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FORD ESCOLHEU A RENAULT PARA O FUTURO DOS SEUS MODELOS ELÉTRICOS

Escape Livre Online

2025-12-11 22:06:14

Após o namoro com o grupo VW que deu origem ao Explorer e ao Capri e que não deu os resultados esperados, a Ford muda, outra vez, de parceiro. Com efeito, a Ford escolheu a Renault como parceira para o nascimento de dois novos modelos 100% elétricos. A fria relação com os germânicos não teve condições de prosseguir e Jim Farley, CEO da Ford Motor Company, decidiu percorrer o caminho rumo à eletrificação de braço dado com os franceses. Com toda a certeza que outro construtor já teria arrumado a trouxa e zarpado, assim como fez a General Motors quando vendeu a Opel. Naturalmente que a Ford não pode vender a Ford Europa. Mas também não é essa a vontade dos responsáveis da casa da oval azul. Jim Baumbick, CEO Ford Europa, Jim Farley, CEO Ford Motor Company, François Prevost, CEO da Renault, Josep Maria Recasens, CEO AmpereFord escolheu Renault e quer reverter a decisão de acabar com os motores térmicos De acordo com Jim Farley, CEO da Ford Motor Company, a parceria estratégica com o Grupo Renault marca um passo importante para a Ford. E apoia a nossa estratégia de construir um negócio altamente eficiente e preparado para o futuro na Europa. Iremos combinar a escala industrial e os ativos de automóveis elétricos do Grupo Renault com o design icónico e a dinâmica de condução da Ford. Com o intuito de criar automóveis divertidos, capazes e distintamente Ford no seu espírito. Para entendedor meia palavra basta. E Farley até deixa claro que quer um negócio rentável no Velho Continente com todas as letras! Portanto, apesar de estar em grandes dificuldades por anos e anos de prejuízo, a Ford continua apostada em manter a sua presença na Europa. Mas quer mais! Quer mais competitividade da marca e quer reverter a decisão de acabar com os motores térmicos em 2035. Explorer e Capri não surtiam o efeito desejado Acima de tudo, a Ford quer emendar a mão. Em primeiro lugar, reverter as decisões de acabar com o Fiesta e o Focus. Em segundo lugar, essas decisões penalizaram, fortemente, a Ford. Finalmente, num mercado que teima em não ir além dos 16% de quota de modelos 100% elétricos, o Explorer e o Capri (que são, na essência, o mesmo carro com base VW) não surtiram o efeito desejado. Por outro lado, manter os motores de combustão interna é uma das maneiras de fazer isso. Como? Segundo a Ford, todos devem beneficiar da eletrificação, deixando a escolha aos clientes, escolham eles um automóvel 100% elétrico ou um híbrido. “Trata-se de tornar a transição mais simples e acessível para todos os consumidores e empresas, estimulando a procura e não o bloqueio” palavras de Jim Baumbick, presidente da Ford Europa. Jim Farley, CEO Ford Motor Company e François Provost, CEO Grupo RenaultFord escolheu a Renault para automóveis elétricos e comerciais De acordo com a Ford, a quota de mercado de veículos elétricos mantém-se, teimosamente, abaixo dos 25% necessários para serem lucrativos. Com uma quota de 16,1%, está longe disso e da meta ambiental de redução do CO2 ainda em 2025. E nos comerciais essa penetração não vai além dos 8%. Dessa forma, a Ford decidiu avançar com a aliança com a Renault. Com, para já, dois carros de segmentos ainda por revelar. O que permite especular que o regresso do Fiesta e do Focus estejam no horizonte. Por outro lado, a Ford fechou a fábrica de Saarlouis e enviou um milhar de colaboradores para o desemprego. Com o prolongamento dos motores de combustão interna, podem ser salvas as unidades de Valência, Espanha, Colónia na Alemanha e de Halewood e Dagenham, no Reino Unido. Porque os novos modelos serão fabricados em França, o que são ótimas notícias para as fábricas da Renault de Douai e Maubergue, as duas unidades que, praticamente, só produzem modelos 100% elétricos. Paralelamente, foi assinado uma carta de intenções para explorar o desenvolvimento e produção de veículos comerciais ligeiros com marca Ford e Renault, com plataformas comuns e grande economia de escala. Ou seja, a Renault encontrou na Ford o parceiro para o lugar da Mercedes, com maior conhecimento e com um negócio sólido no mercado dos Comerciais, a boia salvadora da Ford no Velho Continente. Renault entrega as plataformas, Ford desenvolve estilo e comportamento Neste acordo, a Renault irá entregar as bases para os dois veículos com a Ford a ficar encarregue do estilo e do comportamento dinâmico. Por outro lado, embora nada esteja acordado e esta parceria seja de apenas dois veículos, mais os comerciais, há mais na calha. Segundo as duas marcas, há uma nova geração de veículos multi-energia que chegará em 2028. E de onde poderá sair o substituto do Focus. [Additional Text]: FORD EXPLORER 8 José Manuel Costa