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O PREÇO DA NÃO ESCOLHA

Diário do Sul

2025-12-04 22:11:38

informação, a eletrificação do mundo em que vivemos é inexorável, o que não significa que não continuem a ser utilizados combustíveis fósseis para produzir eletricidade. Sistemas de dados, redes de produção e de carregamento e veículos farão cada vez mais parte do mesmo ecossistema e serão geridos de forma integrada. Antevejo rápida progressão dos veículos elétricos nas cidades, sobretudo nos transportes públicos e na designada mobilidade suave, uma maturidade rápida do hidrogénio nos transportes pesados e uma transição mais lenta em todos os outros domínios. Refletir sobre a questão “Estaremos nós a caminhar para o fim dos combustíveis fósseis?” tem também um enorme impacto no planeamento do futuro das cidades e dos territórios. Quando entre 2009 e 2011 fui Secretário de Estado da Energia, a indústria europeia tinha todas as condições para liderar a transição dos veículos convencionais para os veículos elétricos, e detinha a primazia nas tecnologias de armazenamento e carregamento. As pressões da indústria tradicional para desacelerar a transformação teve um resultado nefasto. Hoje a indústria automóvel europeia não lidera nem nos veículos com motores de combustão nem nos veículos elétricos. O preço da não escolha foi uma fatura a dobrar. Que nos sirva de lição para outros domínios. Para o planeamento da mobilidade urbana e interurbana por exemplo.