática de 1 vel. CHASSIS Suspensão F Ind. MacPherson Ind. MacPherson Suspensão T Ind. multibraços Ind. multibraços Travões F/T Discos Ventilados/Discos Discos ventilados/Discos Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,7 m Elétrica/10,7 m DIMENSOES E CAPACIDADES Comprimento/largura/altura 4,515/1,855/1,655 m 4,515/1,855/1,655 m Distância entre eixos 2,735 m 2,735 m Mala 525 litros ("frunk": 25 litros) 525 litros ("frunk": 25 litros) Pneus F 235/50 R18 235/50 R18 Pneus T 235/50 R18 235/50 R18 Peso 1780 kg 1845 kg Relação peso/potência 8,17 kg/cv 8,46kg/cv PRESTAçOES E CONSUMOS Velocidade máxima 170 km/h Aceleração 0-100 km/h 7,5 s 7,5 S Consumo médio (WLTP) 17,2 kWh/100 Km 17,3 kWh/100 Km Autonomia combinada (WLTP) 361 km 434 km § PREçO PREçO LEAPMOTOR 29.285 EUR 31.285 EUR FRANCISCO MOTA