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TECIDOS DE SONHO: PORSCHE RECUPERA PADRÕES HISTÓRICOS

Jornal dos Clássicos Online

2025-12-14 22:01:42

Padrões icónicos como o Pasha, o Tartan e o Pepita estão novamente disponíveis com a qualidade Porsche, com a marca a reeditar estes tecidos Padrões icónicos como o Pasha, o Tartan e o Pepita estão novamente disponíveis com a qualidade Porsche. A marca reeditou estes tecidos, permitindo que os interiores de muitos modelos históricos - do 356 ao 911 - possam ser restaurados à sua configuração original. As novas versões já podem ser encomendadas nos Porsche Centers ou através da Porsche Online Shop. “Com esta reedição, fechamos uma lacuna, porque a maioria dos clientes pretende restaurar os seus clássicos - históricos ou mais recentes - com a máxima fidelidade possível”, afirma Ulrike Lutz, Directora da Porsche Classic. “Foi particularmente importante assegurar que estes tecidos cumprem a nossa promessa de qualidade. Infelizmente, há muitas imitações no mercado que ou não são adequadas para estofos, ou perdem o seu aspecto ao fim de pouco tempo. O nosso objetivo é oferecer novamente uma alternativa original e testada.” Nova edição com qualidade de origem Com os tecidos Porsche, o interior pode ser devolvido à especificação original, seja por desgaste natural ou por alterações incorrectas realizadas ao longo dos anos. Para referência histórica, serve o Certificado Técnico para veículos clássicos da marca. Enquanto peças genuínas Porsche, os “novos” tecidos obedecem aos exigentes padrões de qualidade do construtor de Estugarda - desde o toque e a durabilidade até à precisão dos padrões e combinações de cor, muitas vezes extremamente complexos. “Muitas vezes, o estofador precisa apenas de recuperar o banco do condutor. Nestes casos, é fundamental que o novo revestimento mantenha a coerência com o do passageiro, que normalmente permanece original”, explica o gestor de produto Lukas Werginz. Além disso, os tecidos reeditados passam por uma série de testes, incluindo resistência ao fogo, conservação da cor e resistência ao desgaste. São adequados para diversas aplicações no interior, como capas de banco ou painéis laterais, e são fornecidos em módulos de 1,5 por 2 metros. Extensa investigação no arquivo da marca - e mais além A principal fonte para estas reedições foi o arquivo histórico da Porsche. Para análise visual e táctil, a marca adquiriu também raros exemplares de época. Nos EUA, por exemplo, os especialistas encontraram um banco de 911 completamente intocado. Estofado em tartan verde em 1975, nunca chegou a ser instalado num Porsche. “Guardado num armário protegido da luz, e portanto perfeitamente preservado, este new-old-stock foi autêntico ouro em pó para nós”, recorda Werginz. Pepita, Pasha e Tartan, os padrões mais emblemáticos da Porsche A partir de 1963, o Pepita passou a estar disponível como opção nos bancos do Porsche 356, chegando ao 911 F apenas dois anos depois. O padrão é composto por pequenos quadrados ligados por riscas diagonais. O nome remete para Josefa Durán y Ortega, bailarina espanhola do século XIX conhecida como “Pepita de Oliva”, popularizada mais tarde por Christian Dior, que o utilizou na colecção feminina de 1947. Os tecidos tartan, associados a tradição, artesanato e identidade, surgiram no catálogo Porsche em 1974, em três variações exclusivas para o 911 Turbo. Só no ano-modelo de 1976 passaram também a ser oferecidos no 911. O seu padrão xadrez resulta da combinação de fios de diferentes cores no processo de tecelagem. No Salão de Frankfurt de 1973, a Porsche apresentou um estudo do 911 RSR Turbo com centros dos bancos e painéis laterais em tartan Black Watch. Um ano mais tarde, Louise Piëch recebeu o seu 911 Turbo “nº 1” com interior em pele vermelha e tartan McLaughlan nos centros dos bancos. Inspirado pelas bandeiras axadrezadas das pistas, o padrão Pasha presta homenagem ao automobilismo. Apresentado ao público num Porsche 928 no sul de França, em 1977, e posteriormente oferecido no 911, 924 e 944 até meados dos anos 80, tornou-se um dos designs interiores mais marcantes da marca. O nome “Pasha” pretendia evocar imagens de sultões otomanos reclinados em almofadas de seda e veludo. Criado há cerca de cinco décadas pela equipa de design liderada por Anatole “Tony” Lapine e Vlasta Hatter, o Pasha inspirou-se no célebre cartaz de Erich Strenger. A disposição engenhosa de rectângulos de vários tamanhos cria uma sensação de movimento - uma tradução visual do dinamismo e elegância que caracterizam a Porsche. Com o recente 911 Spirit 70, o material regressa agora, pela primeira vez, como opção num novo modelo. Imagens: Porsche AG