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TESLA APRENDEU COM AS MARCAS CHINESAS A CORTAR CUSTOS

Turbo Online

2025-12-03 22:09:25

John McNeill, antigo presidente da Tesla, revelou como a empresa aprendeu com as marcas chinesas a reduzir custos. Uma estratégia bastante comum na indústria automóvel. John McNeill, antigo presidente da Tesla, revelou como a empresa aprendeu com as marcas chinesas a reduzir custos. Uma estratégia bastante comum na indústria automóvel. Que as marcas automóveis testam e desmontam os carros de outras marcas, não é novidade. É uma prática bastante comum na indústria automóvel, servindo como exemplo a vez em que foi visto um Xiaomi a sair das instalações da Ferrari. Trata-se de uma estratégia assente na análise competitiva e em engenharia inversa. Uma das marcas que ficámos a saber ter recorrido a esta tática é a Tesla. Segundo John McNeill, um antigo executivo da empresa durante 2015 e 2018, a empresa norte-americana desmontou veículos elétricos chineses e aplicou as lições aprendidas nos seus modelos, que depois se tornaram líderes de vendas globais. O segredo da Tesla para reduzir custos McNeill foi presidente da Tesla durante o período em que a empresa estava a desenvolver os Model 3 e o Model Y. Os dois modelos que depois se tornaram em líderes de mercado no seu segmento. Em entrevista à publicação Business Insider, o antigo executivo descreveu a empresa durante esse período como “uma esponja de aprendizagem”, acrescentando que a maior lição aprendida com os carros chineses que analisaram foi a partilha de componentes entre vários modelos. “Os engenheiros chineses são realmente disciplinados a reutilizar peças sob o capô que o cliente não vê, e poupam imenso dinheiro dessa forma”, disse McNeill. Desenvolver peças comuns para vários modelos não é novidade para vários fabricantes. Mas, de acordo com McNeill, as marcas chinesas elevam a prática a outro nível. O mesmo explica: “Se desmontarmos todos os BYD, [encontramos] o mesmo motor do limpa-para-brisas em todos; a mesma bomba de calor em todos; o mesmo sistema de condutas em todos”. Algo que o antigo executivo considerou “super inteligente, porque um motor de limpa-para-brisas não muda realmente a experiência do utilizador nem a melhora”. Tesla aplicou a fórmula e funcionou, mas agora não é suficiente A Tesla nunca omitiu que os Model 3 e Model Y partilham vários componentes. É sabido que ambos partilham a plataforma, motores e até diversos componentes interiores como os puxadores das portas ou os botões. Esta estratégia de partilha de peças permitiu à Tesla reduzir os custos de produção e manter a competitividade dos preços dos seus modelos durante bastante tempo. Foi por isso que o Model 3 foi um sucesso imediato quando foi lançado, em 2018. Contudo, avançando até aos dias de hoje, a Tesla enfrenta hoje um cenário mais desafiante. A redução de custos já não é suficiente para travar a queda da quota de mercado na China, onde a concorrência local evoluiu rapidamente e assumiu a liderança na inovação dos veículos elétricos. Que as marcas automóveis testam e desmontam os carros de outras marcas, não é novidade. É uma prática bastante comum na indústria automóvel, servindo como exemplo a vez em que foi visto um Xiaomi a sair das instalações da Ferrari. Trata-se de uma estratégia assente na análise competitiva e em engenharia inversa. Uma das marcas que ficámos a saber ter recorrido a esta tática é a Tesla. Segundo John McNeill, um antigo executivo da empresa durante 2015 e 2018, a empresa norte-americana desmontou veículos elétricos chineses e aplicou as lições aprendidas nos seus modelos, que depois se tornaram líderes de vendas globais. AD AD © Tesla O segredo da Tesla para reduzir custos McNeill foi presidente da Tesla durante o período em que a empresa estava a desenvolver os Model 3 e o Model Y. Os dois modelos que depois se tornaram em líderes de mercado no seu segmento. Em entrevista à publicação Business Insider, o antigo executivo descreveu a empresa durante esse período como “uma esponja de aprendizagem”, acrescentando que a maior lição aprendida com os carros chineses que analisaram foi a partilha de componentes entre vários modelos. “Os engenheiros chineses são realmente disciplinados a reutilizar peças sob o capô que o cliente não vê, e poupam imenso dinheiro dessa forma”, disse McNeill. Tesla Model 3 e Tesla Model Y | © Tesla Desenvolver peças comuns para vários modelos não é novidade para vários fabricantes. Mas, de acordo com McNeill, as marcas chinesas elevam a prática a outro nível. AD AD O mesmo explica: “Se desmontarmos todos os BYD, [encontramos] o mesmo motor do limpa-para-brisas em todos; a mesma bomba de calor em todos; o mesmo sistema de condutas em todos”. Algo que o antigo executivo considerou “super inteligente, porque um motor de limpa-para-brisas não muda realmente a experiência do utilizador nem a melhora”. © BYD Tesla aplicou a fórmula e funcionou, mas agora não é suficiente A Tesla nunca omitiu que os Model 3 e Model Y partilham vários componentes. É sabido que ambos partilham a plataforma, motores e até diversos componentes interiores como os puxadores das portas ou os botões. Esta estratégia de partilha de peças permitiu à Tesla reduzir os custos de produção e manter a competitividade dos preços dos seus modelos durante bastante tempo. Foi por isso que o Model 3 foi um sucesso imediato quando foi lançado, em 2018. AD AD Contudo, avançando até aos dias de hoje, a Tesla enfrenta hoje um cenário mais desafiante. A redução de custos já não é suficiente para travar a queda da quota de mercado na China, onde a concorrência local evoluiu rapidamente e assumiu a liderança na inovação dos veículos elétricos. Bruno Gouveia