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LEAPMOTOR B10. CONDUZIMOS O SUV ELÉTRICO MAIS BARATO DO SEGMENTO

Razão Automóvel Online

2025-12-20 22:07:04

O terceiro modelo da Leapmotor em Portugal é o B10, um SUV de tamanho médio que pretende agitar consideravelmente as águas em Portugal. Leapmotor B10 Primeiras impressões 7.5/10 Data de comercialização: Dezembro 2025 Com preços a começar abaixo dos 30 mil euros, o Leapmotor B10 é um argumento de peso face aos seus principais concorrentes. Prós Espaço a bordoConfortoPreço e equipamento Contras Ausência de limpa-vidros atrásSuspensão demasiado secaAusência de comandos físicos As primeiras unidades do Leapmotor B10 já chegaram ao mercado nacional e este SUV 100% elétrico da marca chinesa - que faz parte do mundo Stellantis - vai certamente dar que falar nos próximos tempos. Posiciona-se um patamar abaixo do topo de gama da marca, o C10 (outro SUV), e dois acima do citadino T03, encaixando num dos segmentos mais procurados atualmente: o dos C-SUV. É lá que encontramos modelos como o compatriota BYD Atto 3, ou os europeus Renault Scenic, Skoda Elroq ou ainda o Citroën C5 Aircross. O Leapmotor B10 responde a estes concorrentes de peso com com um visual moderno e uma lista de equipamento recheada, mas a cereja no topo do bolo é mesmo o preço: menos de 30 mil euros para a versão base, com a bateria menor (56,2 kWh e 361 km) e 160 kW (218 cv) de potência. Em termos visuais, parece um C10 mais pequeno, sendo 22 cm mais curto (4,515 m) e 9 cm a menos em distância entre-eixos (2,735 m). Mas tanto a largura como a altura não variam muito: 15 mm mais estreito (1,885 m) e 25 mm mais baixo (1,655 m). Por fim, a distância ao solo é apenas 10 mm inferior (170 mm). Muito espaço disponível Apesar das dimensões mais compactas, percebe-se que a Leapmotor esteve entretida a otimizar todos os centímetros que tinha à sua disposição. O resultado é um espaço a bordo bastante amplo, especialmente para quem viaja nos assentos traseiros. Na segunda fila, o piso é totalmente plano e três adultos poderão viajar sem grandes dificuldades. Na bagageira, a volumetria de 430 litros fica a apenas cinco litros de distância para o seu irmão mais velho. Apesar disso, é um valor que fica abaixo da larga maioria da concorrência. Caso não seja suficiente, basta rebater as costas dos assentos para chegar aos 1700 litros de capacidade. E tudo isto, com os cabos de carregamento guardados no frunk, com uns singelos 25 litros de espaço disponível. Ao volante, a posição de condução é boa, ainda que um pouco mais elevada que o desejado, e algumas das regulações são elétricas. Mesmo em frente ao condutor, o ecrã da instrumentação tem uma dimensão de 8,8”, incluindo diversas informações, bem arrumadas, incluindo mesmo a navegação, por exemplo. Para todos os sistemas restantes, funções e aplicações, mantém-se o enorme ecrã de comando tátil no centro do tabliê, com uma dimensão de 14,6” e uma resolução bastante elevada. Entre os assentos da frente, a consola central inclui duas plataformas de tamanho generoso, destinadas ao carregamento por indução de telemóveis. Menos positiva é a ausência quase total de comandos físicos, levando a que, por exemplo, a regulação dos espelhos retrovisores se ative num dos menus e se efetue com os dois botões existentes no volante. E claro, os comandos dos vidros elétricos continuam invertidos, em relação aos automóveis não-chineses. Cada vez mais europeu Ainda que pareça um cliché, a verdade é que podemos afirmar facilmente que este novo Leapmotor B10 está bem mais europeu. Para já, a sua construção é feita na fábrica chinesa de Zhejiang, mas não falta muito até que inicie produção em aqui mesmo ao lado, em Espanha (Zaragoza). 