TOYOTA GR GT É UMA MÁQUINA INFERNAL. MAS NÃO PARA JÁ
2025-12-08 22:07:30

O GR GT, com 650 cv, é o desportivo de série da Toyota mais potente de sempre, possuindo ainda um chassi leve e uma aerodinâmica apurada. Também está prevista uma versão de competição, mas só em 2027. De uma assentada, a Toyota revelou dois superdesportivos dignos de respeito, um destinado à estrada e o outro exclusivo para pistas. O primeiro, o GR GT, concebido pela Toyota Gazoo Racing, o departamento de competição da marca nipónica, é um coupé de dois lugares com uma frente enorme e um habitáculo muito chegado atrás, apontando a mira a modelos como o Mercedes AMG GT, ao extrair 650 cv de uma mecânica híbrida, em que o elemento principal é um imponente V8 biturbo. Já o segundo coupé da marca é uma versão de competição do GR GT, desenvolvida segundo os regulamentos da categoria GT3 da FIA - daí chamar-se Toyota GR GT3 - e visa competir nestes disputados campeonatos (mundial e europeu), ombreando com modelos como os Ferrari, Lamborghini, Aston Martin, McLaren, Audi, BMW, Mercedes e Porsche, a que se juntam as norte-americanas Chevrolet e Ford. O interior do coupé de dois lugares da marca japonesa, com motor à frente e tracção traseira 4 fotos O Toyota GR GT surge envolvido por uma carroçaria agressiva e recheada de apêndices aerodinâmicos, destinados a conduzir o fluxo de ar de forma a optimizar a refrigeração e o apoio aerodinâmico, sem comprometer a sua capacidade de atingir uma velocidade máxima superior, que marca anuncia rondar 320 km/h. Com 4,82 m de comprimento, 2 m de largura e apenas 1,2 m de altura, o GR GT deixa bem claro os seus objetivos, que começam desde logo por ser leve. Para tal, o construtor desenvolveu o seu primeiro modelo com uma carroçaria integralmente construída em alumínio, com uma zona central em monobloco, que depois é completada à frente e atrás com sistemas tubulares. O resultado é um peso que a marca admite ser inferior a 1750 kg, o que lhe permite uma vantagem de praticamente 200 kg face ao AMG GT coupé mais assanhado. O chassi em alumínio permite ganhar peso, enquanto o sistema Transaxle optimiza a distribuição de massa pelos dois eixos 8 fotos Além de leve, a Toyota pretendeu que o GR GT fosse equilibrado, pelo montou o V8 à frente, mas em posição o mais recuada possível, enquanto deslocou para a traseira a caixa automática de oito velocidades, que é nova e está associada ao eixo traseiro. Lá dentro está o motor eléctrico desta mecânica híbrida, com o V8 a estar ligado à caixa através de um sistema Transaxle, uma espécie de veio de transmissão que torna possível separar o motor de combustão mais de 1,5 m da embraiagem e respectiva caixa de velocidades. Com isto, a marca anuncia que apenas 45% do peso do conjunto incide sobre as rodas da frente, com os restantes 55% a estarem colocados sobre a traseira, onde está o eixo motriz. Mesmo para a versão de estrada, a Toyota não se poupou a esforços para optimizar o fluxo de ar que envolve o GR GT 3 fotos Para mover o GR GT a Toyota recorreu ao novo 4.0 V8 biturbo que, como é tradicional na marca, surge reforçado por uma mecânica híbrida, sem que o construtor tenha avançado dados referentes à potência do motor eléctrico, nem da bateria que o alimenta. O resultado são os já anunciados 650 cv e 850 Nm de binário, desconhecendo-se se estes valores são apenas devidos ao motor a combustão ou ao acumulado do conjunto híbrido, o que é normal, uma vez que o coupé agora revelado ainda está em fase de desenvolvimento. Certo é que a marca anuncia uma velocidade máxima de 320 km/h, mais uma vez “em cima” dos valores reivindicados pelo AMG GT. Mas há uma má notícia para quem gostaria de rumar já ao concessionário mais próximo e adquirir a nova bomba da Toyota: o coupé não estará disponível para entrega a clientes antes de 2027. Este é o GR GT3, a versão de competição do Toyota GR GT destinada a competir nos campeonatos FIA GT3 3 fotos Caso seja um piloto profissional, com aspirações a lutar pela vitória, ou um gentleman driver, acima de tudo movido pelo prazer de competir aos comandos de veículos de competição bem nascidos - de recordar que a Toyota disputa os lugares da frente no Campeonato do Mundo de Ralis e no Campeonato do Mundo de Resistência -, a marca japonesa irá comercializar em simultâneo o GR GT3, a versão destinada a competir nos campeonatos FIA GT3. E tal como acontece com os seus futuros adversários, também o GR GT3 terá de abrir mão do sistema híbrido, depositando a confiança da marca exclusivamente na potência fornecida pelo 4.0 V8 biturbo, que ainda assim irá ser “equilibrada” pelo BOP, ou seja, o Balance of Performance, para aproximar o rendimento dos diferentes modelos e tornar a competição mais viva. O interior do coupé de dois lugares da marca japonesa, com motor à frente e tracção traseira O chassi em alumínio permite ganhar peso, enquanto o sistema Transaxle optimiza a distribuição de massa pelos dois eixos Mesmo para a versão de estrada, a Toyota não se poupou a esforços para optimizar o fluxo de ar que envolve o GR GT Este é o GR GT3, a versão de competição do Toyota GR GT destinada a competir nos campeonatos FIA GT3 Alfredo Lavrador