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50 MAIS RICOS

Forbes Portugal

2026-01-07 22:09:18

Mais Ricos de Portuga São RICAS e PODEROSAS. âs 50 FAMIlIaS M AI S ABASTADAS DE PORTUGAL SâO DONAS De UM PATRIMONIO AVALIADO EM MAIS DE 47,7 Mil MilhõeS DE EUROS, UMA FORTUNA QUE EQUIVALE A CERCA DE 16,5% DO PIB NACIONA L DE 2024. GR AN D E DISTRIBUIÇÃO , ENERGIA, TURIsMO, Retalho AUTOMOVEL E INDUSTRIA FaRmacêUTIcA SâO ALGUNS DOS SECTORES QUE BRILHARAM NESTE ANO E TORNARAM MAIS VALIOSAS AS SOCIEDADES DETIDAS POR EMPRESâRIOS NACIONAIS, ORIUNDOS DE VâRIAS REGIôES. OS 5 PRIMEIROS LUGARES DO RANKING, O U E EQUIVALEM A O UA S E 17 MIL MILHôES DE EUROS, CONTINUAM A SER DOMINADOS PELAS FAMILIAS AMORIM, SOARES DOS SANTOS; GUIMARÃES DE ME LLO, AZE VE D O, E CONTAM AGORA COM UMA NOVA ENTRADA, A DE DIONISIO PESTANA. no após ano, a Forbes Portugal avalia o património empresarial das famílias portuguesas mais bem-sucedidas nos negócios. As maiores fortunas nacionais sobem e descem ao sabor do desempenho das empresas que compõem o seu portefólio de ativos, sejam de capital aberto ou totalmente privadas. Em 2025, as 50 famílias mais poderosas de Portugal acumulam, em conjunto, um património de cerca de | 47,7 mil milhões de euros, uma parcela que, em termos comparativos apenas, corresponde a qualquer coisa como 16,5% do PIB nacional, que, em 2024, ascendeu na 289,4 mil milhões de euros. A fortuna conjunta aumentou 2,7 mil milhões de euros, mas a percentagem do PIB mantém-se igual, já que a economia também cresceu. Os três lugares do pódio cabem, mais uma vez, às mesmas três famílias, embora o 2.8 e o )3. lugares tenham trocado de posições. Assim, o ranking nacional dos 50 Mais Ricos é liderado pelas quatro mulheres Amorim, Maria Fernanda, viúva de Américo Amorim, e as filhas, Paula, Marta e Luísa. Sem qualquer supresa, as quatro mulheres seguem de pedra e cal no ranking anual, sendo esta, aliás, a única família presente na lista da Forbes International, posicionando-se no 562.8 lugar a nível mundial, na data das avaliações, a 2 de dezembro, com uma parcela avaliada em 5,84 mil milhões de euros. â segunda posição da lista regressou neste ano a família Soares dos Santos, descendente de Alexandre Soares do Santos, impulsionador do crescimento da Jerónimo Martins, empresa fundada pelo seu avô Francisco Manuel dos Santos. No ano passado, a família fcou na 3.1 posição devido à queda das ações da Jerónimo Martins, na qual a sociedade familiar, onde estão presentes vários netos e bisnetos do fundador, a Sociedade Francisco Manuel do Santos, detém 56%. O clã descendente do empresário, falecido em 2019 aos 84 anos, detém a maioria do capital e reclama para si, neste ano, uma parcela de cerca de 3,2 mil milhões de euros, já que as ações valorizaram, novamente, face à avaliação anterior. A empresa, que faturou qualquer coisa como 33,5 mil milhões de euros em 2024, valia em bolsa, a 2 de dezembro, cerca de 12,89 mil milhões de euros, e as suas ações cotavam a 20,48 euros. Na 3.1 posição do ranking de 2025 fica a família Guimarães de Mello, herdeira dos negócios de José de Mello, neto do industrial Alfredo da Silva, fundador do complexo industrial CUF. Hoje, esta marca dá nome ao grupo de saúde privado da família, detentor de 44 unidades de saúde, das quais 12 hospitais e 18 clínicas, tendo a área industrial sido renomeada de Bondalti. A família tem ainda uma participação minoritária no consórcio Rubicone, dono da Brisa. Ao todo, a fortuna familiar foi avaliada em cerca de 3,1 mil milhões de euros. As 10 famílias mais ricas valem 25 mil milhões de euros No top 5 dos mais ricos encontram-se ainda a família Azevedo, herdeira da herança indivisa de Belmiro de Azevedo, em 4." posição há alguns anos, ainda que a avaliação da sua fortuna tenha subido consideravelmente neste ano, passando dos 2 383 milhões em 2024, para os 2 790 milhões de euros em 2028, devido à valorização da Sonae neste ano que medeia as duas avaliações. A completar esta shortlist está, nesta edição, Dionísio Pestana que subiu da 6.8 posição para a 5., alcançando um montante de 1 980 milhões de euros de valor. As 10 famílias mais ricas de Portugal subiram de valor face ao ano passado: juntas acumulam um património de 25,1 mil milhões de euros, o que representou um acréscimo considerável face aos 23,5 mil milhões apurados em 2024. Curiosamente, neste ano, a última família a entrar no top 25 ficou acima dos 600 milhões de euros = a família Rios de Amorim, com 612 milhões de euros y sendo que, no ano passado, a última família desta lista estava avaliada em 505 milhões de euros a família Mota, fundadora da Mota Engil. As subidas de valor mais marcantes da lista de 2025, além da de Dionísio Pestana, foram a de Maria do Carmo Neves, proprietária do grupo farmacêutico Tecnimede, que entrou neste ano para o top 25, escalando da 38.1 posição para a 23.1 A sua fortuna passou dos 395 milhões de euros para os 623 milhões de euros, devido à boa performance da empresa e também da valorização do sector em que atua (a avaliação da Forbes tem por base os múltiplos de E/V do sector aplicados aos EBITDAS gerados pelo negócio , veja metodologia em anexo). Também foi este o motivo pelo qual Luís Portela, fundador e acionista do Grupo Bial, subiu dos 742 milhões de euros de 2024 para os 810 milhões de euros. Família Mota perde o seu timoneiro Também a família Mota, que neste ano teve uma triste perda, com o falecimento, no final de novembro, do timoneiro do negócio familiar, António Mota, viu a sua fortuna crescer quase 215 milhões de euros, para os 720 milhões de euros. A Mota-Engil, o seu principal ativo, valorizou consideravelmente entre uma avaliação e outra, ainda que as ações tenham caído ligeiramente após o falecimento do empresário. No dia 2 de dezembro, a empresa cotava a 4,68 euros por ação, atribuindo-lhe um valor de mercado de quase 1,8 mil milhões de euros. Tal como nos anos anteriores, além da energia e da grande distribuição, o sector automóvel tem impulsionado algumas das maiores fortunas nacionais. O GruPo Salvador Caetano, atualmente na mão da família do fundador, o Grupo Nors, pertencente à família Jervell e família Jensen de Leite Faria, e ainda a Ascendum, partilhado entre o grupo Nors e a família Vieira e Mieiro, são três dos grandes conglomerados nacionais neste sector. Por outro lado, a área farmacêutica e a da saúde estão também a aumentar fortunas: a CUF dos Guimarães de Mello valorizou, a Trofa Saúde dos irmãos António Vila Nova e Beatriz Vila Nova e António Martins Carneiro, igualmente. Nas farmacêuticas, a Bial e a Tecnimede somaram pontos no ranking de 