pressmedia logo

CARRO DO ANO - PARA A TERRA OU O ASFALTO, TRÊS SUV À ESCOLHA

Expresso

2025-12-12 22:06:22

SUV são a moda europeia. Vieram para ficar? oje apresentam-se três SUV. Dois com tração integral, podendo aventurar-se fora de estrada (Mitsubishi Outlander e Dacia Bigster) e um feito apenas para o asfalto, o VW T-Roc. O Outlander é um híbrido recarregável à corrente (PHEV) com pelo menos 60 km de autonomia 100% elétrica. Carrega a longa experiência da marca japonesa em todo o terreno e, portanto, a tração pode ser ajustada eletronicamente para os diferentes tipos de piso (lama, areia, neve, etc.). A sua maior limitação em TT SâO OS pneus de origem, pensados para uma utilização predominantemente estradista. O Bigster é uma versão revista e aumentada do popular Dacia Duster. Tal como o seu primo, declina-se em várias motorizações: gasolina, bicarburação, míni-híbrido e híbrido recarregável em andamento, 4x2 e 4x4. A grande novidade do Bigster é uma versão com tração integral, híbrida e a bicarburação, ou seja, gasolina e gás de petróleo liquefeito. A tração ao eixo traseiro é desengatável, de forma a baixar o consumo no asfalto. O T-Roc é produzido unicamente na Autoeuropa, em Palmela. Tem sido O SUV mais vendido na Europa, à volta dos dois milhões de exemplares (desde 2017). A quase totalidade da produção é exportada (um terço para a Alemanha, 13% para a Itália, 6% para Espanha e apenas 1% ficam em Portugal). Esta unidade fabril, inaugurada em 1991, é central para a economia portuguesa, já que representa 1,6% do produto interno bruto e 4,5% das exportações lusas. O que nos leva a interrogarmo-nos sobre se o país não poderia também almejar a uma “Autoeuropa dos comboios” ou, estando o mundo como está, a uma “Autoeuropa dos veículos militares” (numa e noutra área o nosso país já teve, como é sabido, produção própria com alguma capacidade exportadora, no caso da extinta Sorefame). rardoso.expresso@gmail.con VW T-Roc 1.5 Alemão e fala português Em que é diferente o novo T-Roc? Isto mesmo foi explicado aos jornalistas há poucas semanas durante uma visita à fábrica. Enquanto assistíamos ao estranho bailado dos robôs soldadores e ao milagre alquímico que consiste em transformar rolos de chapa em carroçarias, portas e capôs, ficámos a saber que o novo carro cresceu em todas as direções (12 cm mais longo e mais 30 litros de mala). E que a anterior motorização a gasolina de três cilindros e um litro é substituída por outra de 1500 cm®, mais eficiente ambientalmente, estando associado a um sistema míni-híbrido de 48 V. Existirá para já em duas versões, com 116 e 150 cv, sempre com caixa automática. Mas vêm aí novidades, porque, ao fim de algumas hesitações estratégicas, o fabricante alemão decidiu seguir as pisadas da concorrência (Toyota, Kia, Hyundai, Renault, Dacia) e prepara para 2027 uma motorização híbrida integral, ou seja, recarregável em andamento. A versão de 116 cv começa nos EUR35.444. E não tarda uma outra versão equipada com tração integral. Dacia Bigster Cresceu e diversificou O Dacia Bigster representa a evolução do Duster, o conhecido SUV da marca francesa: mais 23 cm de comprimento, mais 5 cm de altura e maior distância entre eixos. Declina-se numa diversidade de motorizações, com a possibilidade de puxar às duas ou às quatro rodas. A gama começa nos EUR24.250, com a versão 4x2 bicarburação (gasolina+GPL) e 140 cv, seguindo-se a versão 4x4 a gasolina e 130 CV (£27.250). Uma e outra têm motorização míni-híbrida com circuito de 48 V. Há, ainda, a versão híbrida integral de 155 cv (desde EUR29.500). A novidade tecnológica é uma variante híbrida 4x4, com um motor térmico frontal e um elétrico no eixo traseiro, sendo a tração total inserível à vontade do condutor. Tem bicarburação, o que é inédito nos motores híbridos. Há dois depósitos de 50 1, um de gasolina e outro de gás possibilitando autonomias conjuntas até 1500 km. A versão ensaiada (ver texto pequeno) foi a 4x2 híbrida. Só é Classe 1 com Via Verde. Mitsubishi Outlander PHEV Vai mesmo a todo o lado Esta versão híbrida recarregável à