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TEST DRIVE - OPEL FRONTERA ELECTRIC 44KWH

Auto Drive

2025-12-12 22:06:21

NOME ANTIGO, MAS CARRO (ULTRA) NOVO. O MODELO OPEL, QUE VEIO HÁ TEMPOS SUBSTITUIR O PEQUENO CROSSLAND, ESCONDE VÁRIAS CARTAS NA MANGA E PODE SER UM CASO SÉRIO DE SUCESSO. ANDÁMOS Às VOLTAS NA METRÓPOLE COM A VERSÃO ELÉTRICA, QUE CONTA COM 113 CV E UMA BATERIA DE 44KWH (OU 54 KWH) Entre o final do nosso velho conhecido Opel Frontera e o início da produção desta reinterpretação (numa era de confusão) passaram-se só.. 20 anos. A Opel já não é da GM, em 2017 foi comprada pela PSA e por sua vez, entretanto, deu-se o “super grupo” chamado Stellantis (que juntou ao cardápio a Fiat Chrysler Automobiles). Não é por isso de estranhar que este Frontera do século XXI seja no fundo um Citroên C3 Aircross da segunda geração. E sim, existem diferenças entre os dois (além das óbvias) e os senhores alemães da Opel andaram ali de lápis azul a mudar umas coisas, para o bem e para o mal. Mas, feitas as contas, o Frontera deve a sua existência à “plataforma indiana do grupo”, designada como “Smart Car Platform”, que foi desenvolvida pela Tata para a PSA, sendo aproveitada para e reduzindo assim os custos servir os pequenos elétricos da Stellantis, caso do Citroên êC3, Fiat Grande Panda e entre outros (nomeadamente para mercados fora da Europa) este Opel Frontera que ensaiámos. E se este Opel é irmão do eC3 Aircross, também se pode dizer que é amigo, e da turma, do Dacia Duster. E sim, mal se entra no habitáculo recupera-se a ideia de que a Stellantis quer fazer da Opel a Dacia do grupo. E... qual é o problema? Nenhum. Aliás, arriscam-se até é a catapultar o “patinho feio” do grupo para patamares mais altos do que os irmãos e primos mais arrumadinhos. Para poder almejar tal sucesso, a Opel não complica a gama Frontera. Ou se tem o “normal”, para já (e ainda) designado como Edition ou então o mais apetrechado “GS”. Ou se tem esta a bateria de 44 kWh presente no “nosso” carro, ou então paga-se mais mil euros para chegar à “Extended Range” (54 kWh) e tentar assim percorrer mais 100 quilómetros ou uma maior distância em redor de tal alcance. Tal como o primo Grande Panda ou o irmão êc3 Aircross, o motor elétrico é de 83 kW, que é como quem diz “tipo 113 cv”. Apesar de nenhuma versão trazer computador de bordo, o conjunto geral nem é líder de poupança de combustível, nem de fogosidade, apesar de (nunca) nos embaraçar. Aliás, em tempos idos, os 12,1 segundos dos 0 aos 100 km/h eram “muy dignos”. Já OS 143 km/h de velocidade máxima... podem-se revelar escassos, mas...como tal só acontecerá mesmo, mesmo, naquele dia em que vamos pela auto-estrada e temos mesmo tanta pressa que acedemos a prevaricar a bateria (e a lei) por instantes.. quiçá seja um mero pormenor. De resto, o interior é despojado de qualquer luxo, e à profusão de plásticos rijos e soluções baratas, soma-se a “desDigitalização", que é como quem diz: não há cá macacadas de “youtubes da vida”, nem nada que não seja fundamental. Aliás, a já famosa versão base (com jantes de aço brancas que lhe dão um ar castiço benigno), nem traz de série o ecrã no topo da con-trola central, mas sim um suporte para o telemóvel e “olhem, desenvencilhem-sel". Mas se tudo isto torna o carro acessível e a partir de 26 490EUR, mesmo sendo elétrico, então... siga pra bingo. E... foi sem preconceitos de “ah que ordinarice é tudo tão em plástico” que avançámos para o ensaio, e urge dizer para não soar que estamos a entrar num tom jocoso que enumerados que estão os embaraços do Frontera (nome, equipamento, bateria/autonomia, prestações) este Opel pode ser um tiro certeiro. E porquê? Porque não só é um dos elétricos mais acessíveis do mercado, como os seus dotes de versatilidade são qualquer coisa de inesperado. Em primeiro lugar, a habitabilidade. E imensa, equivalente à de um (ou dois) segmentos acima e permite sem cotoveladas que uma família com três filhos os leve atrás sem queixumes, sendo que até o acesso atrás é bom e ninguém bate com a cabeça ao entrar. E mesmo muito espaçoso, e nada o faria prever porque por fora não é gigante. E se calhar comprido para um B-SUV (4385mm) mas não é muito largo