2025. Conheça, nas páginas a seguir, qual o ranking dos maiores patrimónios nacionais, atualizados com os dados financeiros de 2024 e de 2025. ® 1 Fernanda, Paula, Marta e Luísa Amorim 5 840 milhões de euros Grupo Galp, Corticeira Amorim, Amorim Luxury, Banco Luso-Brasileiro, herdades, imobiliário Ano após ano, as herdeiras do império criado pelo falecido empresário Américo Amorim consolidam mais um pouco a sua posição de família mais rica do país. A uma distância de cerca de 2,6 mil milhões de euros da 2.e classificada, a família Soares dos Santos, as quatro mulheres Amorim mantêm-se de pedra e cal no pódio das maiores fortunas nacionais. A avaliação da Forbes aponta para um valor de cerca de 5 850 milhões de euros, atualizado ao dia 2 de dezembro, o que Ihe atribui a 562.a posição no ranking mundial dos maiores patrimónios, liderado por Elon Musk. Maria Fernanda Ramos Amorim, viúva de Américo, e as suas três filhas, Paula, a mais velha, Marta e Luísa, a mais nova, partilham entre si a maior fatia do património empresarial do país, sustentado sobretudo em dois grandes ativos: a Galp e a Corticeira Amorim. Américo Amorim, falecido em 2017, iniciou a construção da sua fortuna pela área industrial, engrandecendo, com os seus irmãos, um pequeno negócio da familia, o fabrico de rolhas de cortiça, fundado pelo avô, António Alves de Amorim, em 1870. Desde então foram muitas as modificações num negócio que se tornou líder mundial no sector da cortiça e que valeu ao empresário de Mozelos o apelido de Rei da Cortiça. Hoje, o negócio tem uma capitalização bolsista de perto de 900 milhões de euros, apesar de já ter valido mais , na avaliação de 2024, a corticeira valia cerca de 1,11 mil milhões de euros , estando as suas ações a cotar a cerca de 6,56 euros no dia da análise da Forbes. Mas o maior ativo das quatro mulheres é mesmo a sua participação no capital da Galp, através da sociedade Amorim Energia, que detém 36,7% da empresa. A companhia energética nacional está avaliada pelo mercado em cerca de 12,2 mil milhões de euros, com as ações a cotar a 17,55 euros no dia 2 de dezembro. Paula Amorim continua a ser a mais mediática das três empresárias. Preside ao conselho de administração da Galp desde 2016, atividade que acumula com os seus negócios na área do luxo. Fundou O Amorim Luxury Group em 2005, tendo adquirido a conceituada loja de luxo Fashion Clinic, seguindo-se a aquisição de uma participação na Tom Ford, entretanto vendida. Representa mais de 100 marcas de luxo. Paula Amorim está ainda a investir na sua marca de restauração e hotelaria, a JNcQuoi, no imobiliário, na Comporta, e criou ainda a sua marca de moda, Paula. Marta Amorim lidera a holding familiar, o Grupo Américo Amorim, e Luísa Amorim está a fazer o seu caminho na área dos vinhos e do enoturismo, investindo na Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, onde abriu o primeiro hotel vínico, na quinta da Taboadella, no Dão, e num projeto, mais recente, no Alentejo. 2 Família Soares dos Santos 3 200 milhões de euros Sociedade Francisco Manuel dos Santos, Jerónimo Martins São sete os filhos de Alexandre Soares dos Santos que partilham entre si a fortuna deixada pelo pai, falecido em 2019 aos 84 anos de idade. A família voltou neste ano à 2.e posição da lista dos maiores patrimónios nacionais, depois de as ações da Jerónimo Martins, o seu maior ativo, terem subido face à avaliação de 2024.com mais de 230 anos de história, o grupo Jerónimo Martins teve origem numa mercearia da capital, fundada por um jovem galego, Jerónimo Martins, que fornecia na época a casa real. Contudo, foi pela mão de Alexandre Soares dos Santos que o pequeno negócio deu origem ao império da distribuição que é atualmente. Os rostos mais mediáticos da família SAO Pedro, Francisco e José, que entraram no negócio familiar há vários anos. Pedro Soares dos Santos entrou na Jerónimo Martins em 1983 e fez carreira dentro da companhia dona de marcas de distribuição como a Pingo Doce. ê presidente do conselho de administração desde 2013. Os herdeiros de Soares dos Santos detêm uma participação maioritária na Sociedade Francisco Manuel dos Santos BV, dona de cerca de 56% da Jerónimo Martins, empresa familiar partilhada por outros elementos como os primos Fernando Figueiredo dos Santos e Maria Isabel dos Santos. A empresa cotada vale cerca de 12,89 mil milhões de euros em bolsa, e as suas ações cotavam a 20,48 euros no dia 2 de dezembro. Um ano antes, o papel da companhia cotava a 18,19 euros, tendo o seu valor caído cerca de 20% face à avaliação de 2023. o grupo Jerónimo Martins faturou qualquer coisa como 33,5 mil milhões de euros em 2024, o que representou um crescimento de 9,3% face ao ano anterior. O EBITDA subiu 2,9% para os 2,2 mil milhões de euros, e os lucros atingiram os 599 milhões de euros.com quase 140 mil colaboradores, o grupo tem a maior fatia do seu negócio na Polónia através da marca de supermercado Biedronka. Em Portugal detém 489 lojas Pingo Doce e 43 lojas Recheio. 3 Família Guimarães de Mello 3 100 milhões de euros Grupo José de Mello, CUF, Brisa, Bondalti, José de Mello Residências, herdades A familia descendente do industrial Alfredo da Silva está novamente no 3.0 lugar dos maiores patrimónios nacionais, depois de, no ano passado, ter ascendido à 2.e posição do ranking da Forbes Portugal. São 12 os descendentes de José Manuel de Mello , neto de Alfredo Silva, fundador da CUF que partilham o legado deixado pelo empresário falecido em 2009, e que está avaliado, nesta edição, em cerca de 3,1 mil milhões de euros. Vasco de Mello, chairman, e Salvador de Mello, CEO, SáO OS dois rostos mais conhecidos do clã, pois lideram há vários anos os negócios familiares consolidados no Grupo José de Mello. Tendo sido nacionalizado em 1975, José de Mello reconstruiu o grupo CUF a partir de 1988, tendo criado o Banco Mello, em 1991. Seguiu-se a aquisição de empresas outrora da familia: a Seguradora Império, a Soponata, a Quimigal, que marca o regresso da familia à indústria química, retomando o nome CUF. Atualmente a marca CUF aplica-se apenas à área da saúde, e a área química está sob o chapéu Bondalti. o Grupo José de Mello atua atualmente em quatro áreas, com quatro marcas-chave. O grupo é dono da marca CUF para a rede de hospitais e clínicas privadas, Bondalti para a indústria, e WineStone para a área dos vinhos. Por último, no sector das infraestruturas e mobilidade, mantém ainda uma participação na Brisa, através do consórcio Rubicone, ainda que já não seja maioritária, por ter desinvestido, em 2020, nesta área de atividade. A rede CUP detém já 44 unidades de saúde, das quais 12 hospitais, 18 clínicas, 13 centros de saúde CUF e 1 instituto, situadas em várias localizações a nível nacional. Esta área é já a que mais contribui para a fortuna familiar. A atividade da Bondalti está também a crescer, ainda que de forma lenta, com um volume de negócios que já ultrapassa os 535 milhões de euros e um EBITDA de 70 milhões de euros. A holding dedicada à área dos vinhos está a investir nas propriedades da família e nas marcas mais conceituadas, como a Ravasqueira, a Quinta de Pancas, e a Quinta do Côtto, sendo o enoturismo uma das apostas para o crescimento futuro do grupo. 