2 imagens © Leapmotor " © Leapmotor " Os Leapmotor B10 europeus são também afinados no velho continente , no circuito da Stellantis em Balocco, Itália. Face ao resto do conjunto, as jantes de 18? parecem ser mais pequenas do que poderia parecer ideal. Apesar disso, achei que o pisar poderia ser mais confortável e não tão seco como o da unidade que tivemos oportunidade de conduzir. Uma sensação que vamos poder certamente confirmar mais tarde, num ensaio mais completo. O sistema elétrico do Leapmotor B10 não tem grandes diferenças entre as três versões disponíveis. Todas contam com a mesma potência de 160 kW (218 cv) e com o mesmo binário de 240 Nm, sempre com tração traseira. Nas prestações anunciadas estão 8s na aceleração dos 0 aos 100 km/h e uma velocidade máxima de 170 km/h. As diferenças surgem ao nível das baterias, sempre com química LFP (fosfato de ferro-lítio). A versão de acesso (Life Pro) recorre a uma bateria de 56,2 kWh, com carregamentos a 11 kW em AC e até 140 kW em DC. As outras duas opções (Life Pro Max e Design Pro Max) recebem a bateria de maior capacidade, com 67,1 kWh - suficiente para passar a autonomia máxima de 361 km para 434 km -, e com a potência de carregamento em DC a subir para os 168 kW. O argumento de peso do B10 Já disponível para encomenda no mercado nacional, o Leapmotor B10 tem dois patamares de equipamento: Life e Design. No primeiro, estão disponíveis as duas baterias (Pro e Pro Max) e um nível de equipamento já muito completo. No patamar Design, a bateria de maior capacidade é a única disponível e o nível de equipamento já é daqueles que qualquer coisa que pensemos, o mais provável é que faça parte do equipamento de série do Leapmotor B10. Chave, por exemplo, não existe, pois foi substituída por um cartão ou pelo telemóvel e o teto panorâmico em vidro é de série em todas as versões. Ainda assim, há uma falha enorme e que se nota logo num dia de chuva: a ausência de um limpa-vidros para o óculo traseiro. E não, a aerodinâmica não resolve. O melhor, deixámos para o fim. Quanto custa o Leapmotor B10? A versão de acesso tem um preço de entrada de 29 285 euros, mas se optarmos pela bateria de maior capacidade, sobe para os 31 285 euros. Se quer o B10 que já inclui tudo e mais alguma coisa, basta adicionar mais 1500 euros. Ou seja, 32 785 euros, por um SUV de segmento C, 100% elétrico, autonomia razoável e um nível de equipamento bastante preenchido. Não parece um mau negócio. Sobretudo quando comparamos com a concorrência. Por exemplo, o Skoda Elroq tem preços a começar marginalmente abaixo dos 35 mil euros, perdendo em potência, mas anuncia uma autonomia 10 km superior ao B10 de entrada. A questão é que por esse valor, já podemos comprar o B10 topo de gama e ainda sobra. Fica agora por saber como vai o mercado português responder a esta proposta de uma marca que ainda é algo desconhecida. Ter atrás de si uma gigante como a Stellantis, terá de ser considerado um argumento a seu favor - rede de distribuição e assistência -, face até a outras marcas chinesas que são também recentes em Portugal. Veredito Leapmotor B10 Primeiras impressões 7.5/10 O Leapmotor B10 promete ser um caso sério: oferece muito espaço, muito equipamento e o preço é o mais baixo do segmento. O nível de conforto é também elevado e afinado na Europa para os europeus, mas a suspensão podia ter, curiosamente, um pisar menos “seco”. Deixa a desejar na autonomia, na ausência de comandos físicos e no excesso de instruções no ecrã. E esquecerem-se do limpa-vidros traseiro era desnecessário. Data de comercialização: Dezembro 2025 Prós Espaço a bordoConfortoPreço e equipamento Contras Ausência de limpa-vidros atrásSuspensão demasiado secaAusência de comandos físicos Especificações técnicas Leapmotor B10 Design ProMax (67,1 kWh)MotorMotoresUm motor elétrico (atrás)Potência160 kW (218 cv)Binário240 NmTransmissãoTraçãoTraseiraCaixa de velocidadesRelação únicaBateriaTipoIões de lítio (LFP)Capacidade67,1 kWhCarregamentoPot. máxima em DC168 kWPot. máxima em AC11 kWTempo 30-80% (DC)20 min Tempo 30-80% (AC)3hChassisSuspensãoFR: Independente, MacPherson; TR: Independente, multibraços.TravõesFR: Discos ventilados; TR: Discos.DireçãoAssistência elétricaDimensões e CapacidadesComp. x Larg. x Alt.4515 mm x 1885 mm x 1655 mmDistância entre eixos2735 mmCapacidade da mala430 litrosPeso1845 kgPrestações e consumosVelocidade máxima160 km/h0-100 km/h8sConsumo combinado (WLTP)17,3 kWh/100 kmAutonomia (WLTP)434 km André Mendes