IT INSIGHT TALKS BRANDED CONTENT - CLOUD, EDGE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: A NOVA ARQUITETURA QUE ESTÁ A REDEFINIR AS EMPRESAS
2025-12-29 22:09:14

Head of Cloud, Datacenter & Automation A forma como as organizações olham para a cloud mudou significativamente. DEIXOU DE SER VISTA apenas como um destino para dados ou para o seu processamento e passou a ser entendida como um ecossistema dinâmico, que estende workloads até ao Edge Computing e suporta novas arquiteturas de aplicação. As abordagens cloud-native, serverless e baseadas em containers têm ganho importância, permitindo desenvolver e escalar aplicações com níveis de agilidade e efciência sem precedentes. Esta evolução está também ligada ao crescimento acelerado do Edge. De acordo com o relatório da Gartner “Emerging Technologies: Revenue Opportunity Projection for Edge Computing”, este mercado poderá atingir 511 mil milhões de dólares em 2033, um aumento expressivo face aos 131 mil milhões registados em 2023. O impulso é explicado sobretudo pela proliferação de dispositivos IoT e pelo papel cada vez mais relevante da inteligência artifcial, que exigem processamento distribuído e capacidade para tratar grandes volumes de dados em tempo útil. É precisamente no IoT que o Edge assume um papel crítico. O processamento local reduz a latência e permite respostas rápidas, essenciais em soluções como smart cities, veículos autónomos ou automação industrial. Do mesmo modo, nas iniciativas de AI e machine learning, a execução no Edge possibilita analítica em tempo real e decisões autónomas em cenários sensíveis ao tempo, como a condução autónoma. Segundo o “Market Guide for Edge Computing” da Gartner, estima-se que, em 2029, pelo menos 60% das infraestruturas de Edge incorporem soluções de IA generativa, mostrando a convergência cada vez mais forte entre estes domínios. Em paralelo, o movimento cloud-native tem acompanhado estas exigências, tornando-se rapidamente o padrão para desenvolver aplicações escaláveis, resilientes e com custos otimizados. Tecnologias como containers e arquiteturas serverless permitem decompor aplicações monolíticas em serviços independentes, acelerando a inovação e aumentando a fexibilidade. O estudo “Cloud Native Applications Market , Global Forecast to 2028” da Markets and Markets prevê que este mercado atinja 17 mil milhões de dólares em 2028, refetindo uma adoção sustentada destas abordagens. A convergência entre cloud, Edge e arquiteturas cloud-native tem ainda implicações diretas em áreas estratégicas como AI/ML e sustentabilidade. O treino e a execução de modelos de IA exigem elasticidade e processamento paralelo capacidades inerentes a estas tecnologias enquanto a otimização do consumo de recursos se torna essencial para apoiar iniciativas de sustentabilidade, cada vez mais prioritárias para as organizações. Neste cenário, a prática de FinOps assume um papel central. A Gartner prevê que o investimento global em cloud pública alcance 723,4 mil milhões de dólares em 2025, mais 21% do que em 2024. Com o aumento dos workloads de IA, tanto em cloud pública como privada, torna-se fundamental adotar práticas rigorosas de gestão fnanceira que permitam controlar custos, otimizar consumo e garantir previsibilidade. Estas transformações refetem uma mudança estrutural na forma como as organizações desenham e gerem os seus ecossistemas tecnológicos. A convergência entre cloud, Edge, arquiteturas cloud-native e práticas como FinOps será determinante para responder às exigências de escalabilidade, efciência e controlo nos próximos anos, exigindo uma abordagem cada vez mais integrada e estratégica à modernização tecnológica. - Hugo Silva - Head of Cloud, Datacenter & Automation O TREINO E A EXECUÇÃO DE MODELOS DE IA EXIGEM ELASTICIDADE E PROCESSAMENTO PARALELO CAPACIDADES INERENTES A ESTAS TECNOLOGIAS ENQUANTO A OTIMIZAÇÃO DO CONSUMO DE RECURSOS SE TORNA ESSENCIAL PARA APOIAR INICIATIVAS DE SUSTENTABILIDA DE, CADA VEZ MAIS PRIORITÁRIAS PARA AS ORGANIZAÇÕES. HUGO SILVA