pressmedia logo

DS Nº4 JÁ ESTÁ EM PORTUGAL E EVOLUI (MUITO) FACE AO MODELO ANTERIOR

Observador Online

2025-12-02 22:15:05

A DS remodelou o DS 4, um dos modelos mais importantes para o mercado europeu, rebaptizando-o DS Nº4, a forma do construtor francês indicar que possui versão eléctrica. Além de híbrida, diesel e PHEV. A DS, um dos construtores Premium da Stellantis , juntamente com a Alfa Romeo, Lancia e Maserati -, decidiu reformular o DS4, o seu modelo da gama média, no mercado desde 2021. O seu sucessor é, curiosamente, denominado DS Nº4, o que segundo o construtor francês é código para um modelo com versão 100% eléctrica, além de híbridas, diesel e híbridas plug-in (PHEV). O comportamento em estrada revelou um veículo confortável e bem insonorizado 9 fotos A DS escolheu a cidade do Porto para revelar à imprensa mundial a sua mais recente criação, que rompe por completo com as formas do seu antecessor. Com linhas mais modernas e ousadas, o novo DS Nº4 consegue ser mais atraente apesar de manter o chassis, bem como a generalidade das dimensões, com o comprimento a continuar nos 4,40 m, a largura nos 1,87 m e a altura nos 1,47 m. Isto explica um espaço interior agradável para um modelo deste segmento, com a bagageira a acompanhar ao anunciar uma capacidade de 430 litros nas versões a diesel e híbrida, valor que cai para 390 litros na versão eléctrica e para 360 litros na versão híbrida plug-in (PHEV), devido à presença das baterias. E, como de acordo com a marca, o anterior DS 4 já comercializava 60% das unidades com o nível de acabamento mais completo (e oneroso), tudo indica que continuarão a ser as versões mais completas a liderar a procura, com o preço a não afastar os clientes mais exigentes. Se o estilo exterior do DS Nº4 é refinado, o interior não lhe fica atrás ao cruzar bons materiais com uma construção cuidada. Conduzimos o novo modelo compacto da DS no Porto, uma berlina que não deixa de piscar o olho a quem aprecia os crossovers, uma espécie de SUV menos volumosos e mais eficientes e divertidos de conduzir. A posição de condução agrada e o espaço também, apesar do acesso ao assento posterior poder colocar algumas dificuldades aos ocupantes mais altos ou mais encorpados. Por dentro o DS Nº4 justifica a pretensão do construtor em colocá-lo como concorrentes dos modelos premium deste segmento 10 fotos O novo DS Nº4 surpreende sobretudo pelas mecânicas que disponibiliza, levando longe a anunciada capacidade multienergia do seu chassis, propondo simultaneamente motores a combustão, híbridos, híbridos plug-in e 100% eléctricos. O híbrido é o mais acessível e possui 145 cv, fornecidos pelo motor sobrealimentado a gasolina, o 1.2 com três cilindros do grupo que debita 136 cv, associado a uma caixa de dupla embraiagem e a um sistema mild hybrid a 48V (alimentado por uma bateria com 0,432 kWh de capacidade útil) que contribui com 29 cv e 55 Nm para reduzir ligeiramente o consumo, anunciando 5,2 l/100 km em WLTP. Nas margens do Douro, esta versão revelou-se agradável de conduzir e com potência suficiente para a maioria dos condutores (202 km/h e 9,5 segundos de 0-100 km/h), ainda que a redução de consumo não fosse entusiasmante. Os preços arrancam nos 37.550EUR, na versão Pallas, para a mais a equipada, a Jules Verne, ascender a 40.050EUR. Se o híbrido será a versão mais vendida e disponível desde o início da comercialização, o DS Nº4 E-Tense é a grande novidade, sendo a primeira vez que a DS oferece uma versão 100% eléctrica neste segmento. Equipado com um motor de 212 cv (156 kW), alimentado por uma bateria com uma capacidade útil de 58,3 kWh (carregando em DC a 120 kW), o DS Nº4 anuncia 450 km entre recargas em WLTP. O eléctrico da gama, igualmente disponível deste o arranque na comercialização entre nós, atinge 160 km/h e os 0-100 km/h ao fim de 7,1 segundos, sendo proposto por 46.850EUR na versão Pallas e 49.850EUR na Étoile. Ao volante, a versão E-Tense não faz sentir em demasia o peso adicional que a presença da sua bateria implica, continuando e à semelhança da versão híbrida, a não evidenciar ruídos parasitas nem suspensões barulhentas. A potência é superior à de outros modelos deste segmento do grupo Stellantis, o que permite um andamento mais vivo, com o modelo a assegurar o desejado dinamismo se for esse o desejo do condutor, obviamente à custa de uma maior autonomia. Os detalhes que fazem a diferença no novo DS Nº4 9 fotos Em 2026, a DS completará esta gama inicial do Nº4 com duas versões adicionais, a começar pela diesel, que tem cada vez menos interesse neste segmento. Outro dos reforços é a híbrida plug-in, que recorre a um motor 1.6 sobrealimentado com 180 cv, associado a um eléctrico com 110 cv, atingindo 225 cv, 233 km/h, 0-100 km/h em 7,4 segundos e cerca de 77 km em modo EV. Contudo, devido à nova regulamentação europeia e por o modelo estar ainda em fase de homologação, a Stellantis não consegue determinar de momento o interesse de exportar este PHEV para o nosso mercado, o que só acontecerá quando for conhecida a autonomia definitiva em modo EV, bem como as emissões de CO2. O comportamento em estrada revelou um veículo confortável e bem insonorizado Por dentro o DS Nº4 justifica a pretensão do construtor em colocá-lo como concorrentes dos modelos premium deste segmento Os detalhes que fazem a diferença no novo DS Nº4 Alfredo Lavrador