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BRAGANÇA - AMPLIAÇÃO DO BRIGANTIA ECOPARK É PRIORIDADE DO MUNICÍPIO PARA INCENTIVAR A TRANSIÇÃO DIGITAL E ATRAIR PROJETOS DE SILVER ECONOMY

Mensageiro de Bragança

2025-11-28 22:04:33

A ampliação do Brigantia Ecopark é um dos projetos que o novo executivo camarário quer executar, tanto mais que o atual edifício está, praticamente, lotado, adiantou a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, na passada quinta-feira à margem do Pré-Evento do VII Congresso Internacional Silver Economy, que decorrerá em Zamora nos dias 27, 28 e 29 de novembro. “Decidimos contratar esse projeto, para que depois possamos encontrar a fonte de financiamento com vista à sua expansão. Hoje está aberto um aviso para infraestruturas tecnológicas, que na região Norte se chama Descoberta Empreendedora, mas que o executivo anterior não aproveitou. Portanto, o Instituto Politécnico irá aproveitar, e bem, para ampliar e criar mais uma estrutura científica”, deu conta. A autarca explicou que já fez saber ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) que Bragança quer candidatar o projeto de ampliação do Parque de Ciência e Tecnologia. “É para sinalizar que nós temos também uma infraestrutura tecnológica para candidatar. Teremos de encontrar a fonte de financiamento”, afirmou Isabel Ferreira. A ampliação do Brigantia prende-se com a aposta que o município quer fazer na criação de emprego e de dinâmicas empreendedoras e empresariais. “A ideia passa pela transformação desta área envolvente que aqui vemos num verdadeiro parque tecnológico. Hoje, temos aqui uma excelente infraestrutura tecnológica, que tem de evo// 27/11/2025 luir para um parque tecnológico, onde estejam outros serviços mais abrangentes de apoio às empresas e também empresas e empreendedores de base tecnológica, em setores importantes para Bragança, como é o setor agroalimentar. Todo o cluster da indústria automóvel, mas também muito focado no tema deste projeto, e que é um exemplo das empresas que poderão estar localizadas aqui”, acrescentou a autarca. Projetos de Silver Economy com o futuro na rota A Silver Economy, ou seja, empresas e projetos destinados a um público a partir dos 50 anos, é uma das vertentes em que o município quer fomentar o investimento. Estes assuntos vão estar em debate nos dias 27 e 29 de novembro no VII Congresso Internacional Silver Economy, em Zamora, com a participação do Município de Bragança. “Será um momento de reflexão e partilha de conhecimento, apresentando ferramentas e soluções inovadoras que visam reforçar a competitividade das empresas e entidades públicas no contexto da Silver Economy”, indicou Isabel Ferreira. Esta iniciativa integra-se no Digital Innovation Hub Silver Economy (DIH_SE), do qual o Município de Bragança é parceiro, promovendo a transformação digital das PME (Pequenas e Médias Empresas) e das administrações públicas locais ligadas à Silver Economy. “Eu destacaria dois aspetos muito importantes. Primeiro é um projeto que tem uma escala transfronteiriça, que envolve Portugal e Espanha, e, por isso, dá também aqui uma escala de intervenção maior. Queria, também, destacar esse aspeto. Uma vez que do ponto de vista do município, a estratégia da cooperação transfronteiriça é prioritária. O tema é muito relevante para um concelho como Bragança, pois uma aposta que todos os Estados membros da Europa estão a passar é a da transição digital, que exige que os diversos atores se preparem para essa transição”, indicou. Isabel Ferreira defende que a digitalização e as inovações digitais têm um público muito importante em Bragança, constituído pelas PME, tanto mais que o tecido empresarial do concelho é constituído maioritariamente por micro e pequenas empresas. “Portanto, é essencial que o tecido empresarial também entre neste compromisso de digitalização e de inovação digital. Mas também de desenvolvimento tecnológico e de soluções destinadas a um público particular. Isto leva-me a um terceiro aspeto do proje-to relacionado com a Silver Economy e com as pessoas mais velhas. Embora a idade alvo, aqui é mais de 50 anos, onde eu própria já me incluo. É uma faixa etária que, cada vez mais, precisa de soluções tecnológicas que podem beneficiar em diversas vertentes, como na vertente social, na saúde, na vertente económica e comercial”, observou a autarca. O projeto da Silver Economy pode não só ajudar na dinâmica empresarial, como na criação de oportunidades de emprego, mas, sobretudo, novos serviços e produtos para as empresas e serviços de base tecnológica. Fazer de Bragança uma cidade inteligente O Município de Bragança quer evoluir “para aquilo que são as cidades inteligentes”, destacou Isabel Ferreira, “Atualmente termos tudo monitorizado de forma integrada, desde as questões da iluminação pública à recolha de resíduos. Só para dar alguns exemplos de como as tecnologias podem ajudar a gerir de forma mais eficiente, também, o nosso concelho”, acrescentou. O desafio demográfico coloca-se tanto em Bragança como em Zamora, face ao envelhecimento da população e ao despovoamento. “Um projeto como este cobre, não só a população da Silver Economy, mas pelo impacto que cria nas empresas pode ser gerador de emprego para os mais jovens. Por isso, o envolvimento das empresas, quer de Bragança, quer de Zamora. No contexto transfronteiriço é desejável até, mesmo, para explorar novas áreas de negócio. Há uns anos nenhuma empresa, certamente, pensaria em desenvolver dispositivos para assistência ou monitorização da saúde dos mais velhos. Monitorização de quedas ou de distribuição e indicação dos fármacos que cada pessoa tem de tomar. Hoje isto é uma realidade de negócio e, portanto, uma oportunidade”, explicou Isabel Ferreira. Isabel Ferreira na sessão de apresentação Glória Lopes