4 Nuno, Paulo e Cláudia Azevedo 2 790 milhões de euros Sonae SGPS, Sonae Capital, Sonae Indústria, SonaeCom, sociedades agricolas e imobiliário Mantêm a 4.e posição do ranking dos mais ricos da Forbes Portugal. Nuno, Paulo e Cláudia Azevedo são os três herdeiros do império construído pelo empresário Belmiro de Azevedo, falecido em 2017. A origem da sua fortuna está numa empresa industrial, no sector das madeiras, a Sonae = Sociedade Nacional de Estratificados, que o empresário, já detentor de uma parcela, acaba por adquirir à familia do banqueiro Afonso Pinto Magalhães, em 1982. Estava criada a génese de um grupo industrial, mas que atualmente está bastante diversificado, atuando na área da grande distribuição, no retalho especializado, nas telecomunicações, entre outras. A avaliação do património familiar situa-se neste ano nos 2,79 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 400 milhões de euros face à avaliação de dezembro de 2024. A herança indivisa , foi um dos processos de sucessão mais bem planeados do país , está concentrada na holding Efanor, que tem participações nas empresas cotadas Sonae SGPS e Sonaecom SGPS e detém ainda a Sonae Indústria, que saiu, entretanto, da bolsa, e a Sonae Capital. Além destes importantes ativos tem ainda imobiliário variado e sociedades agricolas, como a Casa Agricola de Ambrães. Liderada por Cláudia Azevedo desde 2018, a Sonae alcançou um volume de negócios consolidado de quase 10 mil milhões de euros em 2024, o que representou um incremento de 18% face ao ano anterior. O grupo integra no seu portefólio marcas como a Modelo Continente, a Worten, a MO, a Salsa Jeans, a Zipyy, a Wells, a Sierra, a NOS, entre muitas outras. 5 Dionísio Pestana 1 980 milhões de euros Grupo Pestana, Pousadas de Portugal, Casino da Madeira, Empresa de Cervejas da Madeira o fundador do Grupo Pestana ascende neste ano à 5.0 posição do ranking dos mais ricos da Forbes Portugal. Dionísio Pestana, que na lista de 2024 se encontrava em 6.0 lugar, vê o seu património valorizar em mais de 230 milhões de euros, estando muito próximo de atingir OS 2 mil milhões de euros de património. O empresário fundou, em 1972, com o seu pai, Manuel Pestana, o grupo Pestana, tendo como base uma pequena unidade hoteleira da familia, o Hotel Atlântico, situado na ilha da Madeira. Hoje, nesse local, está instalado o Pestana Carlton Madeira. Nos últimos anos a avaliação do maior império hoteleiro nacional tem registado uma curva ascendente, pois o grupo não para de crescer: da Madeira passou para o Algarve, para Lisboa, e o primeiro hotel fora de fronteiras abriu em 1998, primeiro em Moçambique e depois no Brasil. Hoje está presente em 16 países, e dispõe de uma rede de 110 hotéis, com uma oferta total de 7 591 quaros no final de 2024. O Grupo Pestana é hoje uma das maiores cadeias hoteleiras da Europa. As suas unidades estão divididas por quatro marcas: Pestana Hotels & Resorts, Pestana Pousadas de Portugal, Pestana Collection Hotels e Pestana CR7 Lifestyle Hotels. Em 2024, as suas receitas atingiram os 652 milhões de euros e a atividade libertou um EBITDA de 206 milhões de euros, um crescimento de 58%, o que teve impacto na avaliação do grupo. O negócio tem ainda vantagem de ter reduzido a dívida líquida. ? empresário é ainda proprietário de outros negócios, como a Empresa de Cervejas da Madeira. 6 António Silva Rodrigues 1 1916 milhões de euros Grupo Simoldes, Banco BIG, Millenium BCP, imobiliário António da Silva Rodrigues e o seu único filho, Rui Paulo Rodrigues, atualmente CEO do grupo, ascenderam neste ano à 6.e posição do ranking nacional das maiores fortunas nacionais, depois de ter ficado na 8.e posição da lista de 2024. o empresário de Oliveira de Azeméis fundou o Grupo Simoldes a partir de uma pequena oficina de moldes criada em 1959 com a ajuda do seu pai, Carlos Carreira, e do seu avô, Manuel Carreira. Hoje o grupo, especializado na indústria de moldes e no fabrico de componentes para a indústria automóvel, agrega já 36 empresas, em vários continentes, 20 unidades de produção e 3 centros de engenharia. Exporta mais de 95% da sua produção, trabalhando com grandes grupos automóveis, como o Grupo Volkswagen, o grupo Renault Nissan, o Stellantis, o Mercedes-Benz, entre outros. O volume de negócios agregado do grupo ascende a perto de mil milhões de euros, fasquia que deverá ultrapassar já em 2026, com os novos investimentos a funcionar.com a duplicação da capacidade da fábrica de Marrocos e da fábrica de Curitiba, no Brasil, e ainda uma nova inauguração no Brasil, em Porto Real, as receitas internacionais deverão crescer acentuadamente. Do património de António da Silva Rodrigues fazem ainda parte investimento no sector financeiro, como a participação no banco BIG, no qual já é o maior acionista, e detém ainda ações do Banco BCP e de várias multinacionais. Além disto, detém ainda património imobiliário. 7 Fernando Campos Nunes 1 890 milhões Grupo Visabeira, Vista Alegre Atlantis, Bordalo Pinheiro, TV Cabo Angola, TV Cabo Moçambique, hotéis e imobiliário E um dos maiores conglomerados nacionais. O Grupo Visabeira, cuja génese nasceu numa empresa fundada em 1980, para a área das infraestruturas de telecomunicações, em Viseu, por Fernando Campos Nunes e o seu irmão, é hoje uma multinacional que manteve a sua sede na cidade que a viu nascer. Atualmente atua em várias frentes, como as telecomunicações e tecnologia, a construção, a energia, passando ainda pelo turismo e pela indústria. A avaliação da Forbes Portugal atribuiu ao empresário de Viseu uma fortuna de cerca de 1 898 milhões de euros, um considerável crescimento de valor face ao ano passado, cuja fortuna estava nos 1 596 milhões de euros. Subiu assim da 10.