F. C. PORTO - LÍDERES DAS CASAS PORTISTAS OUVIDOS SOBRE BILHETES
2025-12-01 22:09:45

Líderes das casas do F.C. Porto ouvidos no “Bilhete Dourado” Autoridades querem estabelecer circuito de venda de ingressos. Faturas pessoais de “Macaco” poderão ter servido para tapar buraco nas contas alexandre. panda@jn.pt INVESTIGAçàO Os presidentes das Casas do F.C. Porto, assim como os líderes dos núcleos espalhados pelo país, têm sido chamados pela PSP e o Ministério Público (MP) para prestar declarações óno âmbito do processo “Bilhete Dourado”, em que se investiga um alegado esquema de venda ilegal de ingressos do clube azul e branco, pretensamente liderado pela família do ex-presidente da claque Super Dragões (SD), Fernando Madureira. “Macaco”, que se mantém em prisão preventiva após a sua condenação no processo “Pretoriano", já solicitou ao MP, há meses, a sua constituição como arguido no “Bilhete Dourado”, mas a procuradora titular ainda não se pronunciou. A investigação ao alegado esquema de venda de bilhetes na candonga já estará na reta final. De acordo com informações recolhidas pelo JN, diversos líderes de casas e núcleos com acesso a ingressos, cedidos aos SD, já foram ouvidos pelas autoridades, que querem perceber qual era o circuito dos bilhetes e do dinheiro. Como os ingressos eram recebidos, quem os entregava e quem recebia o dinheiro são as perguntas que as autoridades querem esclarecer. FATURAS CONTRA BILHETES Além dos bilhetes cedidos pelo clube aos SD, que constituem o busílis da investigação, existem suspeitas de que funcionários do clube desviavam ingressos, com a alegada conivên-cia de responsáveis da empresa “Porto Comercial”. Esses bilhetes também seriam comercializados óno mercado negro, à semelhança dos destinados à claque dos SD. “Macaco” é suspeito de ficar com parte do dinheiro das entradas: se eram vendidos bilhetes da claque num determinado montante, entregava a maioria ao clube e apropriava-se de uma espécie de uma comissão, acredita o MP. Para maquilhar a contabilidade da SAD e evitar a deteção de um buraco nas finanças, entregaria faturas à SAD. Uma auditoria encomendada pela atual direção detetou que, entre 2017 e 2024, o F. C. Porto suportou viagens, estadias de luxo e gastos pessoais de Fernando e Sandra Madureira, familiares e amigos. As deslocações são coincidentes com o Natal, passagens de ano, férias de verão e outros períodos em que não havia jogo e, portanto, não estariam abrangidas pelo protocolo da claque. Existem suspeitas de que algumas dessas faturas pessoais serviram apenas como suporte contabilístico, para cobrir a falta de receitas da bilhética, vendida na candonga. Entre os arguidos da Operação “Bilhete Dourado” já estão familiares diretos de Madureira, que se mantém, apenas como suspeito. “Macaco", sabe o JN, já pediu ao MP, há vários meses, para ser arguido e, assim, obter todos os direitos inerentes. Porém, apesar de ser considerado o mentor do esquema, as autoridades ainda não lhe responderam. Ingressos cedidos aos Super Dragões eram vendidos no mercado negro P. 18 PORMENORES Dinheiro e carros apreendidos Os 42 mil euros, dois BMW e um Porsche 97, apreendidos na habitação do casal Madureira durante as buscas efetuadas no âmbito da “Operação Preto riano” ficaram à Ordem do inquérito da “Operação Bilhete Dourado”, pOr ordem da procuradora Graça Ferreira. Convites em casa dos Madureira Em maio do ano passado, quatro meses após a detenção de “Macaco”, nas buscas realizadas pela DIC da PSP à casa de Fernando e Sandra Madureira, em Gaia, foram encontrados mil bilhetes e cerca de 20 mil euros em dinheiro. Estes bilhetes não tinham valor facial e) legalmente, não podiam ser vendidos. PROCESSO Recurso da Pretoriano já subiu à Relação O processo da Operação Pretoriano, que levou à condenação de Fernando Madureira a 3 anos e 9 meses de prisão com pena efetiva pelos crimes de ofensa à integridade fisica, subiu, na última terça-feira, ao Tribunal da Relação. e la que serão apreciados os recursos dos arguidos e do Ministério Público. “Macaco” mantém-se em prisão preventiva. Fernando Madureira não é arguido nesta operação, mas Sandra já é Alexandre Panda