pressmedia logo

ELERGONE, A ELÉTRICA DA SONAE, ESTÁ NO TOP 10 A FATURAR MAIS DE 100 MILHÕES

Negócios Online

2025-12-19 22:09:32

A empresa da MC Sonae integra o top 10 das comercializadoras de energia do país e gere uma das maiores redes de postos de carregamento de veículos elétricos, prevendo fechar 2025 com mais de mil pontos de carga. Fundada em 2008, a Elergone nasceu no seio da Eletrificadora, empresa com 85 anos de experiência na área do material elétrico, tendo esta unidade de negócio sido adquirida pela MC Sonae em 2015. Iniciou a atividade na produção distribuída, tendo mais tarde incorporado a eficiência dos consumos, até que há uma década avançou na comercialização de energia e em 2020 lançou-se na mobilidade elétrica. “Na produção distribuída, estamos a operar cerca de 500 centrais fotovoltaicas. Em termos de comercialização de energia, estamos em 9.º lugar no top 10 do ranking nacional em 52 comercializadores (dados da REN). E gerimos uma das maiores redes de postos de carregamento ao nível nacional, e prevemos fechar o ano 2025 com mais de 1.000 pontos de carga”, adiantou Carlos Sampaio, COO da Elergone, em entrevista ao Negócios. Focada na comercialização de energia para o segmento empresarial - “no curto prazo, o objetivo é mantermo-nos no B2B”, a elétrica da Sonae “comercializou em 2024 aproximadamente 1 TWh de energia, que representa cerca de 2% no segmento industrial, de acordo com dados da ERSE” (Entidade Reguladora do Setor Energético), realçou o gestor. Em termos de comercialização de energia, estamos em 9.º lugar no top 10 do ranking nacional. Carlos Sampaio COO da Elergone Quanto a 2025, a previsão da empresa “está alinhada com o resultado de 2024”. Contudo, ressalvou Sampaio, o foco da Elergone, “mais do que do que no volume de energia transacionado, está em trabalhar junto do cliente sobre a que horas é que a energia é consumida e que tipo de mecanismos locais e digitais é possível implementar para garantir esta flexibilidade”. Neste item, “e a muito curto prazo, será possível criar ainda mais valor junto dos nossos clientes. É isso que estamos a preparar”, prometeu. Entretanto, depois de ter registado um volume de negócios de 102 milhões de euros em 2024, com a MC Sonae a corresponder “a aproximadamente 50% desse valor”, o COO da Elergone prevê que a empresa feche 2025 “com 110 milhões de euros de faturação, mantendo-se a métrica entre MC Sonae e clientes externos”, entre os quais estão grupos como a Ferpinta, a Termolan, a Epoli ou a Sampedro. 1.000Carregamento Empresa prevê fechar o ano 2025 com mais de 1.000 pontos de carga para viaturas elétricas. “Na sequência da evolução muito rápida no mercado de energia, em que o preço assume evoluções muito díspares ao longo do dia, em 2025 sentimos necessidade de reestruturar a empresa e a nossa oferta e, por conseguinte, rever o nosso catálogo de produtos”, assinalou Carlos Sampaio, garantindo que a Elergone ocupa “o primeiro lugar” relativamente ao sobrecusto do desvio da comercialização de energia, isto é, a eficiência na previsão dos desvios de consumo. Para os próximos anos, a projeção da empresa, com sede em Leça da Palmeira, ronda um crescimento ao ano na casa dos 5%. “Realçamos que nesta área da energia é sempre algo antagónico falar de volume de negócios, visto que aquilo que queremos, e para o qual trabalhamos diariamente, é para os nossos clientes serem mais eficientes. Do ponto de vista de carteira de energia gerida, pretendemos continuar a crescer em linha com os últimos anos”, apontou o COO da Elergone. Em termos de estratégia, Carlos Sampaio considera que “a flexibilidade da gestão de consumo e produção só é alcançável com um grande desenvolvimento ao nível digital, assente em modelos de inteligência artificial, para gerar valor para todos os stakeholders ”. “Acreditamos também que este tipo de produtos e serviços nos vai obrigar a ter uma abordagem, e respetiva interação, cada vez mais digital e a consequente escalabilidade junto dos nossos clientes. Neste sentido, estamos a preparar-nos para lançar produtos e soluções inovadoras que darão, precisamente, resposta a estas necessidades e às características do mercado”, afiançou o gestor, que lidera uma equipa de 54 trabalhadores. Rui Neves ruineves@negocios.pt Rui Neves