« para a 7.a posição do ranking dos maiores patrimónios nacionais. Ao longo destes 45 anos de atividade, o grupo tem crescido a um grande ritmo, sobretudo na expansão internacional. Em 2024, o volume de negócios do grupo Visabeira atingiu os 2 093 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 24% face às receitas geradas em 2023, e libertou um EBITDA de 244 milhões de euros, um crescimento de 4%.com presença em 18 países, ocupa mais de 13 mil colaboradores nas várias áreas de atividade. Está dividido em três sub-holdings: a Visabeira Global, que acumula as telecomunicações, a tecnologia, a energia e a construção e contribui com a larga maioria das receitas; a Visabeira Indústria, que acumula a Vista Alegre Atlantis e a Bordalo Pinheiro; e a Visabeira Turismo e Imobiliário que controla a marca hoteleira Montebelo, em Portugal, e Girassol, em Moçambique, país onde também explora o Parque Nacional da Gorongosa. 8 Família Alves Ribeiro 1 790 milhões de euros Alrisa, Alves Ribeiro Construção, Mundicenter, Banco Invest Os irmãos Vítor Silva Ribeiro e José Alves Ribeiro têm sido o rosto mais visível do crescimento dos negócios da familia Alves Ribeiro. Discreta, a familia está longe dos holofotes da vida pública, mantendo-se praticamente desconhecida fora da esfera dos negócios. A avaliação anual da Forbes Portugal atribui-Ihe um património empresarial de cerca de 1 790 milhões de euros, um valor praticamente idêntico ao do ano passado. A família controla, através da holding Alrisa, a totalidade do capital da construtora Alves Ribeiro, do Banco Invest e da Mundicenter, dona de 9 centros comerciais, entre eles Amoreiras e o OeirasParque, e do Lumen Hotel, em Lisboa. A construção está na base da fortuna familiar. Foi em 1931 que Artur Fernandes Alves Ribeiro, o patriarca, iniciou o negócio em nome individual, tendo fundado a construtora Alves Ribeiro em 1941, para a construção civil e obras públicas, sobretudo estrada e aeroportos. Entre 1931 e 1941, a maior obra realizada foi a construção da Av. Gago Coutinho e a Av. Almirante Reis em Lisboa. Em 2024, a construtora fatura cerca de 335 milhões de euros, mas esta área de negócio já não é a que pesa mais na fortuna familiar. A gestão de centros comerciais é, a par com o Banco Invest, um dos grandes negócios do grupo. A Mundicenter registou um volume de negócios agregado de todos oS lojistas de cerca de 873 milhões de euros, tendo o negócio libertado um EBITDA de quase 60 milhões de euros. o Banco Invest, por sua vez, registou resultados líquidos de 22,5 milhões de euros. 9 Família Silva Domingues 1 320 milhões de euros Grupo BA Glass, Fim do Dia SGPS, Tangor Capital, Atanágoras Imobiliária, Euroatla, Euronave, Cerealis Francisco Silva Domingues e Rita Silva Domingues lideram os negócios da família herdeira do empresário nortenho José Augusto da Silva Domingues. Foi em 1986 que o economista, que era também accionista e administrador no grupo Sogrape, se lança sozinho no mundo empresarial ficando com 80% do capital da BA Vidros (herdeira da vidreira Barbosa e Almeida), em troca dos 18% que detinha na Sogrape e na Vinícola do Dão.com o seu falecimento em 1990, a herança foi mantida indivisa na familia Silva Domingues, que continuou como acionista maioritário, tendo então a sua viúva, Carmen Silva Domingues, assumido a gestão. A empresa dispersou capital em bolsa, mas, em 1998, a família entregou o controlo da companhia ao grupo Sonae. Em 2003, os filhos Francisco e Rita Silva Domingues acabam por realizar uma operação de MBO , Management Buy Out, em parceria com Carlos Moreira da Silva, ex-quadro da Sonae, e adquirem a totalidade da companhia.com 14 unidades industriais na Europa e nos EUA, o Grupo BA Glass, que produz cerca de 12 mil milhões de garrafas e embalagens de vidro, vende para mais de 70 países. Faturou, em 2024, 1 532 milhões de euros, tendo liberado um EBITDA de 401 milhões de euros. A família Silva Domingos tem ainda outros negócios que contam nesta avaliação, como a Cerealis, dona da Nacional e da Milaneza, que partilha com Carlos Moreira da Silva, a Euroatla e a Euronave, na área dos transportes marítimos, e várias sociedades imobiliárias. 10 Carlos Moreira da Silva 1 309 milhões de euros BA Glass Group, Teak Capital, Fim dos Dia SGPS, Horizon Equity Partners, Cerealis O empresário Carlos Moreira da Silva, que chegou a ser o braço-direito nos negócios de Belmiro de Azevedo , e que tem Paulo Azevedo como chairman nos seus negócios , viu crescer consideravelmente o seu património empresarial nos últimos anos. Embora tenha caído da 9,e posição no ranking de 2024, para a 10.e, com uma avaliação ligeiramente inferior à do ano passado, Carlos Moreira da Silva continua de pedra e cal na escalada das maiores fortunas nacionais. A Forbes Portugal avaliou neste ano a sua parcela em cerca de 1,3 mil milhões de euros, uma vez que o EBITDA do Grupo BA Glass, valor usado para as avaliações, caiu mais de 130 milhões de euros. Foi através de um processo de MBO que o executivo comprou à Sonae, em 2004, aquele que é hoje o seu maior ativo, o Grupo BA Glass e que partilha com a família Silva Domingues. A empresa especializada em embalagens de vidro , produz cerca de 12 mil milhões de unidades ao ano , vende para 70 países.com cerca de 5 mil funcionários, e 14 unidades industriais instaladas em vários países na Europa e nos Estados Unidos, o grupo registou receitas de 1 532 milhões de euros em 2024. Já o EBITDA do grupo caiu para os 401milhões de euros, prejudicando a avaliação deste ano, face à realizada em 2024. Carlos Moreira da Silva consolida os seus negócios nas holdings Teak Capital e na Fim dos Dia SGPS, que partilha com família Silva Domingues. Entre os seus negócios está ainda a Cerealis, que detém marcas de massas alimentícias como a Nacional e a Milaneza, e a sociedade de investimento Horizon Equity Partners. 11 Angelina Caetano Ramos e familia 1 308 milhões de euros Grupo Salvador Caetano, Toyota Caetano, Caetano Bus, Salvador Caetano Indústria, Salvador Caetano Capital, Salvador Caetano Auto Mantêm-se estável na 11.a posição a família descendente de Salvador Fernandes Caetano, emblemático empresário de Vila Nova de Gaia que criou um império nacional na área da indústria automóvel. Trata-se de um negócio com alguns desafios sectoriais, mas que o conglomerado português tem conseguido segurar, apesar de ter anos melhores do que outros. O Grupo Salvador Caetano é partilhado por Maria Angelina Caetanos Ramos, filha do falecido empresário, pelo marido, José da Silva Ramos, e pelos filhos do irmão Salvador Acácio Caetano, que faleceu em 2022. A Fundação Salvador Caetano, constituída em 1981, é também dona de uma pequena parcela do grupo. Recorde-se que, na divisão patrimonial dos herdeiros, em 2011, Maria Angelina e Salvador Acácio ficaram com a área industrial, e a irmã Ana Maria Caetano ficou com outras participações, nomeadamente 11% na Soares da Costa. Em 2024, o Grupo Salvador Caetanos registou um volume de negócios agregado de 4,3 mil milhões de euros, e um EBITDA de 318 milhões de euros.com quase 9 mil colaboradores, o conglomerado industrial vendeu cerca de 167 mil veiculos, agregando mais de 150 empresas localizadas na Europa, na América do Sul e em Africa. 