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ADESÃO MUITO ELEVADA : GREVE GERAL TRAVA SERVIÇOS ESSENCIAIS. VEJA A LISTA DA CGTP

Sapo Online

2025-12-11 22:06:14

CGTP e UGT confirmam elevada adesão à greve geral com paralisação total em transportes e saúde A primeira greve geral em 12 anos - convocada em conjunto pela CGTP e pela UGT - está esta quinta-feira a provocar uma paralisação expressiva em setores essenciais, segundo os números divulgados pelos sindicatos. Lisboa e Porto amanheceram com muito pouco movimento, quase em ambiente de feriado, enquanto serviços municipais, hospitais, transportes e grandes unidades industriais registam adesões muito elevadas. A listagem da CGTP, atualizada às 05h30, confirma dezenas de serviços encerrados e múltiplas operações completamente paradas. Mas ainda não tinha, por exemplo escolas. A central sindical garante que a adesão está a superar as expectativas nos setores estratégicos. Com as duas maiores cidades do país anormalmente silenciosas e vários serviços públicos e privados a funcionar de forma muito limitada, Portugal vive hoje uma das mobilizações laborais mais extensas desde 2013. Autarquias e serviços urbanos Os serviços municipais de higiene urbana e recolha de resíduos estão entre os mais afetados. Municípios como Setúbal, Palmela, Moita, Amadora, Évora, Viana do Castelo, Loures, Sintra, Seixal e Vila Franca de Xira registam encerramento total ou adesões de 98% a 100% nos turnos de recolha noturna. Em Lisboa, a limpeza urbana - sobretudo motoristas do turno noturno - apresenta adesões na ordem dos 90%. No Funchal, a recolha de resíduos e limpeza urbana funciona também com paralisações acima dos 55%. Transportes e logística A paralisação nos transportes públicos tem efeitos imediatos: CP e Infraestruturas de Portugal apresentam 100% de adesão em vários pontos da rede ferroviária. No Metro de Lisboa, há registo de paralisação total em diversos serviços. A Transtejo/Soflusa, que assegura as ligações fluviais da Área Metropolitana de Lisboa, tem igualmente adesão total. As oficinas da Carris, em Odivelas, estão totalmente paradas. Na logística, unidades como Super Bock Logística, Rangel (Montijo), armazéns da Tabaqueira e o polo logístico da Sonae na Azambuja registam adesões entre 70% e 100%, com impacto na distribuição de bens essenciais. Saúde: hospitais e unidades locais de saúde A saúde é o setor onde se verifica o maior número de serviços com adesão próxima ou igual a 100%. Entre os muitos casos reportados: Hospital de Santa Maria (Lisboa) - ORL, urgência de Urologia, Oftalmologia, bloco de partos e vários serviços críticos. Hospital de Loures - larga maioria das alas e especialidades paradas. Elvas - RX, laboratório, ortopedia e várias alas de internamento com adesão total. Portalegre - maternidade, pediatria, paliativos, cirurgia e psiquiatria. Outras unidades de referência - São João (Porto), Garcia de Orta (Almada), Braga, Viseu, Santarém, Setúbal, Covilhã e Chaves - registam adesões entre 90% e 100%, afetando urgências, serviços técnicos, blocos operatórios e enfermarias. A Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital D. Estefânia apresentam também adesões muito elevadas em auxiliares, administrativos e enfermagem. Indústria e energia A paralisação é particularmente expressiva no setor industrial: A Autoeuropa tem produção parada, com unidades fornecedoras - Forvia Faurecia, Viroc, Benteler, SMP Automotive, Preh Portugal, Gestamp, Inapal Metal - a registarem adesões de 80% a 99%. No setor ambiental e energético, unidades da Valorsul, ERSUC, Águas do Tejo Atlântico e Amarsul apresentam paralisação total ou adesões entre 75% e 100%. Também empresas como Orica Mining (Aljustrel), Continental Advanced Antenna (Vila Real) e Gallo Vidro (Marinha Grande) têm adesões entre 70% e 100%. Comércio e serviços O impacto é menos homogéneo, mas ainda relevante em vários pontos: A Santa Casa da Misericórdia de Espinho, unidades sociais em Loures, hotéis e empresas de limpeza - incluindo equipas que operam em aeronaves - registam adesões de 57% a 100%. No retalho e distribuição, há 50% de adesão em centros logísticos da Mercadona (Almeirim) e Pingo Doce (Alverca). Empresas de portaria, vigilância e limpeza ligadas ao STAD apresentam valores elevados em Palmela, Sintra e Lisboa. SAPO