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25 ANOS MUNDO AMARELO | AUTOMOÇÃO - 25 ANOS DE MUDANÇA

National Geographic Portugal

2025-12-29 22:09:15

NESTE GUARTO DE SêCULo, a indústria viveu uma revolução. Embora os motores de combustão e os combustíveis fósseis se mantenham, está em curso uma mudança forçada. Os automóveis são agora mais eficientes, menos poluentes e produzem menos resíduos. Surgiram também novos problemas. De onde virá a energia eléctrica para fazer funcionar milhares de milhões de veículos eléctricos? Haverá reservas de minerais essenciais para as baterias e conversores? Entre um pa sado que se desvanece e uma revolução em curso. este automóvel parece CiFCu lar numa viagem simbólica m direcc. ioa um futuro que promete se ver 2001 Neste ano, venderam-se em Portugal 361.466 veiculos, segundo as estatísticas da Associação do Comércio Automóvel de Portugal. Cerca de 1 em cada 4 das novas matrículas desse ano eram carros movidos a diesel, uma tendência que se acentuou nos anos seguintes. O automóvel activava-se quase exclusivamente com uma chave, embora já existissem veiculos dotados de sistema remoto, através de um sinal modulado de rádio. Em 2001, praticamente todos os veículos funcionavam com derivados do petróleo, um combustível fóssil que o país importava. A navegação por satélite era ainda um sonho distante. Guiavamo-nos por mapas fisicos para não perdermos o rumo. O combustível queima-se ao misturar-se com o oxigénio e gera energia, mas uma parte da mesma perde-se através da água de refrigeração e dos gases de escape. Um automóvel a gasolina com um consumo normal (6 litros a cada 100 km) emite em média 143 gramas de co, por quilómetro percorrido. Em 2001, o preço médio ge do litro de gasolina super custava 182 escudos (cerca de 92 centimos de euro). Um barril de petróleo importado custava 24 a 25 dólares. Segundo dados da indústria, um depósito de 40 litros num veiculo a diesel permitia uma autonomia de em condições perfeitas de trafego e em condução defensiva (a uma velocidade média de 90 km/h). Tempo para abastecer: 3 MINUTOS. TIPOLOGIA DE AUTOMÓVEIS LIGEIROS EM CIRCULAÇÃO EM PORTUGAL (2023) GPL e gás natural 1,3% o GPL (gás de petróleo liquefeito) é minoritário, mas muitos autocarros e camiões ainda usam gás natural comprimido ou liquefeito (GNO e GNL). Convencionais 93,8 % A soma dos carros a gasolina e a diesel continua a constituir a maioria dos veículos em circulação. Híbridos não plug-in 2,3% os veículos híbridos com motor de combustão interna (HEV) estão a crescer no mercado nacional. Híbridos plug-in 1,7% os modelos híbridos plug-in (PHEV) estão igualmente a ganhar quota de mercado em Portugal. Eléctricos 1,9 % os carros totalmente eléctricos (BEV + E-REV) já valem cerca de um décimo de todas as vendas de novos automóveis no país. Segundo dados da area Metropolitana de Barcelona, um só automóvel contaminava tanto em 1997 como 36 na actualidade. 2026 Em 2024, matricularam-se 249.269 novos veículos em Portugal, um crescimento de 5,6% em relação a 2023. Quase duzentos mil correspondiam a automóveis ligeiros e apenas 7.250 a pesados de passageiros e mercadorias. O mercado diversificou-se nos últimos 25 anos e a fonte de energia é agora mais um factor na escolha do consumidor. A navegação por satélite é agora dominante. Muitos modelos já têm GPS e mapas digitais. Além da tecnologia da chave remota, um simples smartphone pode destrancar as portas e controlar o automóvel através da tecnologia Bluetooth. Os veículos eléctricos ou híbridos plug-in requerem electricidade. Esta provém de fontes renováveis em 84% (principalmente eólica, mas também hidroeléctrica). Há dias em que os picos cobriram 100% do consumo. O carvão já só representa menos de 1% da produção. A bateria de um carro eléctrico tem uma autonomia média, a velocidade moderada, de: Em funcionamento, o carro eléctrico não produz emissões de co mas, em contrapartida, a pegada de carbono de todo o ciclo de produção é igual ou superior à do fabrico de um veículo com motor de combustão interna. A bateria do carro eléctrico, de grande dimensão, tem um electrólito através do qual circulam iões carregados que armazenam energia eléctrica. Durante a marcha, alimenta o motor eléctrico de tracção e vai descarregando. Graças à travagem regenerativa, o movimento recarrega parcialmente a bateria. Num carro com motor de combustão, a bateria tem um tamanho reduzido e serve para alimentar o motor de arranque, os faróis, os limpa-pára-brisas, etc. Durante a marcha, carrega-se continuamente com o alternador do motor térmico. INFOGRAFIA ANYFOR/ JRMS DESIGN. FONTES: PATRíCIA BAPTISTA (INSTITUTO SUPERIOR TéCNICO): AGéNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE; PORDATA; ACAP São precisos 20 a 30 minutos para carregar a bateria em corrente alterna e contínua. Nas estações de serviço, há pontos de carga ultra-rápida. As baterias dos carros eléctricos esgotam-se mais depressa quando a temperatura baixa.