12 Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira 1 223 milhões de euros Grupo Semapa, Secil, The Navigator Company, Ritz Four Seasons As três herdeiras do empresário Pedro Queiroz Pereira ultrapassaram neste ano a fasquia dos 1000 milhões de euros de património empresarial. Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira viram as ações das suas participadas subirem neste ano face à avaliação em dezembro do ano passado. A 2 de dezembro de 2024, as ações da Semapa cotavam a 13,62 euros, e a 2 de dezembro deste ano estavam a 16,66 euros. Por este motivo, a sua fortuna conjunta subiu consideravelmente, atingindo uma avaliação de 1,22 mil milhões de euros. As três irmãs partilham entre si o legado do pai, falecido em 2017, aos 69 anos de idade, que construiu a pulso um grupo industrial atualmente sustentado sobretudo no grupo papeleiro Navigator Company e na cimenteira Secil. As participações das três mulheres estão organizadas nas holdings Sodim e Cimo, que detêm a larga maioria das ações da Semapa, holding de investimentos cotada em bolsa desde 1995. Constituída em 1991, a Semapa concorreu e ganhou, em 1994, a privatização da Secil e da CMP, e em 2004 ganha também a privatização da Portucel Soporcel, hoje designada de Navigator Company. Em 2024, o volume de negócios da Semapa atingiu OS 2 850 milhões de euros, ocupando um total de 7 150 colaboradores. 13 Tomás Jervell e família 1 080 milhões de euros Prime Jervell Holding, Grupo Nors, AutoSueco, Ascendum, Civiparts A familia Jervell é a última da lista de 2025 a ultrapassar a fasquia dos 1 000 milhões de euros de valor. Apesar de a avaliação deste ano ter descido face à de 2024, uma vez que o negócio caiu ligeiramente, a familia continua a ser uma das mais poderosas no mundo empresarial. Tomás Jervell, filho do falecido Tomaz Jervell, que liderou o grupo familiar durante vários anos, tomou as rédeas dos negócios desde cedo, sendo CEO do Grupo Nors desde 2006. A participação de 63% da familia no grupo que atua assencialmente no sector automóvel, maquinaria e mobilidade está organizada na Prime Jervell Holding. A restante fatia está na mão da familia Jensen de Leite Faria, sua sócia desde a fundação da Auto-Sueco, em 1949. O Grupo Nors registou um volume de negócios de 2,78 mil milhões de euros, e está presente em 17 países em quatro continentes. Além de Portugal e Espanha, atua em mercados como oS Estados Unidos, o Brasil ~ os dois mercados principais fora da Península Ibérica Canadá, Angola, Austria, entre outros. Tem atualmente uma equipa que ascende a mais de 3 mil colaboradores. Além da Auto-Sueco, o grupo consolida empresas como a Ascendum , que partilha com a familia de Ernesto Gomes Vieira , a Civiparts, a AS Parts, entre muitas outras. 14 Jorge Rebelo de Almeida 951 milhões de euros X-Par , Participações e Investimentos, Grupo Vila Galé Jorge Rebelo de Almeida, fundador do grupo hoteleiro Vila Galé, desceu um lugar na edição de 2025 do ranking dos mais ricos de Portugal. A avaliação deste ano ficou abaixo da fasquia dos 1 000 milhões de euros, depois de a ter ultrapassado ligeiramente em 2024. O empresário é dono de um dos maiores grupos hoteleiros nacionais , o segundo, a seguir ao Grupo Pestana e está ainda a meio da lista das 200 maiores empresas hoteleiras, segundo a revista Hotels. Do grupo fazem parte atualmente 52 unidades hoteleiras, das quais 34 se situam em Portugal, 13 no Brasil, 4 em Cuba e 1 em Espanha. Ao todo, a marca representa uma oferta de mais de 10 mil quartos e 25 mil camas.com um ativo de 5 mil funcionários, a génese do grupo está na fundação de uma primeira unidade hoteleira no Algarve, na praia da Galé, em 1986, projeto que arrancou pela mão de Jorge Rebelo de Almeida com mais dois sócios, que sairam, entretanto, do negócio. A Vila Galé , Sociedade de Empreendimentos Turísticos é a principal empresa do grupo e dedica-se à exploração e gestão de todas as unidades hoteleiras que o integram e, ainda, à realização de projetos e à construção de novos empreendimentos turísticos. O grupo explora ainda os restaurantes Inevitável, as Pizzarias Massa Fina e os SPA Satsanga. Do portefólio do empresário, organizado na holding XPar, consta ainda a Herdade Santa Vitória, no Alentejo, e a Quinta do Val Moreira, no Douro, propriedades nas quais produz vinho. 15 Fernando Figueiredo dos Santos 842 milhões de euros Sociedade Francisco Manuel dos Santos, Jerónimo Martins, XRS Motor o primo de Alexandre Soares dos Santos é, a par com a sua prima Maria Isabel do Santos, o segundo maior acionista da Jerónimo Martins, através da sociedade familiar detentora de 56% da Jerónimo Martins. E através da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, seu avô, que detém, de forma indireta, a sua participação na Jerónimo Martins. Foi em 1941 que Francisco Manuel do Santos organizou, com os seus sete filhos, as suas participações empresariais, que posteriormente viriam a constituir um dos maiores grupos de distribuição na Europa. Neste ano, Fernando Figueiredo dos Santos subiu 4 posições no ranking, visto a sua parcela na Jerónimo Martins ter valorizado face a 2024: a capitalização bolsista da empresa situava-se nos 12,89 mil milhões de euros no dia 2 de dezembro, com as ações a cotar a 20,48 euros. No mesmo dia do ano passado, as mesmas valiam 18,19 euros. A Jerónimo Martins, dona de marcas como a Pingo Doce e a Recheio, em Portugal, e a Biedronka, na Polónia, registou um volume de negócios na ordem dos 33,5 mil milhões de euros em 2024, sendo o mercado polaco o que mais contribuiu para as receitas.com 140 mil colaboradores, o grupo tem em Portugal 489 lojas Pingo Doce e 43 lojas Recheio. Low-profle, como toda a familia, pouco se conhece de Fernando Figueiredo dos Santos: é dono da holding XRS, dedicada ao comércio de veículos da marca Porsche, e tem ainda uma empresa de aluguer de veículos, a XRS Rent. 16 Ernesto Gomes Vieira e família 835 milhões de euros Ascendum Apesar de ter descido ligeiramente a sua avaliação de 2025, a família de Ernesto Gomes Vieira manteve a posição de 2024 no ranking dos mais ricos no país. A avaliação da Forbes atribuiu-Ihe uma parcela de 835 milhões de euros, ligeiramente abaixo da de 2024. O seu principal ativo é o Grupo Ascendum, que partilha, em partes iguais, com o Grupo Nors, da