corrente (PHEV) do Mitsubishi Outlander tem a marca da herança deste fabricante japonês em matéria de todo o terreno. A existência de um motor elétrico em cada eixo não só garante tração integral como a mesma pode ser adaptada eletronicamente aos diversos tipos de piso: lama, areia, neve, pedra, etc., para além do asfalto em utilização corrente na estrada e autoestrada. Ou seja, é um SUV, mas daqueles que não são para enfeitar: é mesmo capaz de fazer TT, ainda que condicionado pelos pneus montados de origem. A bateria recarregável garante uma autonomia de, pelo menos, 60 km em modo 100% elétrico. A concorrência, nomeadamente no grupo vw ou nalgumas marcas chinesas, faz melhor, apontando para a centena de quilómetros. Pode-se gerir o nível de carga da bateria, guardando-a para a condução em cidade. Menos emissões, mais impostos O sistema fiscal português é um monumento ao absurdo. Nada o ilustra melhor que o novo T-Roc. O motor passa dos 1000 para os 1500 cm?, mas sendo mais evoluído (é apoiado por um sistema míni-híbrido de 48 v) tem menores consumos e emissões. O fisco continua 1fazer a equivalência entre cilindrada e poluição (o que nos motores híbridos é falso): 60% do imposto corresponde à cilindrada e o novo carro paga mais EUR2000 de impostos. O importador teve que ajustar o preço base e a nova versão já com caixa automática apenas encarece EUR1100. e carro, mas também faz de jipe e daqueles carros que agradam logo. Tem espaço, mexe-se sem gastar muita gasolina, curva na perfeição mesmo nas armadilhas do IP3 e o preço é, comparativamente falando, imbatível (desde EUR24.250). Embora circulando com a versão híbrida 4x2 tive o prazer de verificar que, quando foi preciso atravessar uma estrada completamente alagada perto de Soure, se portou com galhardia. Sendo o fundo asfaltado, o problema não era a tração, mas a altura da água à tomada de ar. “Olhe que não passa”, dizia-me um local. “Olhe que sim”, respondi eu. E o Bigster não me deixou ficar mal... Eletrónica e espaço não faltam O Mitsubishi Outlander tem quase 5 metros de comprimento, logo não falta espaço a bordo, nomeadamente nos bancos de trás ou na bagageira (498 litros). Como o sistema híbrido oferece uma potência combinada da ordem dos 300 CV, o desembaraço está garantido. Se o conforto é irrepreensível, faz-se sentir algum exagero tecnológico: o retrovisor interior é um ecrã digital que altera a perceção das distâncias e a parafernália de ajudas eletrónicas, se não for previamente desligada, estorva mais do que ajuda, com sucessivas campainhadas, sacões no volante, etc. Desde EUR59.860. Vw T-ROC 1.5 Forma SUV, 5 portas e 5 lugares Preço-base EUR27.320 PVP EUR33.444 Motor gasolina 1500 cm3 mild-hybr Potência 116 cv Binário 220 Nm Caixa automática DSG Velocidade máxima 196 km/h Aceleração 10,6 seg. (0-100 km/h) Bagageira 4751 Comprimento/largura/altura 4,37/1,83/1,57 m Depósito de combustível 501 Consumo combinado 5,5 a6 (1/100 km) Emissões comb. de co2 125 1143 (g/km) DACIA BIGSTER EXTREME HYBRID G-150 4X4 Forma Suv, 5 portas e 5 lugares Preço--base EUR26.458 PVP £33.350 Motor gasolina/GPL de três cilindros 1199 cm, + motor elétrico no eixo traseiro Potência 150 cv Binário 230 Nm Caixa de velocidades seis automática/ caixa de duas no motor elétrico Velocidade máxima 180 km/h Aceleração 10,4 seg. (0-100 km/h) Bagageira 4181 nprimento/largura/alte 4,57/2,071,71 m Depósito de combustível 50 I+ 501 Consumo combinado 5,9(1/100km) Emissões comb. de co2 121 (g/km) MITSUBISHI OUTL ANDER PHEV Forma Berlina, 5 portas, 5 lugares Preço--base EUR45.748 PVP EUR59.857 Motor gasolinad .de quatro cilindros e 2360 cml, m motor elétrico em cada eixo, bateria de iões de lítio de 22,7 kWh Potência 302 cv Binário 450 Nm Caixa redutora Velocidade máxima 170 km/h Aceleração 7,9: )seg. (0-100 km/h) Bagageira 498 1 mprimento/largura/altura 4,72/1,86/1,75 m Depósito de combustível 531 Autonomia 100% elétrica até 85 km Carregamento 6h50 (corrente alterna a16A); 32 min. (corrente contínua, 80%) Consumo combinado 0,8 (1/100 km) Emissões combinadas de co2 19 (g/km) RUI CARDOSO