nem sai da norma de “maneirinho”. A mala tem 460 litros e um formato muito útil e acessível (mais 10 pontos). No nível GS, e pagando mais 800EUR, é possível ter lotação de sete a bordo! (outros 10 pontos!) Depois, se não inclui todos os truques do irmão francês para obter um conforto de ficar de queixo caído pela surpresa (como O êC3 Aircross consegue), pode-se dizer que face a uma boa parte dos rivais é bastante confortável (sendo que comparando com manos de plataforma que são mais curtos, o nível é mesmo muito superior, também pelo acréscimo da distância entre eixos, 14 cm). E os bancos, mesmo tão diferentes dos do irmão Citroên, SáO bastante confortáveis e até envolventes! Nova boa dose de pontuação. Face O êC3 Aircross tem ainda... “uma cena fixe”, que é o quê? E.. tcharan: um volante normal. Sim, o gaulês já foi contagiado pelos volantes Peugeot e tem um mini-volante, e o velocímetro por cima. Já o Frontera, non!! “La Frontera a un volant décent et bon!“ (sim, francês, estava em défice de poliglotismo nesta edição). E sim um volante normal vai mais ao encontro do público que poderá querer este carro (penso eu de que). O quadrante é digital, sim senhor, mas vê-se-o pelo aro do volante. De resto, é um carro que quer ser tão convencional, e do conservadorismo, que até implica um gadget maluco para o meter a andar. Sim, é preciso... meter uma chave na coluna de direção e rodá-la, para meter o automóvel a funcionar. Claro que bastava um “botãozito ON“, mas... decidiram assim. e castiço. Já admitiram que se enganaram e que não faz sentido. Diz que.. Vão corrigir a dada altura e meter um “Start Engine” ou afins. Ainda face ao Citroên, este Opel é um pouco mais firme no acerto da suspensão e, na verdade, nem é completamente desinteressante de se conduzir perante curva e contracurva. A sério, é até bonzinho. Claro que a parca potência faz com que se saia bem face a outros rivais que têm nervos e perdas de motricidade, claro, mas a verdade é que convence. Em suma: um carro giro e com alguma singularidade estilosa (nomeadamente a versão de acesso); um preço justo (whatever that means); versátil, muito espaçoso e mais apto às lides do dia-a-dia do que qualquer rival “pequenote”; e é muito fácil de conduzir pela cidade. A avareza dos acabamentos não compromete, o desenho é capaz e moderno q.b.; e permite-nos o cliché do: “é até muito carro para o dinheiro pedido”. Sendo este o tipo de piropo que já não conseguimos proferir perto de quase nenhum carro, pelo que o Frontera pode ser um tiro certeiro. // MOTOR Tipo Elétrico síncrono íman permanente transversal frontal Bateria LFP 43,8 kWh brutos Potência 113 cv (83 KW) Binário combinado 125 Nm transmissão Tração dianteira Caixa automática de uma velocidade CARROçARIA/CHaSSIS Monobloco em a?o Suspensão MacPherson, à frente; Eixo de torção atrás DIREçãO Pinhão e cremalheira com assistência elétrica Diâmetro de viragem 11,5 TRAVAGEM ã frente Discos ventilados Atrás Tambores DIMENSôES Comprimento 4385 mm Largura 1795 mm Altura 1635 mm Distância entre-eixos 2670 mm Peso 1589 kg Mala 460 litros Pneus 215/65 R16 98H PRESTAçõES Relação peso/potência 16,0 kg/cv Velocidade máxima 142 km/h Aceleração 0-100 km/h 12,1 segundos CONSUMOS Combinado 18 kWh/100 km (WLTP misto) Emissões o g/km c02 Autonomia 308 km (mista WLTP) PREçO Desde 26 490 euros AVALIAçãO AUTO DRIVE KrrIR 4?TEST DRIVE OPEL FRONTERA EV 0 FRONTERA e O DUSTER DA STELLANTIS , E.. "s0 WHAT?" SERA POSSIVELMENTE UM TIRO CERTEIRO, DADO 0 POSICIONAMENTO DO PREçO E A INCONTESTAVEL HABILIDADE DE SERVIR, COMO POuCOS ELÉTRICOS ACESSIVEIS, UMA FAMÍLIA DE CINCO OU ATÉ SETE ELEMENTOS MALA GRANDE, MUITO ESPAçO A BORDU, AUSENCIA DE INFOTA/NMENTS QUE DISTRAEM E CONFORTO! "MENOS GRANDE” E A BATERIA DE 44 KWH, CUJO ALCANCE NOS RESTRINGIU A POuco MAIS DE 200 QUILOMETROS (MESMO PELA CIDADE) CONTUDO, POREM E DITO ISTO, Há ALGUM TEMPO QUE UM CARRO NáO NOS FAZIA TANTO SENTIDO. OFERECE MUITO POR POUCO E APESAR DOS ARES LOV COST DIFICILMENTE VAI DESILUDIR OU TRAIR OS SEUS DONOS 0 NOME PRôPRIO FRONTERA e CONTROVERSO, MAS NãO e Sô A OPEL QUE ANDA A TENTAR CAPITALIZAR COM O LEGADO PASSADO, POR ISSO. e ACEITAR 0 NOVO NORMAL DOS BATISMOS OPEL FRONTERA 44 KWH João Santos Matos