família Jervell e a família Jensen de Leite Faria. ? grupo, liderado por João Mieiro, é um dos maiores distribuidores do mundo da Volvo Construction Equipments, estando presente em várias geografias com soluções globais para os sectores da construção, obras públicas, terraplanagens, camiões e outros. Em 2024, o grupo faturou 1,24 mil milhões de euros e registou um EBITDA de 168 milhões de euros. A génse do grupo remonta a 1955 quando Ernesto Rodrigues Vieira, então representante da Volkswagen, começou a vender camiões Volvo que eram importados pela Auto-Sueco, de Luís Jervell e Ingvar Poppe Jensen. Foram estes dois empreendedores que desafiaram Ernesto Rodrigues Vieira a constituir uma sociedade para vender veículos Volvo na zona centro, tendo então surgido a Auto-Sueco Coimbra. A participação da família Vieira e Mieiro na Ascendum está concentrada na holding Ernesto Vieira & Filhos, que é repartida por duas sociedades, uma de Ernesto Gomes Vieira e dois filhos, Ernesto e Carlos, e outra de Alcina e Ricardo Mieiro, e filhos Ricardo, João, Paulo, Pedro e herdeiros de António Vieira Conde. 17 Luís Portela 810 milhões de euros Grupo Bial, Bial, Portela e Companhia Luís Portela, impulsionador do grupo farmacêutico Bial, volta a subir no ranking dos maiores patrimónios nacionais, posicionando-se, na edição de 2025, no 17.0 lugar, com uma avaliação de 810 milhões de euros. O empresário concentra as suas participações na Bial Holding, sendo que a empresa que mais contribui para o bolo patrimonial é a Bial, Portela e Companhia, que investiga, desenvolve e produz medicamentos. Só esta área registou receitas de 261 milhões de euros em 2024, e libertou um EBITDA de 60 milhões de euros. Foi a primeira empresa portuguesa a ter um produto patenteado à venda nas farmácias europeias e nas norte-americanas, o Zebinix, destinado ao tratamento da epilepsia. Na origem do Grupo Bial está um pequeno laboratório fundado no Porto pelo seu avô, âlvaro Portela, em 1924, por cima da farmácia na qual trabalhava. Luís Portela, médico de formação, assumiu, com a morte do seu pai, em 1979, a liderança do pequeno negócio, tendo elevado a outro patamar a empresa familiar. Apostou na inovação e no desenvolvimento para se destacar no panorama nacional, e vários foram os prémios, destaques e certificações que recebeu ao longo da sua carreira. o grupo Bial, que mantém a sede em Portugal apesar de ter presença física em países como OS Estados Unidos, a Alemanha, a Itália, a Suíça, a Espanha, entre outros, exporta mais de 60% da sua produção. Luís Portela afastou-se da gestão da empresa e cedeu a liderança ao seu filho, António Portela, que assumiu a função de CEO em 2011. 18 Maria Isabel Martins dos Santos 792 milhões de euros Sociedade Francisco Manuel dos Santos, Jerónimo Martins A prima de Alexandre Soares dos Santos, filha única de Vasco Narciso dos Santos, e neta do fundador da Jerónimo Martins, volta neste ano a subir de posição na lista da Forbes Portugal. De Maria Isabel Martins dos Santos pouco se sabe além de que a sua fortuna advém da sua participação na Sociedade Francisco Manuel dos Santos, na qual o seu pai, que faleceu em 2018, detinha 10,5%. Ocupa neste ano a 17.a posição da lista dos mais ricos de Portugal, com uma fortuna calculada em 792 milhões de euros, à data de 2 de dezembro. Tem a mesma parcela do seu primo Fernando Figueiredo dos Santos, mas não se Ihe conhecem outros negócios passíveis de avaliação. A Sociedade Francisco Manuel dos Santos detém cerca de 56% da Jerónimo Martins, que na data da avaliação tinha um valor de mercado de cerca de 12,9 mil milhões de euros. As ações da empresa cotavam a 20,48 euros, o que representa um acréscimo face aos 18,19 euros registados no mesmo dia do ano passado. O grupo, dono das cadeias de distribuição Pingo Doce, Recheio, Biedronka e Ara, faturou cerca de 33,5 mil milhões de euros em 2024. Maria Isabel Martins dos Santos, licenciada em Filosofia, chegou a trabalhar alguns anos no grupo Jerónimo Martins, no qual entrou para a área de recursos humanos, estando agora afastada da empresa familiar. 19 Avelino Gaspar 790 milhões de euros Grupo Lusiaves, Campoaves, Racentro, Avisabor, Triun SGPS, Media Capital Apesar de ter subido ligeiramente o valor da sua fortuna, Avelino Gaspar e a sua familia desceram uma posição no ranking dos maiores patrimónios nacionais, passando a ocupar o 19.0 lugar. A avaliação de 2025 atribuiu um montante de 790 milhões de euros ao empresário de Leiria, um valor cerca de 20 milhões acima do ano passado. O empresário conseguiu em poucos anos duplicar o Grupo Lusiaves, dedicado ao sector avicola, que fundou em 1986. Mas a génese do negócio está ainda na década de 70, quando o jovem Avelino decidiu complementar os seus rendimentos com a criação de alguns pintos num anexo de casa dos pais. Depois de fundado o grupo, e sobretudo a partir da crise de 2003, o empresário começou a fazer aquisições de pequenas explorações avicolas, fazendo do grupo o que ele é hoje. Atualmente é composto por 86 quintas de produção, 7 centros de abate, 14 entrepostos, 2 fábricas de produção de ração e 1 fábrica de transformação de subprodutos.com um volume de negócios superior a 450 milhões de euros, o grupo emprega 5 500 colaboradores, em cerca de 30 empresas, e exporta para mais de 20 países. Na holding familiar, a Lusiaves SGPS, existem ainda outros investimentos fora deste sector de atividade. A Triun SGPS, liderada por Paulo Gaspar, é dona de 23% da Media Capital, que detém a TVI e a Plural Entertainment. A familia é ainda dona de uma participação de 56% na Meigal Construção e Administração de Propriedades SA e de 33% na Printspring. A familia é ainda dona do Your Hotel & Spa, em Alcobaça. 20 Manuel Alfredo de Mello 760 milhões de euros Nutrinveste SGPS, Sovena Group SGP, Sovena Oil Seeds A família do empresário Manuel Alfredo de Mello ocupa a 20.e posição do ranking das maiores fortunas nacionais segundo a Forbes Portugal, com uma fortuna avaliada em cerca de 760 milhões de euros. Ligada ao sector dos óleos e dos azeites, através da holding Nuntrinveste, a família tem engradecido o seu património consideravelmente nos últimos anos. o empresário é descente de Jorge de Mello, neto do industrial Alfredo Silva, fundador da CUF, e fez renascer os seus negócios após as nacionalizações do 25 de Abril, época em que o património industrial familiar foi delapidado. Dedicou-se à área agroalimentar, com a criação da Nuntriveste e da Sovena. Oliveira da Serra é a marca de azeite mais reconhecido do grupo, mas existem outras marcas como a Andorinha, a Olivari, e, nos óleos alimentares, o destaque vai para a Fula, a Vêgê e Frigi. Fornece ainda algumas marcas da grande distribuição. O grupo é hoje um dos maiores produtores de azeites do mundo , exporta parta cerca de 70 países =, sendo que a Sovena é a única empresa que integra toda a cadeia de valor: produção de azeitona, lar, embalamento e distribuição. Além da Sovena, o grupo tem ainda a Nutrifarms, área de negócio que se dedica à plantação e exploração de olivais próprios ou arrendados, além da gestão de lagares. Este é, segundo a empresa, um projeto integrado e único, a nível mundial. O volume de negócios agregado do grupo ultrapassou já a fasquia dos 1 000 milhões de euros , só a Sovena Portugal Consumer Goods registou receitas de quase 550 milhões de euros em 2024. 21 Família Mota 720 milhões Mota Gestão e Participações, Mota Engil, Swipe News, Caves da Cerca, sociedades agricolas, imobiliário A família Mota sofreu este ano uma triste perda: António Mota, dinamizador do negócio familiar, a Mota-Engil, faleceu no passado dia 30 de novembro, aos 71 anos de idade. O empresário, que liderou a construtora da família durante três décadas, foi o grande "arquiteto" da fusão entre as empresas Mota e Companhia e a Engil. A Mota Engil, cotada em bolsa, tem origem numa construtora fundada em Amarante, em 1946, por Manuel António da Mota, chamada então de Mota e Companhia, e que veio a fundir-se com a Engil no ano 2000. Em 2024, a companhia atingiu um volume de negócios recorde de 5 951 milhões de euros, e um EBITDA de 955 milhões de euros. A família Mota , agora composta pelos herdeiros de António Mota e as suas irmãs, Maria Manuela, Maria Teresa e Maria Paula , está este ano na 21a posição do ranking anual da Forbes Portugal, com uma avaliação de 720 milhões de euros. No dia 2 de dezembro, a Mota-Engil cotava a 4,68 euros por ação, atribuindoIhe um valor de mercado de quase 1,8 mil milhões de euros. A holding familiar, FM Sociedade de Controlo SGPS, é dona de 40% da companhia, detendo ainda outros negócios e várias propriedades, nomeadamente na área dos vinhos. 22 Manuel e Rita Celeste Violas 689 milhões de euros Violas SGPS, Super Bock Group, Solverde, Cotesi Rita Celeste Violas e Manuel Violas partilham, de forma igualitária, o património familiar organizado na holding Violas SGPS. Os dois irmãos desceram de posição no ranking de 2025 da Forbes Portugal, devido ao facto de o valor apurado na nossa avaliação ser inferior à do ano passado. Situam-se agora no 22.0 lugar com um património de cerca de 689 milhões de euros, sustentado essencialmente na sua participação na Super Bock Group, na empresa industrial Cotesi e nos casinos Solverde. A família é descendente do falecido empresário Manuel de Oliveira Violas, fundador da Corfi, Cordoaria e Fios, em Espinho, em 1943, empresa que mais tarde se uniu à Cotesi, indústria de fios, cordas, redes e cabos, e que ainda hoje está nas mãos da família. Porém, esta área não é o maior ativo dos dois irmãos: a sua participação no consórcio Viacer, dono de 56% do Super Bock Group , anteriormente designado de Unicer , e que partilha com a Carlsberg, é responsável pela maior fatia do seu património. O grupo produz, além da Super Bock, a cerveja Carlsberg e a Sommersby, e comercializa a Pedras Salgadas e a água Vitalis. Outra área que contribui bastante para a avaliação do património Violas é a Solverde, que a família detém a 100%. Em 2024, a Solverde faturou cerca de 172 milhões de euros e registou um EBITDA de 23 milhões de euros. 23 Maria do Carmo Neves 623 milhões de euros Grupo Tecnimede Maria do Carmo Neves protagoniza uma nova entrada no top dos 25 mais ricos de Portugal, tendo subido da 38.e posição, que ocupava em 2024, para a 23., na edição de 2025. A cofundadora e acionista do Grupo Tecnimede beneficiou dos bons resultados da companhia farmacêutica e da valorização deste sector, tendo o seu património empresarial sido avaliado em cerca de 623 milhões de euros. Maria do Carmo Neves cofundou a companhia em 1980 com o seu marido, Jorge Ruas da Silva, médico de formação, que faleceu em 2022, aos 83 anos de idade. Sediado em Sintra, o grupo Tecnimede cresceu de forma acelerada nos últimos anos, e já distribuiu os seus produtos em mais de 100 países, representando as exportações mais de 50% das receitas. Além de Portugal, tem presença direta em mais cinco países: Espanha, Itália, Marrocos, Colômbia e Brasil. Sediado em Sintra, o grupo, que emprega cerca de 750 pessoas, é composto por oito empresas que atuam em todo o ciclo de vida do medicamento, desde a investigação e desenvolvimento à produção, comercialização e distribuição. Detém também duas fábricas próprias, uma em Portugal e outra em Marrocos, e ainda um centro de Investigação e Desenvolvimento. Tem já um portefólio de 440 patentes concedidas. 24 Nuno Macedo Silva 620 milhões de euros Grupo RAR, RAR Açúcar, Colep, Vitacress, Acembex, RAR Imobiliária O negócio do açúcar, que está na base da constituição do Grupo RAR (Refinarias de Açúcar Reunidas), já não é o principal ativo de Nuno Macedo Silva, filho do fundador, João Macedo Silva. O grupo diversificou os seus negócios e diluiu assim os riscos associados ao monoproduto. O empresário está neste ano na 24.e posição do ranking dos maiores patrimónios nacionais, com um valor estável face à avaliação de 2024. Nuno Macedo Silva herdou a empresa do pai no ano 2000, tinha então 35 anos. Desde então fez crescer o negócio familiar: em 2001 adquiriu a totalidade do capital da Colep, um grupo especializado na produção de embalagens, e posteriormente adiciona a Vitacress, empresa agroalimentar, ao seu universo empresarial. Em 2024, o Grupo RAR registou um volume de negócios consolidado de 1 000 milhões de euros, sendo a Colep Consumer Products a empresa que mais contribuiu para o bolo, com 335 milhões de euros de faturação. A Vitacress contribuiu com 220 milhões, e a RAR apenas com 101 milhões. O grupo emprega quase 3 500 colaboradores, e tem presença directa em Espanha, na Alemanha, nos Países Baixos, na Polónia, no Reino Unido e no México. 25 Familia Rios de Amorim 612 milhões de euros Amorim Investimentos e Participações, Corticeira Amorim, Imobiliário A fortuna dos três filhos de António Ferreira de Amorim, irmão de Américo Amorim, falecido em maio de 2024, está centrada na sua participação acionista na Corticeira Amorim, fundada pelo seu pai e por mais três irmãos. António, Cristina e Joana partilham entre si a parcela do pai na empresa cotada, que a 2 de dezembro deste ano valia perto de 900 milhões de euros. As ações da empresa cotavam a 6,56 euros, quando há um ano o preço do papel estava nos 8,32 euros. Esta quebra da capitalização bolsista da empresa , que já se tinha verificado no ano anterior , está na origem da descida de posição da família no ranking de 2025, que caiu da posição 22 para a 25, estando a sua parcela avaliada em 612 milhões de euros. António Rios de Amorim, o filho mais velho, lidera o negócio da cortiça desde 2001, e a flha Cristina Rios de Amorim, que foi CFO durante alguns anos, é atualmente cso , chief sustainability officer , da mesma. Em 2024, as vendas consolidadas do grupo foram de 939 milhões de euros, valor que reflete uma quebra de 4,7% face ao ano anterior. A empresa tem presença global, sendo líder mundial na transformação de cortiça. Confiança. â medida que um novo ano se aproxima, a confiança torna-se mais do que um sentimento, é uma decisão. Confiar no caminho percorrido, mesmo quando foi incerto. Confiar nas pessoas, apesar das falhas. Confiar no futuro, ainda que não esteja totalmente desenhado. é ela que transforma a dúvida em ação e a visão em realidade. Num mundo em constante mudança, confiar é um ato de coragem e também de esperança. Que o novo ano comece com essa certeza de que avançar é possível quando acreditamos: em nós, nos outros e no que ainda está por vir. Os Mais Ricos de Portugal A Forbes Portugal divulga a lista de 2025 de Os Mais Ricos de Portugal que reflete um País cuja riqueza continua concentrada nas grandes familias. 50 FAMÍLIAS MAIS ABASTADAS DE PORTUGAL SáO DONAS DE UM PATRIMONIO AVALIADO EM MAIS DE 47,7 MIL MILHOES DE EUROS, UMA FORTUNA QUE EQUIVALE A CERCA DE 16,5% DO PIB NACIONAL DE2024. A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de 100 empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da familia como um todo. No caso da familia Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International. Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalistica, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercicio de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de Forbes International e fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessivel, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do pais, nem as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público. Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas. Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do sector, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do sector aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas. Pedro Soares dos Santos é o CEO do grupo Jerónimo Martins Carlos Moreira da Silva tem subido na lista dos mais ricos da Forbes Tomás Jervell lidera a familia dona de 63% do Grupo Nors Jorge Rebelo de Almeida fundou o grupo Vila Galé em 1986 Avelino Gaspar fundou a Lusiaves a partir de Leiria. Cristina Rios de Amorim é acionista da Corticeira Amorim com os seus irmãos 26 Família Jensen de Leite Faria Fortuna: 531 milhões de euros Cadena SGPS, Grupo Nors, Auto Sueco, Ascendum, Civiparts, sociedades imobiliárias 27 Mário Ferreira Fortuna: 530 milhões de euros Douro Azul, Media Capital /TVI 28 António Vila Nova Fortuna: 520 milhões de euros Grupo Vila Nova, Cofemel Tiffosi e Trofa Saúde 29 Manuela Medeiros Fortuna: 504 milhões de euros Grupo Parfois 30 Família Santos Fortuna: 502 milhões de euros Grupo Valouro 31 Alice, João e Helena Nabeiro Fortuna: 482 milhões de euros Grupo Nabeiro /Delta 32 Rosália Teixeira Fortuna: 463 milhões de euros Grupo Porto Editora Bertrand Wook 33 Jorge Mendes Fortuna: 407 milhões de euros Start SGPS / Gestifute 34 Família Bensaude Fortuna: 406 milhões de euros Grupo Bensaude 35 Família Gonçalves Teixeira Fortuna: 398 milhões de euros Grupo DST 36 Arlindo, Humberto e Gabriela Costa Leite Fortuna: 396 milhões de euros Vicaima, Almina Minas de Aljustrel 37 Maria de Lurdes Soares dos Santos Fortuna: 395 milhões de euros Sociedade Francisco Manuel dos Santos/Jerónimo Martins 38 Maria Helena Soares dos Santos Mota Goya Fortuna: 395 milhões de euros Sociedade Francisco Manuel dos Santos Jerónimo Martins 39 Família Crisóstomo Silva Fortuna: 389 milhões de euros Trivalor, Iberlim, Strong Charon, Itau, Gertal, Ticket Restaurant 40 João Serrenho Fortuna: 378 milhões de euros CIN, Media Capital/TVI £1 Beatriz Vila Nova e António Martins Carneiro Fortuna: 376 milhões de euros Grupo Vila Nova, Cofemel/Tiffosi e Trofa Saúde 42 Fernando Pinho Teixeira Fortuna: 365 milhões de euros Grupo Ferpinta, Ferpinta Indústria, Ferpinta Turismo 43 João Ortigão Costa Fortuna: 349 milhões de euros Grupo Sugal 44 Família Moniz Galvão Fortuna: 339 milhões de euros Santogal 45 Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça Fortuna: 320 milhões de euros Altri, Ramada, Cofina, Media Livre 46 Renato Rafael Arié Fortuna: 317 milhões de euros Grupo Arié / Perfumes e Companhia, Grupo José Avillez 47 António Manuel Gonçalves e familia Fortuna: 314 milhões de euros Grupo TMG/TMG Automotive 48 Paulo Fernandes Fortuna: 297 milhões de euros Altri, Ramada, Cofina, Media Livre 49 Família Guedes Fortuna: 289 milhões de euros Sogrape 50 João Borges Oliveira Fortuna: 286 milhões de euros Altri , Ramada, Cofina, Media Livre A DIFÍCIL CAÇA AOS UNICÓRNIOS E á FORTUNA DE CRISTIANO RONALDO A Forbes Portugal voltou a deixar de fora destas avaliações algumas fortunas que sabemos serem relevantes, mas que não é possível aferir com alguma exatidão , nem sequer aproximada n a sua extensão. Falamos do caso dos fundadores e acionistas dos unicórnios , empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares , com ADN nacional, e da fortuna de Cristiano Ronaldo. Começando pelos unicórnios. Atualmente são sete os unicórnios fundados por empreendedores portugueses: Talkdesk, Outsystems, Remote, Sword Health, Feedzai, Anchorage e Tekever (este último, o mais recente). Apesar de sabermos que muitos destes fundadores detêm ainda a maioria do capital, não nos revelaram a percentagem concreta do mesmo. A Talkdesk, de Tiago Paiva, é o unicórnio nacional mais valioso, cujo valor ascenderá a cerca de 10 mil milhões de dólares, seguido da Outsystems, de Paulo Rosado, que ronda os 4,3 mil milhões de dólares. Se cada um destes fundadores tiverem pelo menos 10%, Tiago Paiva teria uma fortuna de mil milhões de dólares e Paulo Rosado de 430 milhões de dólares. Por outro lado, também não é tarefa fácil avaliar a fortuna de Cristiano Ronaldo. A Forbes avalia o seu rendimento anual , em 2025, o futebolista recebeu cerca de 240 milhões de euros , porém, é tarefa hercúlea saber ao certo quanto já acumulou, apesar de o próprio ter dito em entrevista “já ser bilionário” há muito tempo. Para já, o valor fica ainda no segredo dos deuses. HELENA C. PERALTA